Cláudio Ramos confronta Gonçalo Quinaz após decisão na gala: “Foste chamado cirurgicamente para quê?”, questionou.
Uma escolha feita durante a gala do Big Brother All Stars chegou à mesa do “Dois às 10” e colocou Cláudio Ramos e Gonçalo Quinaz em desacordo.
Na manhã desta segunda-feira, 21 de setembro, Cristina Ferreira e Cláudio Ramos receberam Cinha Jardim, Adriano Silva Martins e Gonçalo Quinaz para analisar a gala da noite anterior. Foi então que Cláudio questionou a opção de Quinaz por beneficiar Francisco Monteiro, precisamente um dos concorrentes que maior protagonismo já tem dentro da casa.
Quinaz explicou a sua lógica: para o comentador, quem entrega conteúdo ao programa também deve ser recompensado por isso.
“Existem os protagonistas, e muitas das vezes não queremos atribuir algo aos protagonistas porque já são protagonistas. A meu ver, são esses que merecem, porque são esses que estão a dar conteúdo e merecem ser premiados pelo conteúdo que estão a dar.”
Cláudio Ramos encontrou uma contradição nesse argumento.
“Se tu não lhes dás oportunidade…”
O apresentador recordou que os próprios comentadores criticam frequentemente os concorrentes que permanecem mais apagados no jogo. Por isso, entende que uma intervenção exterior também pode servir para alterar equilíbrios dentro da casa.
“Não podes estar aí sentado como comentador e dizer o seguinte, como já te ouvi muitas vezes: estamos sempre a falar dos mesmos e os outros não jogam. Se tu não lhes dás oportunidade quando tens… para que eles joguem.”
Gonçalo Quinaz manteve a posição e questionou por que motivo deveria beneficiar alguém que ainda pouco apareceu no programa:
“Porque é que eu tenho que dar e atribuir algo a alguém que pouco ou nada ainda apareceu?”
Cláudio Ramos respondeu com aquela que acabou por ser a frase mais incisiva da troca de argumentos:
“Mas tu vais lá, tu foste chamado cirurgicamente para quê? Para poderes mexer no jogo. Se vais lá para ficar igual, tinhas que ficar igual.”
O desacordo não esteve, assim, relacionado com Francisco Monteiro enquanto concorrente, mas com duas formas diferentes de interpretar o papel dos comentadores quando recebem poder para interferir diretamente no jogo: Quinaz defendeu premiar quem já entrega conteúdo; Cláudio Ramos considerou que a oportunidade poderia ter sido utilizada para provocar uma nova dinâmica na casa.
