Pedro Chagas Freitas homenageia Herman José: “O riso pode muito bem ser a coisa mais séria”, destacou nas redes sociais.
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para destacar a força de Herman José.
O escritor evocou um episódio vivido pelo humorista há um ano, quando sofreu lesões, mas ainda assim subiu ao palco.
Na publicação, Pedro Chagas Freitas transforma esse momento numa reflexão sobre humor, resistência e capacidade de continuar mesmo quando tudo parece pesar.
Herman José recordado como exemplo de resiliência
O texto partilhado por Pedro Chagas Freitas começa por recuperar uma situação fisicamente exigente para Herman José.
O humorista caiu, sofreu várias lesões e, apesar das dores, não deixou de atuar.
“Foi há um ano. Ele caiu, fracturou um ombro, rasgou um tendão de Aquiles, partiu-se. Depois, entrou em palco. Com dores, com remendos. O palco não é um lugar; é uma decisão. Herman José caiu no camarim e levantou-se no riso. A metáfora inteira está aí: a vida pode lixar-nos por todos os lados, mas o humor é o último órgão a morrer. Levamos porrada de todos os lados: da vida, do tempo, das contas, dos diagnósticos, das más notícias às nove da manhã. A diferença está em quem ainda consegue, estilhaçado, dar o passo em frente, pisar o palco, contar uma anedota, fazer o mundo rir“, lê-se.
Assim, o escritor sublinha a imagem de um artista que, mesmo fragilizado, escolheu cumprir o encontro com o público.
O humor como forma de resistência
Na segunda parte da reflexão, Pedro Chagas Freitas aprofunda a ideia de que o riso pode ser uma resposta perante a adversidade.
Para o autor, a comédia não surge apenas como entretenimento, mas como lugar de humanidade.
“Acredito mais num homem que se ri partido do que num guru que prega de pé. A comédia é o antídoto. O último reduto de humanidade. Quando rimos, por um segundo, ninguém está acima de ninguém. O riso nivela tudo. É por isso que os poderosos têm tanto medo dele. Aguentamo-nos quando conseguimos dizer: “Podes dar cabo de mim; não dás cabo do riso.” Se não nos deram cabo do riso, não nos deram cabo de nada. O riso pode muito bem ser a coisa mais séria de todas as coisas do mundo. Obrigado, Herman“.
Deste modo, Pedro Chagas Freitas valoriza o humor como gesto de resistência e como forma de enfrentar o desgaste da vida.
“Obrigado, Herman”
A homenagem termina com um agradecimento direto a Herman José.
Mais do que recordar a queda e as lesões, Pedro Chagas Freitas destaca a decisão de continuar.
Entre dor, palco e riso, o escritor vê no humorista uma metáfora clara: cair pode ser inevitável, mas levantar-se ainda é uma escolha.
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