Lionel Messi despede-se da seleção argentina após 207 jogos e 125 golos

Lionel Messi despede-se da seleção argentina após 207 jogos e 125 golos, anunciou nas redes sociais.

Aos 39 anos, o avançado encerrou uma ligação de duas décadas à albiceleste, depois de ter sido campeão mundial em 2022 e vice-campeão na última edição da prova.

Lionel Messi anunciou esta segunda-feira, 31 de agosto, o fim da carreira na seleção argentina. O avançado despede-se da albiceleste aos 39 anos, depois de 207 internacionalizações e 125 golos, números que fazem dele o jogador mais utilizado e o melhor marcador da história do país. A retirada e os registos foram confirmados pela Reuters.

Numa longa mensagem publicada nas redes sociais, Messi explicou que tomou a decisão após várias semanas de reflexão. O argentino escreveu o texto dois dias depois da final do Mundial de 2026, mas só agora decidiu partilhá-lo.

“Depois deste tempo que passou desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, começou por escrever.

Uma despedida depois de 20 anos

Messi estreou-se pela seleção principal da Argentina em 2005 e atravessou diferentes períodos durante as duas décadas seguintes. Conviveu com derrotas em finais, críticas no próprio país e uma primeira retirada, anunciada em 2016 e posteriormente revertida, antes de conduzir a equipa às maiores conquistas da sua geração.

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Na mensagem de despedida, o avançado recordou que o compromisso com a camisola argentina não começou apenas quando chegaram os títulos.

“Sempre dei tudo, não só nos últimos anos em que se ganhou tudo, mas antes também, e sempre lutei e entreguei-me por completo por esta camisola, para lhes dar alegrias e fazer com que se sintam orgulhosos de ser argentinos através do futebol”, afirmou.

O primeiro grande título de Messi pela seleção principal chegou em 2021, com a conquista da Copa América. Seguiram-se a Finalíssima de 2022, o Mundial do Qatar e uma nova Copa América, em 2024.

No percurso internacional contam-se ainda a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e o Mundial de sub-20 de 2005. Esta última conquista é também confirmada pelo Inter Miami no percurso oficial do jogador.

Mundial de 2026 foi a última competição

A última competição de Lionel Messi pela Argentina foi o Mundial de 2026. O avançado voltou a assumir um papel decisivo, terminando a prova com oito golos e quatro assistências em oito encontros.

A Argentina chegou novamente à final, mas não conseguiu repetir o título conquistado quatro anos antes. A Espanha venceu por 1-0 após prolongamento, com Ferran Torres a marcar o único golo aos 106 minutos. A seleção espanhola conquistou assim o segundo título mundial da sua história.

Messi encerrou a carreira internacional com dois títulos de campeão e dois de vice-campeão mundial. Depois da derrota diante da Alemanha em 2014, voltou a perder uma final em 2026, desta vez frente à Espanha.

“Falta pouco e as etapas vão-se fechando, e esta é uma que me dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção”, confessou.

Messi considera que já deu tudo à Argentina

O avançado reconheceu que terminou o Mundial física e emocionalmente desgastado. Além de sentir que chegou o momento de parar, Messi acredita que a Argentina tem uma nova geração preparada para assumir responsabilidades.

“Esvaziei-me. Já não tenho mais para dar e, além disso, vêm jovens muito grandes atrás que merecem estar”, justificou.

O antigo capitão agradeceu o apoio recebido durante os 20 anos em que representou a seleção e prometeu continuar a acompanhar a equipa, agora como adepto.

“Vou sentir muita falta de ouvir-vos e agora vou ser um de vocês, incentivando e apoiando sempre de fora, nas boas e nas más, muito mais”, garantiu.

Messi deixou também uma palavra à família, que o acompanhou nos momentos de maior exposição e nas fases mais difíceis da carreira.

“Obrigado à minha família por estar sempre presente, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil”, escreveu.

O agradecimento estendeu-se a todos os treinadores, jogadores e dirigentes que encontrou durante o percurso na seleção argentina. O avançado assegurou que guarda recordações de cada uma das etapas vividas com a camisola do país.

“Vou-me embora com a tranquilidade e o orgulho de lhes ter dado, junto com os meus companheiros, momentos sonhados. Foi uma loucura tê-lo vivido convosco. Amo-vos! Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos Argentina!”, concluiu.

Morte do pai reforçou a decisão

No final da publicação, Lionel Messi explicou que a mensagem tinha sido escrita no dia 21 de julho, dois dias depois da final do Mundial. A morte do pai, Jorge Messi, viria posteriormente a reforçar uma decisão que já estava praticamente tomada. A circunstância foi também referida na notícia da retirada publicada pelo The Guardian.

“Escrevi estas palavras no dia 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou mais convencido do que antes”, revelou.

A despedida diz respeito apenas à seleção argentina. Lionel Messi continuará a competir pelo Inter Miami, clube com o qual renovou contrato até ao final da temporada de 2028 da Major League Soccer. A extensão foi oficializada pelo clube norte-americano.

Veja a publicação AQUI.

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