Morreu Helena Afonso, atriz e cantora lírica com percurso no teatro, cinema e televisão, segundo foi revelado.
Helena Afonso, atriz, cantora lírica e professora de Técnica Vocal, morreu aos 78 anos. A notícia foi anunciada esta quinta-feira, 1 de outubro, pela Casa do Artista, onde residia desde 2025. Nascida em Lisboa, em 1948, construiu um percurso que aproximou a formação musical do trabalho de representação.
Na nota de pesar, a instituição recordou que a intérprete “desenvolveu ao longo de várias décadas um percurso singular no cruzamento entre a música, a ópera, o teatro, o cinema, a televisão e o ensino”.
Da formação em Canto aos palcos de teatro
Formada em Canto pelo Conservatório Nacional de Lisboa, Helena Afonso iniciou a atividade artística na música. A Casa do Artista destacou que “foi uma das vozes dos Segréis de Lisboa, grupo fundamental na divulgação e interpretação da música antiga em Portugal”.
Participou no álbum “A Música no Tempo de Camões”, editado em 1979, e colaborou com a Banda do Casaco em 1975. O seu percurso incluiu também projetos como “Corda Bamba” e “Depois de Tordesilhas…”.
No teatro, trabalhou com encenadores como Filipe La Féria, Luís Miguel Cintra, João Lourenço e Ricardo Pais. Passou por companhias como o Teatro da Cornucópia, o Teatro Aberto e O Bando.
De “Conversa Acabada” a “Conta-me Como Foi”
O cinema levou-a a filmes como “Conversa Acabada” e “Silvestre”, na década de 1980, e, mais tarde, à produção internacional “Comboio Noturno para Lisboa”, de 2013.
Na televisão, participou em “Eu Show Nico” e “Grande Noite”, além de projetos de ficção como “Uma Aventura”, “Morangos com Açúcar”, “Conta-me Como Foi”, “Laços de Sangue” e “Nazaré”.
Ao recordar essa diversidade, a Casa do Artista sublinhou a ligação entre as diferentes áreas do seu trabalho.
“Em televisão, como no teatro e no cinema, Helena Afonso levou consigo a experiência de uma intérprete cuja formação musical e vocal se cruzava naturalmente com o trabalho de atriz.”
Ensino integrou atividade artística
Helena Afonso dedicou-se também à formação de intérpretes, lecionando Técnica Vocal na Escola Superior de Música de Lisboa.
O ensino prolongou uma carreira em que a voz foi uma ferramenta central, tanto na interpretação musical como no trabalho desenvolvido nos palcos, no cinema e na televisão.
