Grandson levou o rock sem filtros ao Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa

Grandson levou o rock sem filtros ao Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, na tarde deste domingo, no Parque Tejo.

Fotografias: João Sousa

Grandson subiu este domingo, 21 de Junho, ao Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, num dos dias mais virados para a energia do rock nesta edição do festival.

A presença do artista no Parque Tejo surgiu integrada num cartaz de forte peso internacional, marcado também por nomes como Linkin Park, Cypress Hill e The Pretty Reckless. Ainda assim, Grandson entrou na programação com uma identidade própria, ligada a uma sonoridade de tensão, confronto e descarga emocional.

Sem precisar de ser apresentado como nome de consenso, o músico trouxe ao Palco Mundo uma linguagem mais crua. A sua música vive desse encontro entre rock alternativo, pulsação urbana e uma escrita muitas vezes atravessada por inquietação.

Um nome para um domingo de guitarras

O segundo dia do Rock in Rio Lisboa tinha uma direcção clara. Depois do primeiro dia mais pop, o domingo abriu espaço a um público preparado para guitarras, peso e uma atitude menos polida.

Nesse contexto, a actuação de Grandson fez sentido. O artista representa uma geração que não olha para o rock como peça de museu, mas como matéria em conflito. Há nele uma ideia de urgência, mais próxima da rua do que da pose clássica.

No Palco Mundo, essa presença ajudou a reforçar o tom de um dia em que o festival virou a página para territórios mais intensos.

Rock com nervo e identidade própria

Grandson não pertence à linhagem dos artistas que procuram suavizar arestas para caberem em qualquer lugar. Pelo contrário, a sua marca passa por uma música directa, inquieta e emocionalmente carregada.

Foi essa identidade que trouxe ao Rock in Rio Lisboa: uma proposta menos decorativa, mais física e com outra temperatura.

Num festival onde o Palco Mundo costuma ser território de grandes nomes e grandes expectativas, a actuação afirmou um espaço próprio. Não apenas pelo peso sonoro associado ao artista, mas pela forma como a sua presença encaixou no desenho deste domingo.

O Palco Mundo entrou noutro registo

Com Grandson, o Rock in Rio Lisboa mostrou também essa capacidade de alternar linguagens. No mesmo fim-de-semana em que o festival recebeu grandes nomes da pop, o domingo trouxe uma mudança clara de ambiente.

A passagem pelo Palco Mundo não foi apenas mais um ponto no cartaz. Foi parte de uma construção maior, num dia em que o rock voltou a ocupar o centro da Cidade do Rock.

Grandson levou ao Parque Tejo uma estética de ruptura, energia e inquietação. E, sem necessidade de maquilhar o que é, deixou a sua marca num domingo em que o Palco Mundo pedia precisamente isso: menos brilho fácil e mais nervo.

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