Delfins regressam a Leiria no Festival Montepio Às Vezes o Amor com mensagem reforçada após tempestade Kristin, que afectou a cidade.
Miguel Ângelo admite que contexto vivido na região “reenquadra o amor” no concerto de Dia dos Namorados
Antes de mais, o regresso dos Delfins a Leiria acontece num momento particular para a cidade. Depois dos estragos provocados pela tempestade Kristin, o concerto integrado no Festival Montepio Às Vezes o Amor ganha um significado emocional acrescido.
Ainda assim, o espetáculo mantém o formato habitual. Porém, para Miguel Ângelo, o contexto altera naturalmente a forma como o público vai viver a noite.
“Sim, eu acho que sim, até porque vai ser preciso uma componente solidária de todo o país, com aquela região que foi mais afetada por esta tempestade e, portanto, vai reenquadrar o amor que temos para dar, digamos assim.”
Amor para lá do romantismo
Entretanto, a sala está praticamente esgotada. Restam apenas alguns lugares dispersos, já longe da lógica tradicional de “bilhetes para casais”.
O músico sublinha que o conceito de amor não se limita ao lado romântico.
“Vai ser preciso amor, amor no sentido solidário para ali, portanto, acho que o espetáculo (…) vai ter essa componente reforçada da importância do amor sobre todos os seus segmentos, seja o amor solidário, o amor romântico, etc, vai ter que ser reforçado para este espetáculo, sim.”
Deste modo, a noite deverá refletir o momento coletivo vivido na região, sem deixar de ser um concerto de celebração.
Duas horas de êxitos sem pausas
Por outro lado, o alinhamento mantém a fórmula que tem marcado o regresso da banda aos palcos. Menos conversa, mais música.
“Nós escolhemos para estes concertos de verão só os singles. Só tocamos singles.”
E acrescenta:
“O verão, confesso, é uma jukebox. Fizemos uma jukebox, é o que as pessoas querem ouvir (…) são duas horas, praticamente, de espetáculo, sempre a abrir.”
Além disso, a resposta do público tem sido transversal a várias idades.
“A energia que recebemos das pessoas (…) os espetáculos têm sido incríveis.”
Canções que atravessam gerações
Por fim, Miguel Ângelo destaca a longevidade do repertório.
“Eu acho que são as canções, as canções realmente conseguiram resistir, tornaram-se se calhar hinos de outras gerações.”
Assim, em Leiria, os Delfins prometem fazer aquilo que sempre fizeram melhor: juntar pessoas à volta das músicas que ficaram. Sem rótulos extra. Só canções — e o significado que cada um lhes quiser dar.
O concerto será a 14 de Fevereiro.





