Sara Cruz actua em Lisboa: “acho que sou uma romântica, talvez porque escreva canções desde miúda”, destacou.
Texto e Entrevista: Rui Lavrador;
Fotografia: Promoção Sara Cruz.
A 14 de Fevereiro, no Estúdio Time Out, em Lisboa, Sara Cruz subirá a palco – num espectáculo integrado no festival Montepio Às Vezes o Amor, para apresentar o seu disco, Fourteen Forty-Five.
Sara Cruz é uma talentosa compositora e artista açoriana, destacando-se pela capacidade de criar músicas que refletem a rica cultura e as tradições dos Açores.
Assim, nascida e criada num dos arquipélagos mais belos do mundo, a sua música tem a essência das paisagens naturais, as histórias e as vivências do seu povo.
A sua música é marcada por uma fusão de estilos, onde a tradição se encontra com influências contemporâneas.
Por isso, falamos de canções que são ao mesmo tempo nostálgicas, mas também com futuro.
Assim, denota habilidade em contar histórias através de suas letras, captando emoções e experiências que ressoam com o público.
Assim, em conversa com o Infocul.pt, abordou a presença no festival.
“Eu estou muito entusiasmada porque também vou estrear o meu disco em Lisboa. Eu fiz alguns showcases de apresentação, mas não o toquei na íntegra. Agora irei tocá-lo na íntegra e também em formato banda. Isso está a deixar-me mais entusiasmada“, assinalou.
Seguidamente, revelou o que podemos esperar do concerto: “Vou tocar o meu disco que saiu em Outubro, Fourteen Forty-Five, vou apresentá-lo pela primeira vez em Lisboa, na íntegra e com banda, vou cantar algumas canções que não fazem parte do disco, como alguns singles que já lancei há mais tempo, outros mais antigos. Vai ser uma oportunidade para as pessoas ouvirem o disco ao vivo e se eu conseguir que as pessoas sintam alguma coisa, está cumprida a minha missão“.
Nesse sentido, sendo um festival sob a temática do amor, referiu “eu acho que sou uma romântica, talvez porque escreva canções desde miúda. Com 12, 13 anos eu escrevia sobre o amor, quando eu nem sabia sequer. Mas faz parte do imaginário, tenho muitas músicas sobre amor e desamor, sobre tudo o que isso pode envolver, não são todas, mas a maioria. Portanto, num festival dedicado ao amor, eu sinto-me em casa“.
Por outro lado, questionámos como olha para a jovem de 12 anos que escrevia sobre amor e o quão engraçado isso é: “Sim, eu lembro-me de algumas frases que escrevia – porque eu depois cantavas as músicas para a família – e é giro pensar como uma criança de 12 anos escrevia sobre amor. Partia das músicas que ouvia, dos filmes que via, ainda sem saber o que era amar alguém“.
“Eu sou uma cantora compositora açoriana, nasci em São Miguel. Sou suspeita, mas acho que é dos sítios mais bonitos do mundo, foi lá que comecei a escrever e a cantar, muito por influência dos meus pais e dos meus avós, lancei o primeiro disco há uns meses e estou a aguardar o que o futuro me trás“, destacou.
Por fim, falou de como ter nascido numa ilha a influenciou: “Acho que temos um bocadinho mais espaço e tempo para pensarmos sobre as coisas. Às vezes, parece que o tempo na ilha passa mais devagar e eu sinto que isso foi bom para eu marinar e pensar nas coisas que sentia, acho que foi essencial. Ter nascido e crescido numa ilha acho que ajudou-me muito a explorar essa parte criativa em mim. Acho eu, é a minha teoria“.
Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.





