Toy revela amor proibido dos pais, morte do primeiro amor e corte com ex-mulher

Toy revela amor proibido dos pais, morte do primeiro amor e corte com ex-mulher, esta manhã no Dois às 10, na TVI.

Toy esteve no “Dois às 10”, da TVI, para uma conversa conduzida por Cristina Ferreira. A entrevista partiu do lançamento do livro “𝗖𝗼𝗿𝗮çã𝗼 𝗡ã𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝗜𝗱𝗮𝗱𝗲”, mas acabou por atravessar alguns dos capítulos mais marcantes da sua vida.

Entre memórias familiares, perdas dolorosas e relações cortadas, o cantor falou sem esconder a emoção. Recordou o amor proibido dos pais, a morte da primeira namorada e a distância atual da mãe dos filhos mais velhos.

Amor dos pais marcou a vida de Toy

Durante a entrevista, Toy explicou que o amor sempre foi uma força central na sua vida e na sua música. O cantor ligou essa forma de sentir à história dos próprios pais.

“𝗦𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲, 𝗲 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝗳𝗼𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗼 𝗺𝗲𝘂, 𝗳𝗼𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗯𝗮𝗰𝗸𝗴𝗿𝗼𝘂𝗻𝗱, 𝗳𝗼𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲, 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗽𝗼𝗻𝘁𝗮𝗿𝗶𝗮 𝘃𝗮𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗮𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿. 𝗘 𝘁𝗮𝗹𝘃𝗲𝘇 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮 𝘁𝗮𝗺𝗯é𝗺 𝗻𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗯𝗲𝗯𝗶𝗱𝗼 𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝘂𝗺𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗯𝗼𝗻𝗶𝘁𝗮”, contou.

Contudo, essa história não foi simples. Toy explicou que o pai já era casado e que, antes do 25 de Abril, o divórcio não era permitido.

Por isso, a relação encontrou resistência dentro da família materna.

“𝗔 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗶𝗿𝗺ã 𝘁𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺ã𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗮𝗶 𝘀𝘂𝗷𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗹á𝗴𝗿𝗶𝗺𝗮𝘀, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼. 𝗢𝘀 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝗮𝘃ó𝘀 𝗻ã𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗮𝗻𝗱𝗮𝘀𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗺 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗱𝗼”, revelou.

A fuga da mãe e o casamento depois do 25 de Abril

Toy recordou ainda que a mãe fugiu do Algarve sem dinheiro. O pai acabou por escondê-la na alfaiataria, numa fase delicada da relação.

A situação só ficou resolvida depois da revolução de 1974. A partir daí, o pai conseguiu divorciar-se e casar com a mãe de Toy.

“𝗗𝗲𝗶𝘅𝗼𝘂 𝗮 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺ã𝗲, 𝗳𝗶𝗰𝗼𝘂 𝗮 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺ã𝗲, 𝗲 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗿 𝗱𝗮í, 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝟮𝟱 𝗱𝗲 𝗔𝗯𝗿𝗶𝗹, 𝗳𝗲𝘇 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁ã𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲 𝗱𝗶𝘃𝗼𝗿𝗰𝗶𝗮𝗿, 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝘂, 𝗲 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺ã𝗲. 𝗘𝘂 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝟭𝟯 𝗮𝗻𝗼𝘀”, recordou.

A união durou até à morte prematura da mãe do cantor, aos 61 anos. Essa perda marcou profundamente o pai.

Toy descreveu-o como um homem fechado e assumiu que nunca mais refez a vida amorosa: “𝗙𝗼𝗶 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗶𝗳í𝗰𝗶𝗹, 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘁𝗲𝘃𝗲 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺”.

Depois, reforçou a dimensão desse amor: “𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗿 𝗱𝗼 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺ã𝗲 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗮𝗶, 𝗻ã𝗼 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝘂 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺”.

A primeira namorada morreu aos 15 anos

A conversa também passou por Ana Paula, a primeira namorada de Toy. Os dois começaram a relação quando tinham 12 anos.

Inicialmente, as famílias encaravam o namoro como uma brincadeira de crianças. Porém, com o passar do tempo, a ligação tornou-se mais séria.

Os pais tentaram separá-los e Toy foi enviado para a zona de Coruche. Ainda assim, fugiu de madrugada, à boleia num carro de transporte de peixe, para voltar a Setúbal.

Mais tarde, o destino voltou a cruzá-los na mesma escola. O jovem Toy acabaria por conseguir a aprovação do pai de Ana Paula para o namoro.

No entanto, a história terminou de forma trágica. Ana Paula foi diagnosticada com leucemia aguda, após o aparecimento de nódoas negras, e morreu numa semana, durante uma tentativa de tratamento em Londres.

Toy não escondeu o impacto desse momento: “𝗖𝗼𝗺 𝟭𝟱 𝗮𝗻𝗼𝘀. 𝗔𝗴𝗼𝗿𝗮 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻𝗮, 𝘀𝗲 é 𝘁𝗿𝗮𝘂𝗺á𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝗮𝗱𝗼𝗹𝗲𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 𝘂𝗺 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗮𝗺𝗶𝗴𝗼 𝗼𝘂 𝘂𝗺𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗮𝗺𝗶𝗴𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗮𝗼𝘀 𝟭𝟱 𝗮𝗻𝗼𝘀, 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻𝗮 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗮𝗺𝗮𝘃𝗮”.

“Nós somos só pessoas”

Ao partilhar memórias tão íntimas, Toy quis também deixar uma reflexão sobre a forma como o público olha para figuras conhecidas.

Para o cantor, estes testemunhos ajudam a mostrar a parte humana que existe para lá do palco e da televisão.

“𝗧𝗮𝗺𝗯é𝗺, 𝗲 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 é 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗻ó𝘀 𝗱𝗮𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗲𝘀 𝘁𝗲𝘀𝘁𝗲𝗺𝘂𝗻𝗵𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 à𝘀 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗲𝗻𝗱𝗲𝘂𝘀𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺, 𝗻ó𝘀 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀 𝘀ó 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀. 𝗡𝗮𝘀𝗰𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗲 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗲𝗺𝗼𝘀, 𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼𝘀, 𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇𝗲𝘀, 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝘁𝗿𝗶𝘀𝘁𝗲𝘀”, rematou.

Relação cortada com a mãe dos filhos mais velhos

Noutro momento da entrevista, Toy revelou que está de relações cortadas com a mãe dos filhos mais velhos, Lara e Leandro.

O artista começou por mostrar cautela ao abordar o assunto, por envolver uma pessoa que não estava presente.

“𝗘𝗺 𝗿𝗲𝗹𝗮çã𝗼 à 𝗺ã𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀, 𝗲𝘂 𝗻ã𝗼 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝘃𝗼 𝗽ô𝗿 𝘁𝗲𝗿𝗰𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗹𝗮𝘀 𝗻ã𝗼 𝗲𝘀𝘁ã𝗼 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝘀ó 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗷𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲𝗷𝗮 𝗯𝗲𝗺, 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗷𝗼 𝗺𝗮𝗹 𝗮 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺, 𝗺𝗮𝘀 𝗻ó𝘀 𝗰𝗼𝗿𝘁á𝗺𝗼𝘀 𝗿𝗲𝗹𝗮çõ𝗲𝘀”, começou por dizer.

Depois, explicou que houve situações que não conseguiu ultrapassar: “𝗢 𝗰𝗮𝘀𝗼 é 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿𝗮𝗺-𝘀𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀, 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀, 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗲𝗺𝗮𝘀𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝘂 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗿 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗶𝘃𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼”.

Toy admite erros, mas lamenta falta de entendimento

Apesar do corte, Toy assumiu que também errou ao longo da vida. Ainda assim, lamentou que não tenha sido possível manter uma relação em benefício dos filhos.

“𝗘𝘂 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗳𝘂𝗶 𝘂𝗺 𝘀𝗮𝗻𝘁𝗼, 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀, 𝗰𝗼𝗺𝗲𝘁𝗶 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗼𝘀, 𝗲 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲𝘁𝗲𝗺, 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮𝗺, 𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲𝘃𝗶𝗮𝗺 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮, 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗼𝗮𝗿 𝗼𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲𝘁𝗲𝗺, 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗼𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲, 𝗲 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗮 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗿 𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝗿 𝘂𝗺 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗻𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗯𝗲𝗻𝗲𝗳í𝗰𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀, 𝗺𝗮𝘀 𝗶𝗻𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝘂”, afirmou.

A entrevista mostrou um Toy mais íntimo, distante apenas da figura popular que sobe aos palcos. Entre a memória dos pais, a dor da adolescência e a família, o cantor apresentou o livro como ponto de partida para revisitar a própria vida.

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