As declarações de Elma Aveiro sobre Cristiano Ronaldo dividiram Filipa Torrinha Nunes e Joana Latino no “Passadeira Vermelha”. As duas comentadoras criticaram as intervenções da irmã do futebolista, mas discordaram sobre o interesse jornalístico de continuar a dar-lhes espaço.
Filipa Torrinha questionou a validade de Elma enquanto fonte sobre a vida do irmão. Joana Latino, embora também tenha colocado em causa a sua credibilidade, defendeu que ouvir e mostrar essas declarações pode ter valor informativo.
Joana Latino critica intervenções das irmãs de Ronaldo
Durante a análise às palavras de Elma sobre o momento vivido pelo jogador e a relação com Jorge Jesus, Joana Latino afirmou que as intervenções familiares nem sempre correspondem ao que posteriormente se conhece.
“Sempre que alguém da família Aveiro abre a boca, neste caso Ronaldo, é para dizer coisas que depois se vem a provar que não são verdade, porque o Ronaldo e as irmãs não falam”, declarou.
A comentadora acusou ainda Elma e Kátia Aveiro de beneficiarem da projeção do irmão: “Adoram cavalgar em cima das costas do irmão, mas depois nós dizemos isto, ai não, porque eu valho por mim.”
Centrando-se em Elma, questionou a relevância das suas opiniões e a ideia de que possa falar em representação do futebolista.
“Quem é que quer saber da Elma Aveiro, não é? A achar que é uma influenciadora de opiniões ou uma porta-voz de quem quer que seja. Estas postas de pescada querem dizer absolutamente zero”, afirmou.
Joana Latino descreveu-a também como “uma pessoa sequiosa” por microfones e acrescentou: “Não é capaz de fazer uma frase seguida que faça sentido. E portanto, o melhor é: Elma, não vale a pena comunicar, não é a tua cena.”
Filipa Torrinha questiona interesse das declarações
Filipa Torrinha colocou o foco na responsabilidade dos meios de comunicação ao procurarem Elma para comentar assuntos relacionados com Ronaldo.
“Porque é que os meios de comunicação vão dar voz à Elma? Damos o microfone à Elma, o que é que a Elma tem para dizer? Ela partilha o mesmo sangue que Cristiano Ronaldo, é só. A Elma não sabe nada da vida dele, como se viu no casamento”, argumentou.
A comentadora fez ainda uma apreciação negativa da forma como a empresária comunica: “A Elma não tem capacidades de processar informação percecional e argumentar (…) para esta plataforma não dá.”
As afirmações sobre a proximidade entre os irmãos e o conhecimento de Elma acerca da vida de Ronaldo foram apresentadas pelas comentadoras durante o debate.
“Tens que ouvir”, contrapõe Joana Latino
Apesar das críticas que dirigiu a Elma, Joana Latino discordou da ideia de que os jornalistas devam deixar de recolher as suas declarações.
“Não sabemos o que é que vai sair dali, tens que ouvir. Não há perguntas estúpidas a respostas estúpidas”, afirmou.
Na sua perspetiva, a diferença entre aquilo que Elma diz e o papel que efetivamente desempenha na vida do irmão também pode ser objeto de escrutínio.
“Uma pessoa que não esteve no casamento, que não tem relações com o irmão, e que continua a vir reiteradamente falar como se fosse a alma gémea do Ronaldo, é expor um bocadinho o funcionamento daquilo tudo. E isso é informação”, sustentou.
Filipa Torrinha manteve a discordância, considerando que a exposição cria confusão entre uma opinião pessoal e uma posição atribuível ao futebolista.
“A informação que a Elma nos dá não tem validade (…) Ela fala em nome dela, está a dar a opinião dela, mas parece que está a falar pelo irmão quando não está a falar pelo irmão. Isto é muito confuso.”
Postura nas redes sociais também foi criticada
Filipa Torrinha apontou ainda o tom de algumas intervenções públicas de Elma, considerando que prejudicam Ronaldo.
“Elma tem uma postura, para além de tudo, 99% das vezes que eu ouço falar ou escrever, agressiva no digital. Para além de tudo, ela ainda ofende pessoas. Esta é a Elma publicamente. Então, deste ponto de vista, acho sim que faz um desserviço total ao irmão”, declarou.
A comentadora lamentou também o “surto de idolatrarmos pessoas” pela ligação familiar a figuras conhecidas. O debate deixou, assim, uma divergência sobre o papel da imprensa: para Filipa, a exposição não acrescenta informação válida; para Joana, as próprias contradições podem justificar que as declarações sejam ouvidas e analisadas.
