Stella fala das críticas após a fama e explica afastamento para tratar de documentos, na manhã de hoje na CMTV.
Stella admitiu que a exposição pública lhe trouxe dificuldades e que as mensagens negativas têm afetado a forma como vive esta fase. Numa entrevista na CMTV, a jovem moçambicana explicou que tem estado concentrada no processo de regularização da sua situação em Portugal.
Conhecida depois de subir ao palco num concerto da RFM e cantar “O Que É Que Tem no Carro do Pingo Doce”, Stella foi questionada por Léo Caeiro e Ricardo Martins Pereira sobre a notoriedade repentina e os passos que pretende dar.
Mensagens negativas deixam a jovem “em baixo”
Ricardo Martins Pereira perguntou se a fama inesperada tinha acabado por pesar mais do que ajudá-la.
“Aquilo que pergunto é: tu sentes que a fama e essa fama repentina atirou-te mais para baixo do que para cima?”, questionou.
Stella reconheceu sentimentos contraditórios: “Bom, nem sei o que responder. Deixou-me, deixou-me, sinto-me feliz, mas deixou-me um pouco confusa.”
Léo Caeiro procurou perceber o que estava por detrás dessa confusão: “O que é que te faz sentir confusa? Ires na rua agora e as pessoas conhecerem-te, tens recebido mais pessoas a elogiarem ou então mais pessoas a criticarem?”
A jovem respondeu que tem recebido sobretudo críticas e explicou o efeito dessas mensagens.
“Mandam mensagens também a criticar, a falar mal. E aquilo também me deixa um pouco para baixo. Não me deixa um pouco para baixo, isto deixa-me em baixo”, afirmou.
“Estou a tratar documentos”
Durante a conversa, Ricardo Martins Pereira questionou-a sobre o que pretende fazer com a visibilidade que conquistou.
“O que é que tu sentes que podes fazer agora com este sucesso todo que tu tiveste? Aquilo que se calhar as pessoas tinham alguma expectativa era que tu rapidamente conseguisses capitalizar este sucesso em qualquer coisa de boa e de positivo, mas as pessoas não te têm visto a fazer nada. Tu desapareceste, estás um bocadinho ausente, mais triste. O que é que tu queres fazer efetivamente com este sucesso?”
Stella explicou que a menor presença pública se deve à necessidade de resolver a sua situação documental.
“Se eu desapareci, eu desapareci porque estou a tratar documentos. Não desapareci, estou a tratar documentos porque isso me deram um prazo de 15 dias”, respondeu.
A jovem referiu que está a ser acompanhada por uma advogada no contacto com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo.
Contrato de trabalho entre as questões a resolver
Léo Caeiro quis saber em que ponto se encontrava o processo e se existia perspetiva de Stella permanecer em Portugal.
A jovem mostrou confiança numa resolução e apontou o contrato de trabalho como uma das questões centrais da situação que está a procurar regularizar.
A entrevista ficou também marcada pela forma como descreveu o impacto das reações públicas: entre a satisfação pela oportunidade que surgiu e o desconforto provocado pelas críticas, Stella afirmou estar agora focada nos documentos.
