Teresa Guilherme falou em batota nas marchas populares e padrinho da Marcha da Bica pede-lhe “tenha vergonha”

Teresa Guilherme falou em batota nas marchas populares e padrinho da Marcha da Bica pede-lhe “tenha vergonha”, nas redes sociais.

Teresa Guilherme falou em batota nas marchas populares e padrinho da Marcha da Bica pede-lhe "tenha vergonha"

Está instalada a polémica nas redes sociais, devido ao concurso das Marchas Populares de Lisboa.

Teresa Guilherme, madrinha da marcha do Alto do Pina, falou em batota nos resultados. Por sua vez, Tiago Torres da Silva, padrinho da Marcha da Bica, vencedora deste ano, reagiu nas redes sociais com críticas à comunicadora.

A Marcha do Alto do Pina ficou em 5º lugar e Teresa Guilherme, no programa Noite das Estrelas, da CMTV, disse: “Tenho pena que façam tanta batota, há muitos anos, a votarem as marchas. Sejam as do Alto do Pina ou do que for… O que se passou ontem [segunda-feira] foi inconcebível“.

A marcha do Alto do Pina ia vestida pelo Dino Alves?“, perguntou Rui Oliveira.

“Não, o Dino Alves vestiu a marcha que ganhou, a Bica… E tinham o Marco Mercier, que é o coreógrafo do João Baião e do Filipe La Féria. Portanto, amigos não lhes devia faltar no júri“, respondeu Teresa Guilherme.

No seu perfil de Facebook, Tiago Torres da Silva, reagiu.

Eis o texto:

TENHA VERGONHA, SRª Dª TERESA GUILHERME

A primeira pessoa que me entrevistou na televisão foi a Teresa Guilherme. Dedico-lhe, por isso, um carinho especial.

Mas por isso também, me parece mais fora de contexto o fel que Teresa vem destilar em Praça Pública sobre a honestidade de quem trabalha nas marchas.

Também nós na Bica, já nos sentimos injustiçados (quem pode esquecer os anos de 2004 ou 2013, por exemplo?) e nunca viemos para a rua enxovalhar colegas de profissão.

Temos o Dino Alves a fazer-nos as fardas. Já o tínhamos no ano passado e não ganhámos. Temos o Marco Mercier nas coreografias pela primeira vez. Um homem que se entregou de alma e coração ao nosso projeto.

E vem esta senhora tentar manchar-lhes a reputação afirmando que, por serem artistas de sucesso, devem ter “amigos no júri”?

Poderíamos presumir que foi assim que a dita senhora fez sucesso e que mede os outros com a sua fita métrica.

Mas não, minha senhora, as coisas não funcionam assim. Quero dizer-lhe que eu que já ganhei 12 vezes o prémio de melhor letra (na Bica, no Bairro Alto, em São Vicente…) e só tive uma má classificação no ano em que tive um amigo como jurado de letra.

Ser artista em Portugal é muito difícil. Teresa Guilherme sabe-o melhor que ninguém. Entrevistou centenas de cantores, actores, escritores. Não se trata assim a nossa gente. Não se vem levantar suspeitas sobre a ética de outros sem se ter provas.

O que Teresa diz é uma ofensa à memória dos nossos que já não estão entre nós. É uma infâmia contra o suor dos nossos marchantes que, durante meses, se dedicam, noite após noite, à louca aventura de erguer uma marcha.

A verdade é que não é a fama que dá educação e há muitos “famosos” por aí cujas línguas viperinas são iguais ao que se dizia das vizinhas à janela em meados do século passado.

Teresa, é muito feio o que fez! Usando as suas palavras, é inconcebível que uma pessoa com tanto mundo, revele tamanha falta de senso. Espero que tenha a ombridade de pedir desculpa a cada um daqueles contra quem disparou a arma mais vil, mais baixa de todas que é o boato!

Mais um conselho, não morda a língua nos próximos dias. Nós gostamos muito de si, não a queremos ver caída, vítima do seu próprio veneno.”

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