Big Brother All Stars: Helena Isabel relata agressões da mãe e explica corte com o irmão

Helena Isabel revelou no “Big Brother All Stars” que sofreu agressões físicas da mãe durante a juventude e relatou insultos que atribui ao irmão, de quem decidiu afastar-se. Numa conversa com Miguel Vicente e Hélder Teixeira, a concorrente explicou que procurou ajuda psicológica e que chegou a um limite na relação com o familiar: “Não me posso magoar mais.”

O desabafo aconteceu neste domingo, 18 de outubro, e aprofundou situações que a jurista já tinha abordado na sua “Curva da Vida”, sem identificar a pessoa a quem se referia.

“Não sei se viste a minha curva da vida, eu nunca referi nomes, mas é o irmão”, afirmou.

As acusações foram feitas por Helena durante a conversa na casa e correspondem ao seu testemunho sobre as relações familiares.

“Eu corri a vida inteira a psicólogos para saber se tinha”

Helena descreveu comentários sobre a sua aparência que, segundo contou, ouviu repetidamente ao longo dos anos.

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“E não guardo rancor, só não quero na minha vida, imagina, um Luís dez vezes pior, que te diz assim: ‘tu és tão feia, tu estás deformada, a tua cara está deformada, és feia, esse corpo, foste meter mamas…. metes nojo’. Anos. Não posso ouvir isto. E eu nunca respondi”, relatou.

Miguel reagiu, considerando que “isso não se pode dizer a ninguém, muito menos a um irmão”.

A concorrente contou ainda que as palavras do familiar a levaram a questionar a própria saúde psicológica.

“O meu irmão convenceu-me a vida toda que eu tenho problemas psicológicos. E eu corri a vida inteira a psicólogos para saber se tinha. Não fui a um, fui a vários”, afirmou.

Na interpretação de Helena, as suas conquistas contribuíram para o conflito: “Sabes porquê? Porque eu sou tudo aquilo que eles nunca pensaram. Eu alcancei tudo aquilo que eles nunca pensaram que eu pudesse alcançar. Por mim.”

As tentativas de aproximação e a decisão de se afastar

Apesar dos episódios descritos, Helena garantiu que continuou a dar oportunidades ao irmão, incluindo uma proposta de trabalho.

“Já lhe dei muitas oportunidades, ainda no verão lhe dei uma oportunidade de trabalhar para mim e não sei o quê. E lhe pagar, mas não dá…”, explicou.

A jurista disse, porém, ter decidido interromper esse ciclo.

“Eu já tentei, tentei a vida toda e desisti. Sabes porquê? Não me posso magoar mais. Não posso magoar-me mais. Eu não sirvo só para quando a pessoa financeiramente está mal”, declarou.

Questionada sobre a posição dos pais relativamente ao afastamento, afirmou sentir-se compreendida.

“Os meus pais compreendem-me a 1000%. A 1000%. A sua filha orientada, a sua filha de que eles não têm nada a apontar. Nada a apontar de ser orientada, ser organizada, ser cuidadora. Sou muito mãos largas”, acrescentou.

Helena recorda violência na juventude

A conversa sobre a mãe trouxe, contudo, outras mágoas. Helena começou por criticar a forma como esta mantém relações com uma pessoa que, segundo a concorrente, a desrespeitou.

“O meu irmão tem uma pessoa que me destratou, que me desrespeitou, e aquilo que a minha mãe me fez e que eu acho que, repara, para mim não tem cabimento é: como é que tu sentas à mesa com uma pessoa que desrespeitou a tua filha?”, questionou.

“Eu fico a sentir que me atropelaram, entendes?”, acrescentou.

Helena recordou depois a ajuda financeira que deu à mãe quando venceu a “Casa dos Segredos 6”: “Miguel, metade do meu prémio foi para a minha mãe.”

“A minha mãe pediu-me desculpas a vida inteira de tudo o que me fez”, afirmou, antes de revelar o que, segundo contou, esteve na origem da sua ida para Lisboa.

“Sabes porque é que eu vim estudar para Lisboa? Porque eu era surrada pela minha mãe. Surrada. Até feridas na cabeça eu tinha. Percebes? Eu nunca contei isto a ninguém. Nunca contei isto a ninguém. Sabe o que é ser surrado todos os dias? Não é fixe.”

A ajuda que procurou para lidar com a relação

Na parte final do desabafo, Helena explicou que o acompanhamento terapêutico lhe permitiu encontrar uma forma de gerir a relação com a mãe.

“Ela pede-me desculpa todos os dias, mas a minha mãe todas as semanas faz uma nova. Eu não me chateio. Eu só criei com as minhas terapias uma forma de viver com isso”, concluiu.

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