FC Porto desperdiça vantagem frente ao Betis e continua sem pontos na Champions, perdendo por 3-2 esta noite.
Gabri Veiga e Samu deram a volta ao marcador em Sevilha, mas os dragões não conseguiram segurar a vitória. Cucho Hernández empatou e Isco, de grande penalidade, fixou o triunfo dos espanhóis por 3–2.
O FC Porto conseguiu virar o jogo, mas acabou por deixar os três pontos em Sevilha. A equipa de Francesco Farioli perdeu por 3–2 frente ao Betis, esta quarta-feira, 14 de outubro, na segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, depois de ter recuperado de uma desvantagem e chegado a vencer por 2–1.
Num encontro com os cinco golos concentrados na segunda parte, Gabri Veiga e Samu responderam ao primeiro golpe dos espanhóis. A vantagem portista, porém, não resistiu: Cucho Hernández restabeleceu a igualdade e Isco decidiu de grande penalidade, consumando a segunda reviravolta da noite.
Depois da derrota por 2–0 diante do Manchester City, no Dragão, o FC Porto continua sem pontuar. Em La Cartuja, palco da conquista da Taça UEFA em 2003, ficou sobretudo o peso de uma oportunidade perdida, num jogo em que os portistas conseguiram colocar-se em posição de vencer.
Farioli alterou quatro peças e apostou em Pablo Rosario na defesa
Francesco Farioli apresentou quatro alterações relativamente ao onze que tinha vencido o Marítimo. Martim Fernandes, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Borja Sainz entraram para os lugares de Alberto Costa, Jan Bednarek, Hwang In-beom e William Gomes.
Sem Bednarek, castigado, o treinador italiano colocou Pablo Rosario ao lado de Jakub Kiwior no centro da defesa. Martim Fernandes ocupou a lateral direita e Francisco Moura a esquerda, à frente de Diogo Costa.
No meio-campo, Alan Varela foi acompanhado por Victor Froholdt e Gabri Veiga. André Silva surgiu como referência ofensiva, com Pepê e Borja Sainz nas alas. Samu começou no banco, numa deslocação especial pelo regresso à cidade onde cresceu.
Manuel Pellegrini apostou em Troy Parrott na frente do ataque do Betis, com Antony, Isco e Abde no apoio. Marc Roca e Nelson Deossa completaram o meio-campo da formação espanhola.
Martim Fernandes marcou, mas intervenção do VAR anulou os festejos
A primeira parte teve um lance que chegou a colocar os portistas em vantagem, antes de a decisão ser revertida. Martim Fernandes rematou com força dentro da área, a bola bateu na barra e ultrapassou a linha de baliza, conforme assinalou a tecnologia de golo.
O festejo durou pouco. O VAR identificou uma possível irregularidade na construção da jogada e chamou Clément Turpin a consultar as imagens. O árbitro francês assinalou um toque com a mão de Borja Sainz, ocorrido quando o espanhol tentou executar um pontapé de bicicleta.
O golo foi anulado e o marcador permaneceu inalterado. A confirmação de que a bola tinha entrado não bastou para validar o lance, devido à infração anterior.
O intervalo chegou com 0–0, deixando para a segunda parte todos os golos e as duas mudanças de liderança que acabariam por definir o encontro.
Gabri Veiga e Samu construíram a reviravolta
O Betis abriu o marcador no início da segunda parte. Abde recebeu uma assistência de Fran García e marcou com um remate em arco, colocando a equipa de Pellegrini em vantagem.
A reação portista surgiu através de Gabri Veiga. O médio espanhol marcou de livre e devolveu a igualdade ao encontro, dando início à recuperação dos dragões.
Samu completou a reviravolta. Lançado a partir do banco, o avançado aproveitou uma assistência de Pepê para fazer o 2–1 e colocar o FC Porto pela primeira vez na frente do marcador.
O golo teve um significado particular para o internacional espanhol, que regressava a Sevilha e tinha manifestado, na antevisão, a vontade de ajudar a equipa numa cidade ligada ao seu crescimento. Dentro de campo, o seu contributo permitiu aos portistas transformar uma desvantagem numa oportunidade de conquistar a primeira vitória nesta edição da Champions.
Faltava, contudo, conservar o resultado até ao fim.
Cucho Hernández e Isco voltaram a mudar o jogo
O Betis respondeu por Cucho Hernández. Assistido por Antony, o avançado colombiano marcou o 2–2 e retirou ao FC Porto a vantagem que os golos de Gabri Veiga e Samu tinham construído.
O encontro voltou a ficar empatado, mas ainda houve tempo para uma nova alteração no marcador. Na cobrança de uma grande penalidade, Isco bateu Diogo Costa e colocou os espanhóis a vencer por 3–2.
Desta vez, os dragões não conseguiram recuperar. A equipa de Farioli tinha encontrado resposta para o primeiro golo sofrido, mas terminou sem pontos depois de permitir ao adversário inverter novamente o resultado.
A eficácia de Gabri Veiga e Samu deixou o FC Porto perto de um desfecho diferente. Os três golos sofridos, porém, acabaram por pesar mais do que a recuperação ofensiva numa segunda parte em que a vantagem mudou duas vezes de lado.
Receção ao PSV ganha importância depois de duas derrotas
O FC Porto terminou a segunda jornada com zero pontos, dois golos marcados e cinco sofridos. O Betis, que já tinha vencido em Lille por 3–2, passou a somar seis pontos.
O próximo compromisso europeu dos portistas está marcado para 20 de outubro, no Estádio do Dragão, frente ao PSV. Depois de duas derrotas, a equipa portuguesa precisa de começar a pontuar para recuperar terreno na fase de liga.
A deslocação a Sevilha deixou um resultado especialmente penalizador pela forma como foi construído. O FC Porto conseguiu reagir à desvantagem e passar para a frente, mas não transformou essa recuperação nos pontos de que precisava.
Ficha de jogo
Real Betis 3–2 FC Porto
Competição: Liga dos Campeões, fase de liga, 2.ª jornada.
Data: 14 de outubro de 2026.
Estádio: La Cartuja, Sevilha.
Resultado ao intervalo: 0–0.
Árbitro: Clément Turpin, de França.
Assistentes: Nicolas Danos e Benjamin Pages.
Quarto árbitro: Jérémie Pignard.
VAR: Willy Delajod.
AVAR: Mathieu Vernice.
Betis: Álvaro Vallés; Ángel Ortiz, Marc Bartra, Natan e Fran García; Marc Roca e Nelson Deossa; Antony, Isco e Abde Ezzalzouli; Troy Parrott.
Suplentes: Diego Conde, Héctor Bellerín, Diego Llorente, Valentín Gómez, Facundo Bernal, Pablo Fornals, Álvaro Fidalgo, Rodrigo Riquelme, Giovani Lo Celso, Dani Ceballos, Cucho Hernández e José Antonio Morante.
Treinador: Manuel Pellegrini.
FC Porto: Diogo Costa; Martim Fernandes, Pablo Rosario, Jakub Kiwior e Francisco Moura; Alan Varela, Victor Froholdt e Gabri Veiga; Borja Sainz, André Silva e Pepê.
Suplentes: Cláudio Ramos, Alberto Costa, Nehuén Pérez, Luís Gomes, Zaidu, Souza, Hwang In-beom, João Teixeira, Seko Fofana, Oskar Pietuszewski, Santiago Giménez e Samu.
Treinador: Francesco Farioli.
Marcadores do Betis: Abde Ezzalzouli, Cucho Hernández e Isco, este último de grande penalidade.
Marcadores do FC Porto: Gabri Veiga e Samu.
