Benfica goleia Celtic ao som de Duran Duran: bis de Jhon dá o tom na Luz

Benfica goleia Celtic ao som de Duran Duran: bis de Jhon dá o tom na Luz, na segunda vitória na fase liga, da Liga Europa.

Fotografias: Diogo Nora

Jhon marcou duas vezes pelos encarnados, Camilo respondeu pelos escoceses, mas a noite também teve golos de Alexander Bah e Pavlidis. O Benfica venceu por 4–1 e somou o segundo triunfo em dois jogos na fase de liga da Liga Europa.

Houve três golos com o apelido Durán, mas a música foi diferente para cada lado. Jhon ajudou o Benfica a construir uma vantagem expressiva antes do intervalo; Camilo procurou devolver o Celtic à discussão na segunda parte. Entre os dois colombianos, Alexander Bah também encontrou o caminho da baliza, antes de Pavlidis acrescentar o quarto golo encarnado e completar uma vitória por 4–1, nesta quinta-feira, 15 de outubro, no Estádio da Luz.

Depois do triunfo por 2–0 no terreno do Milan, a equipa de Marco Silva deu continuidade ao arranque vitorioso na fase de liga da Liga Europa. Duas jornadas, seis pontos, seis golos marcados e um sofrido: um percurso que permite aos encarnados preparar os próximos compromissos europeus com outra margem.

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O resultado teve a sua origem numa primeira parte em que o Benfica marcou três vezes. O Celtic ainda encontrou argumentos para responder, mas não conseguiu recuperar da desvantagem acumulada.

Jhon Durán corresponde à aposta de Marco Silva

A escolha para a frente de ataque foi uma das notas do onze benfiquista. Marco Silva entregou a titularidade a Jhon Durán, deixando Pavlidis entre os suplentes, e colocou Lukebakio, Sudakov e Prestianni no apoio ao colombiano.

João Palhinha e Aursnes integraram o meio-campo, enquanto Bah, Tomás Araújo, Lenglet e Dahl formaram a linha defensiva à frente de Trubin.

Antes do encontro, em declarações à Sport TV, Marco Silva explicou uma das opções para a organização da equipa: “Optámos por ir buscar os nossos princípios defensivos na linha de quatro.”

A resposta de Durán surgiu cedo. Aos cinco minutos, o avançado converteu uma grande penalidade e colocou o Benfica em vantagem. Um início que retirou aos escoceses a possibilidade de prolongarem o empate e obrigou a equipa de Martin O’Neill a procurar uma reação praticamente desde o arranque.

Para o colombiano, foi também a primeira confirmação de uma noite em que aproveitou a oportunidade no onze. Antes do intervalo, voltaria a marcar.

Bah aumenta a vantagem e o Celtic encontra os postes

O segundo golo apareceu aos 23 minutos e teve a assinatura de Alexander Bah. O lateral dinamarquês juntou-se ao ataque e ampliou a diferença, colocando o Benfica numa posição mais favorável ainda durante a primeira metade do encontro.

O contributo de Bah merece lugar próprio na leitura da partida. Num jogo em que os avançados acabaram por concentrar grande parte das atenções, foi o defesa quem marcou o golo que separou os dois momentos de Durán e ajudou a transformar a vantagem inicial numa diferença mais confortável.

O Celtic, contudo, não ficou sem resposta. Høgh e Camilo Durán acertaram nos postes no mesmo lance, num aviso que impediu que o 2–0 pudesse ser confundido com ausência de perigo junto da baliza benfiquista.

Essa oportunidade também marcou um momento importante na história do encontro: os escoceses estiveram perto de reduzir, mas o marcador não mudou. Pouco depois, seria o Benfica a voltar a festejar.

Bis de Durán deixa o Benfica com três golos de avanço

Aos 36 minutos, Jhon Durán marcou novamente. O segundo golo do colombiano colocou o resultado em 3–0 e deu outra dimensão à vantagem da equipa portuguesa antes do descanso.

Durán tinha sido escolhido para começar o encontro e chegou ao intervalo com dois golos. A resposta foi concreta, com influência direta no resultado, num ataque que também contou com o contributo decisivo de Bah.

Para o Celtic, a tarefa tornou-se consideravelmente mais exigente. A equipa de Martin O’Neill precisava de recuperar três golos fora de casa, depois de já ter perdido na jornada inaugural, diante do Ferencváros.

O Benfica regressou aos balneários com uma vantagem expressiva, embora as oportunidades escocesas aconselhassem prudência. O marcador favorecia claramente os encarnados, mas o adversário tinha mostrado capacidade para chegar à baliza de Trubin.

Camilo Durán responde, Pavlidis acrescenta o quarto

Na segunda parte, o apelido voltou a aparecer no marcador, desta vez do lado escocês. Camilo Durán reduziu para 3–1 aos 63 minutos e interrompeu a sequência de golos sem resposta do Benfica.

A coincidência deu à noite um improvável acompanhamento musical: Jhon Durán de um lado, Camilo Durán do outro, com três golos repartidos entre os dois colombianos. Uma referência aos Duran Duran que serviu para contar uma particularidade do encontro, mas não para apagar os restantes protagonistas.

O golo do Celtic reduziu a distância e deixou os escoceses a dois golos do empate. O Benfica, porém, voltou a ampliar a vantagem através de Pavlidis.

Inicialmente no banco, o internacional grego juntou-se aos marcadores e colocou o resultado em 4–1. A equipa de Marco Silva contou, assim, com golos dos dois avançados utilizados: Durán bisou na primeira parte e Pavlidis acrescentou o quarto, depois da resposta adversária.

Seis pontos em dois jogos e continuidade ao triunfo em Milão

A receção ao Celtic confirmou o bom início benfiquista nesta fase da competição. Depois de vencer o Milan por 2–0, o Benfica somou mais três pontos e passou a apresentar um saldo de seis golos marcados e apenas um sofrido.

Ainda longe de qualquer decisão sobre o apuramento, os encarnados construíram uma base favorável. Vencer fora na estreia e dar continuidade em casa permite enfrentar as jornadas seguintes sem a pressão imediata de recuperar pontos perdidos.

O Celtic vive a situação inversa. Depois da derrota caseira por 3–1 frente ao Ferencváros, saiu de Lisboa novamente sem pontuar e com necessidade de reagir nos próximos compromissos.

Para o Benfica, o principal destaque individual foi Jhon Durán, pelo bis que ajudou a construir a vantagem. Bah e Pavlidis completaram uma noite em que três jogadores diferentes marcaram e em que a eficácia ofensiva compensou o golo sofrido na segunda parte.

Benfica prolonga série de vitórias caseiras frente ao Celtic

O encontro acrescentou mais um capítulo a um histórico europeu iniciado em 1969. Antes desta receção, o Benfica tinha vencido os quatro jogos disputados em casa contra o Celtic, uma sequência agora prolongada.

Os resultados anteriores na Luz tinham sido 3–0, em 1969 e 2006, 1–0, em 2007, e 2–1, em 2012.

A eliminatória de 1969/70 permanece como o episódio mais invulgar deste confronto. Depois de cada equipa vencer por 3–0 no seu estádio, a passagem à ronda seguinte da Taça dos Campeões Europeus foi decidida por moeda ao ar, favorável aos escoceses.

Desta vez, o Benfica construiu a diferença com golos. A primeira parte deu-lhe uma vantagem determinante e Pavlidis voltou a ampliá-la depois da resposta do Celtic.

Ficha do Benfica–Celtic

Liga Europa – segunda jornada da fase de liga
Data: 15 de outubro de 2026.
Estádio: Estádio da Luz, Lisboa.
Resultado: Benfica 4–1 Celtic.
Ao intervalo: 3–0.

Golos do Benfica: Jhon Durán, aos 5 minutos, de grande penalidade, e aos 36; Alexander Bah, aos 23; Pavlidis.
Golo do Celtic: Camilo Durán, aos 63 minutos.

Benfica: Trubin; Bah, Tomás Araújo, Lenglet e Dahl; João Palhinha e Aursnes; Lukebakio, Sudakov e Prestianni; Jhon Durán.

Suplentes: Samuel Soares, Circati, Pavlidis, Manu Silva, Leandro Barreiro, Schjelderup, Rafa Silva, Echeverri, Gabriel Índio, El Karouani, Anísio Cabral e Tiago Freitas.

Treinador: Marco Silva.

Celtic: Sinisalo; Donovan, Murray, Trusty e Tierney; McGregor, Mika Baur e Sørensen; Camilo Durán, Tounekti e Høgh.

Suplentes: Johnstone, Lotomba, Scales, Nygren, McCowan, Osmand, Oxlade-Chamberlain, Hassan, Forrest, Ralston, Kennedy e Clearie.

Treinador: Martin O’Neill.

Árbitro: Nikola Dabanović.
VAR: Pol van Boekel.

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