Ana Rita Barros reage após passagem pelo «Dois às 10»: “Defender respeito não é incentivar a obesidade”, considerou.
A criadora de conteúdos mostrou-se desagradada com a forma como o tema foi abordado no programa da TVI e esclareceu a posição que tem defendido sobre obesidade, saúde e dignidade.
Ana Rita Barros recorreu às redes sociais para reagir à experiência vivida no «Dois às 10». A criadora de conteúdos esteve no programa da TVI na passada quarta-feira, mas não ficou satisfeita com os contornos da conversa.
Perante as interpretações que surgiram, Ana Rita Barros esclareceu que nunca negou que a obesidade seja uma doença. A sua crítica está na associação automática entre a defesa do respeito e a promoção de comportamentos prejudiciais à saúde.
Ana Rita Barros esclarece posição sobre obesidade
Na mensagem partilhada, a criadora de conteúdos começou por reconhecer que não esperava ter de prestar este esclarecimento público.
“A vida, às vezes, leva-nos a conversas que nunca pensámos vir a ter. E esta é uma delas. Eu nunca disse que a obesidade não é uma doença. Porque é.”
Contudo, Ana Rita Barros considera que o verdadeiro ponto da discussão tem sido desviado. Na sua perspetiva, uma pessoa gorda pode pedir respeito sem estar a defender maus hábitos alimentares.
“O que eu questiono é outra coisa: porque é que, sempre que uma pessoa gorda fala sobre respeito, há quem assuma automaticamente que está a defender maus hábitos? Eu nunca disse que comer fritos todos os dias faz bem, que viver de chocolates é saudável ou que beber refrigerantes constantemente não tem consequências. Essas palavras nunca foram minhas.”
“Uma pessoa gorda merece respeito”
A criadora de conteúdos reforçou que a dignidade não deve depender do peso ou da aparência física de cada pessoa.
“Aquilo em que eu acredito é muito simples: uma pessoa gorda merece respeito exatamente da mesma forma que qualquer outra pessoa. E isso não é promover a obesidade.”
Ana Rita Barros recordou ainda que o corpo pode refletir circunstâncias que não são percetíveis através de um simples olhar. Entre elas estão questões genéticas, clínicas e emocionais.
“Também acredito que o nosso corpo conta uma história. Mas essa história não se resume ao que está no prato. Fala de genética, de doenças, de medicação, de saúde mental, de traumas e de muitas outras coisas que ninguém conhece só por olhar para nós.”
Dignidade não deve ficar dependente da perda de peso
Na mesma publicação, Ana Rita Barros rejeitou ter incentivado alguém a manter uma condição de obesidade. Aquilo que defende é o direito de cada pessoa viver plenamente enquanto percorre o seu próprio caminho.
“Eu nunca incentivei ninguém a ser obeso. O que sempre disse é que uma pessoa não tem de esperar emagrecer para merecer viver, vestir a roupa de que gosta, ir à praia, trabalhar, apaixonar-se ou ser tratada com dignidade.”
A criadora de conteúdos voltou, por isso, a separar a discussão sobre saúde da humilhação dirigida a quem vive com excesso de peso.
“Defender respeito não é incentivar a obesidade. Podemos falar sobre saúde. Devemos falar sobre obesidade. Mas façamo-lo com responsabilidade, sem humilhar e sem assumir coisas sobre a vida de alguém que simplesmente não sabemos.”
“O valor de uma pessoa nunca devia depender da balança”
Ana Rita Barros terminou a mensagem reafirmando que o respeito permanece no centro da sua posição pública.
“No fim do dia, aquilo que eu continuo a defender é exatamente o mesmo: respeito. Porque o valor de uma pessoa nunca devia depender do número que vê na balança.”
Desta forma, a criadora de conteúdos procurou corrigir as leituras feitas após a passagem pelo «Dois às 10». Ana Rita Barros insiste que falar de dignidade não impede uma discussão responsável sobre obesidade e saúde.
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