Tânia Laranjo celebra 54 anos na liderança do ‘Top Famosos’ e condena ataques ao jovem Afonso

Tânia Laranjo celebra 54 anos na liderança do ‘Top Famosos’ e condena ataques ao jovem Afonso, após dançar com Zara Larsson.

Tânia Laranjo chegou aos 54 anos entre celebrações, balanços pessoais e uma distinção que não esperava receber. A jornalista foi nomeada para o «Top Famosos», do Correio da Manhã, e acabou por alcançar o primeiro lugar.

Nas redes sociais, acompanhou cada novidade com o humor que costuma imprimir às suas publicações. A filha, os livros, o trabalho e as dificuldades com a tecnologia entraram no balanço dos 53 anos.

Além disso, Tânia Laranjo mostrou o lado mais quotidiano da vida em casa e descreveu a relação com o gato. Já num registo diferente, reagiu aos ataques dirigidos a Afonso, depois de o jovem ter dançado com Zara Larsson no NOS Alive.

Nomeação para o ‘Top Famosos’ apanhou jornalista de surpresa

A sequência começou quando Tânia Laranjo descobriu que estava nomeada para o novo concurso de verão do Correio da Manhã. A jornalista admitiu não encontrar uma explicação evidente para a presença na lista.

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“Há um novo concurso do CM este verão: Top Famosos. E, por razões que escapam à lógica e provavelmente também ao regulamento, estou nomeada.”

A surpresa levou-a a recordar, com ironia, que nunca tinha sido incluída em rankings dedicados à sensualidade.

“Confesso que nunca esperei por isto. Sobretudo porque passei anos sem ser sequer considerada para o Top Sexy. Nem um modesto ‘Sexy, mas em dias de chuva’. Nada.”

Em vez de passar por essa etapa, Tânia Laranjo considerou ter sido diretamente promovida à categoria de figura conhecida.

“Saltei diretamente essa fase e fui promovida a famosa. É uma carreira pouco convencional. Normalmente as pessoas começam por ser giras e acabam famosas. Eu devo ter entrado pela porta das traseiras, que costuma estar aberta.”

A jornalista confessou também não perceber como tinha sido colocada entre os restantes candidatos. Ainda assim, decidiu aceitar a nomeação e pedir o apoio dos seguidores.

“Olho para os restantes nomeados e continuo sem perceber como fui lá parar. Mas também, se há coisa que a vida me ensinou, é que os melhores convites são aqueles que ninguém consegue explicar.”

“Por isso, já que aqui estou… votem. Nem que seja para não obrigarem a organização a admitir que foi um lapso.”

Primeiro lugar chegou antes dos 54 anos

Depois da nomeação, Tânia Laranjo recebeu uma segunda novidade. A jornalista tinha passado para a liderança do «Top Famosos».

“Recebi a notícia de que estava nomeada para o Top Famosos e pensei: ‘Que giro.’”

“Depois veio a segunda notícia, essa sim difícil de digerir: estou em primeiro lugar.”

Tânia Laranjo assegurou que não votou em si própria. Contudo, deixou no ar a possibilidade de familiares e amigos terem ajudado a alcançar a primeira posição.

“Juro que não votei em mim. Aliás, nem sabia muito bem onde se votava. Agora, não ponho as mãos no fogo pela minha família e por alguns dos meus amigos. São pessoas capazes de tudo para me darem um desgosto… ou um motivo para me gozarem durante os próximos anos.”

A liderança num ranking onde nem sequer imaginava entrar despertou-lhe também algumas dúvidas sobre o reconhecimento alcançado.

“O mais surpreendente é que estou em primeiro num ranking onde nunca imaginei entrar, quanto mais liderar. A síndrome do impostor agradece a oportunidade de fazer horas extraordinárias.”

Entretanto, a jornalista aproveitou para corrigir a idade publicada pelo Correio da Manhã. Naquele momento, ainda faltava um dia para completar 54 anos.

“Pelo meio, o CM – o meu jornal de eleição, evidentemente – resolveu envelhecer-me um bocadinho e diz que tenho 54 anos. É falso. Tenho 53. Talvez faça 54 amanhã, mas hoje ainda gostava de usufruir do último dia que me resta nesta idade.”

Também a fotografia escolhida para ilustrar a nomeação mereceu um comentário.

“E a fotografia? Não está má. O padrão estava tão baixo que basta não parecer uma foto de um crachá da Média Livre para já ser considerada uma excelente escolha.”

A publicação terminou com outra possibilidade que Tânia Laranjo nunca tinha colocado no horizonte.

“Enfim… se isto continua assim, para a semana ainda descubro que sou uma influencer.”

Filha, livros e uma árvore no balanço dos 53 anos

A poucas horas do aniversário, a jornalista fez um balanço do caminho percorrido. Tânia Laranjo começou por anunciar a proximidade da nova idade.

“Daqui a umas horas faço 54 anos.”

Depois, recuperou a conhecida teoria que associa uma vida preenchida à maternidade, à escrita de um livro e à plantação de uma árvore.

“Há uma teoria qualquer que diz que uma pessoa deve ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.”

No entanto, Tânia Laranjo questionou a origem da lista e chamou a atenção para uma parte habitualmente esquecida.

“Nunca percebi quem inventou esta lista. Também nunca percebi porque é que ninguém fala da parte de regar a árvore. Enfim.”

No que diz respeito à maternidade, a jornalista destacou a filha.

“Tive uma filha. Não fiz muito pelas estatísticas da natalidade, mas a que fiz saiu muito bem.”

A meta relacionada com a escrita também foi ultrapassada. Tânia Laranjo publicou mais do que o livro sugerido pela teoria.

“Escrevi vários livros. Pelos vistos bastava um, mas quando percebi isso já era tarde.”

Quanto à natureza, garantiu ter cumprido todas as exigências para evitar futuras dúvidas.

“Plantei uma planta. E uma árvore. Não quero que um dia alguém me diga: ‘Sim, sim… mas a árvore?’”

A liderança no concurso do Correio da Manhã entrou igualmente na retrospetiva.

“Segundo o Top do Correio da Manhã, também fiquei famosa. Não era bem este o plano de carreira, mas aceito.”

Pessoas ajudadas e memórias da Venezuela

Para lá das metas pessoais e profissionais, Tânia Laranjo destacou os momentos em que conseguiu ter impacto na vida de outras pessoas.

“Pelo caminho houve dias em que consegui ajudar pessoas. E isso vale muito mais do que quase tudo o resto.”

A jornalista recordou ainda acontecimentos difíceis que acompanhou ao longo da carreira. Entre eles estiveram incêndios, tempestades e uma deslocação à Venezuela.

“Também houve incêndios, tempestades e uma viagem à Venezuela onde conheci uma equipa da Proteção Civil que nunca mais vou esquecer. Há pessoas que aparecem na nossa vida só para nos lembrar que ainda há gente extraordinária.”

O balanço passou igualmente pela relação atribulada com a tecnologia. Tânia Laranjo enumerou algumas das situações que já viveu na internet.

“Depois há a internet. A internet ganha sempre, só para avisar. E eu continuo sem perceber porque é que ontem uma coisa funcionava e hoje deixou de funcionar sem me pedir opinião.”

As dificuldades não ficaram por aí. Publicações trocadas, mensagens enviadas à pessoa errada e reuniões online também fizeram parte da experiência digital.

“Já publiquei fotografias sem legenda, legendas sem fotografias, respondi à pessoa errada e consegui desaparecer de reuniões online sem nunca perceber como. A tecnologia olha para mim e pensa: ‘Hoje vamos brincar.’”

Ainda assim, o resultado final dos 53 anos foi positivo. O principal problema continua a ser a gestão das palavras-passe.

“No fim de contas, acho que me safei bastante bem aos 53. As passwords é que continuam um desastre. E esqueço-me delas dois minutos depois de as criar.”

Tânia Laranjo assume gosto pelos aniversários e pelas prendas

Com o início das celebrações, Tânia Laranjo explicou que nunca sentiu necessidade de esconder a idade. Para a jornalista, chegar aos 54 anos é motivo de orgulho.

“Eu gosto de fazer anos. Não percebo essa moda de esconder a idade. Se cheguei até aqui, é porque fui mais teimosa do que o destino.”

A festa, a presença de pessoas próximas e a casa cheia fazem parte daquilo que mais aprecia nesta altura do ano.

“E gosto da festa. Gosto das pessoas. Gosto de ter a casa cheia.”

No entanto, Tânia Laranjo não escondeu qual é um dos pontos altos de qualquer aniversário.

“E gosto, sobretudo, das prendas. Quem disser que o importante é só a intenção está, claramente, à espera de abrir um envelope.”

As comemorações não se limitaram a um único dia. A jornalista anunciou que se prolongariam até ao fim de semana.

“As celebrações arrancam hoje e só acabam no fim de semana.”

O plano inicial era ainda mais ambicioso, mas acabou condicionado pelas obrigações financeiras.

“A minha ideia era fazer uma festa por cada ano de vida. Cinquenta e quatro dias seguidos. Infelizmente, o banco continua convencido de que a prestação da casa vale mais do que o meu aniversário. Uma falta de sensibilidade que merece reflexão.”

Regresso a casa termina sob avaliação do gato

Noutra publicação, Tânia Laranjo descreveu o regresso a casa depois de uma semana de trabalho. O gato aguardava-a no corredor, mas sem demonstrar o entusiasmo habitual de um reencontro.

“Chego a casa depois de uma semana de trabalho e lá está ele, sentado no corredor, a olhar para mim com aquele ar desconfiado. Não de quem sentiu saudades. De quem está claramente a pensar: ‘Outra vez? E quem te autorizou a entrar?’”

A jornalista comparou o comportamento do animal a uma fiscalização rigorosa da entrada em casa.

“Fico sempre com a sensação de que interrompi qualquer reunião importante de gatos. Ele observa-me da cabeça aos pés, como um segurança de discoteca a confirmar se o meu nome está na lista.”

Só depois dessa avaliação parece receber autorização para continuar no espaço.

“Só depois de uma inspeção rigorosa decide que, vá, posso permanecer… desde que não faça muito barulho.”

A atitude muda quando o animal se apercebe de que precisa que alguém lhe encha a tigela.

“Depois lembra-se de que a tigela não está cheia. Afinal, talvez eu tenha alguma utilidade.”

O resto do dia é ocupado por diferentes tarefas felinas, desde a caça às moscas à vigilância da temperatura.

“O resto do tempo divide-o entre caçar moscas com um empenho digno de um documentário da National Geographic e fiscalizar a temperatura da casa.”

O gato aprecia calor e companhia, mas apenas nas condições por si definidas.

“Gosta de calor, mas sem exageros. De companhia também, mas na dose exata que ele decide.”

Até o tempo dedicado às festas parece ter um limite apertado.

“Se lhe faço festas durante cinco segundos a mais, olha para mim como quem pondera chamar os recursos humanos.”

Tânia Laranjo terminou a publicação resumindo a relação de poder dentro de casa.

“No fundo, eu saio para trabalhar todos os dias para sustentar um gato que ainda me recebe em casa como se eu fosse uma visita pouco recomendável.”

Ataques contra Afonso motivam reação firme

Num registo mais sério, Tânia Laranjo reagiu à polémica em torno de Afonso. O jovem subiu ao palco do NOS Alive para dançar com Zara Larsson e concretizar um desejo pessoal.

“O Afonso subiu a um palco para cumprir um sonho. Dançou. Sorriu. Fez aquilo que qualquer criança devia poder fazer sem consequências: ser feliz.”

Depois da atuação, começaram a surgir comentários ofensivos nas redes sociais. A jornalista estabeleceu uma diferença entre idade e maturidade.

“Depois chegaram os adultos. Ou melhor, pessoas com idade de adultos. Porque maturidade é outra conversa.”

Tânia Laranjo recusou transformar o comportamento do jovem num debate sobre a sua orientação sexual.

“Não sei qual é a orientação sexual do Afonso. Nem me interessa. O que me intriga é a quantidade de gente que consegue olhar para uma criança e transformar isso num debate sobre sexualidade.”

Na sua publicação, destacou a diferença entre quem viu uma atuação e quem encontrou um motivo para atacar.

“Há quem veja talento. Há quem veja um alvo. Cada um revela aquilo que leva na cabeça.”

Jornalista aponta contradição na defesa dos “valores”

Tânia Laranjo questionou também aqueles que afirmam defender as crianças e determinados valores, mas atacam quem não corresponde às suas expectativas.

“É comovente assistir a esta brigada dos ‘valores’. Passam a vida a dizer que é preciso proteger as crianças. Desde que as crianças caibam exatamente na gaveta que eles decidiram.”

Segundo a jornalista, basta uma criança fugir ao comportamento esperado para passar a ser insultada nas plataformas digitais.

“Se não couberem, passam de ‘o futuro do país’ a saco de pancada digital em menos de cinco minutos.”

A dimensão dos ataques levou Tânia Laranjo a imaginar o orgulho com que algumas pessoas poderiam relatar o próprio comportamento.

“E que espetáculo deprimente: adultos de peito cheio por insultarem um miúdo. Imagino a conversa ao jantar.”

“‘Então, amor, como correu o dia?’ ‘Excelente. Passei a tarde a chamar nomes a uma criança na internet. Sinto que hoje fiz a minha parte pela civilização.’”

“Cobardia com Wi-Fi”

A jornalista comparou a coragem demonstrada por Afonso em palco com o anonimato de muitos dos utilizadores responsáveis pelos ataques.

“O Afonso teve coragem para subir a um palco. Vocês precisaram de um ecrã, de um perfil e, muitas vezes, de um nome falso para atacar um menor.”

Para Tânia Laranjo, os comentários não podem ser reduzidos a uma simples manifestação de opinião.

“Chamam-lhe opinião. Eu chamo-lhe cobardia com Wi-Fi.”

Apesar da hostilidade, a jornalista acredita que o jovem terá oportunidade de continuar a crescer e a concretizar os seus objetivos.

“A boa notícia é que o tempo costuma ser cruel para quem vive do ódio. O Afonso tem todas as hipóteses de crescer, evoluir e continuar a perseguir os seus sonhos.”

Já os responsáveis pelos ataques receberam uma observação sobre a marca que deixam através da atividade digital.

“Já quem passa a vida obcecado com a forma como um miúdo dança dificilmente terá uma biografia mais interessante do que o histórico dos próprios comentários.”

Por fim, Tânia Laranjo estabeleceu uma separação entre aquilo que Afonso mostrou em palco e o comportamento dos adultos nas redes sociais.

“No fim, o Afonso deu um espetáculo. Vocês deram um testemunho. Não sobre ele. Sobre vocês. E, sinceramente, esse é muito mais embaraçoso.”

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