Pedro Chagas Freitas partilhou uma reflexão sobre a mágoa causada por pessoas próximas e o peso que a confiança tem na forma como se vive uma ofensa ou um abandono. Numa publicação no Facebook, esta segunda-feira, 19 de outubro, o escritor destacou as feridas que resultam de ver as próprias fragilidades usadas por quem as conhece.
O texto, acompanhado por um retrato do autor e pela referência a «O Livro do Pechimperé», começou por estabelecer uma comparação entre a recuperação do corpo e a persistência de determinadas dores emocionais.
“A dor física passa. O corpo adapta-se, cicatriza. Esquece. Mas há dores que não se apagam. O problema não é o golpe; é a mão que o deu. Não é a ofensa; é a boca de onde saiu. Não é o abandono; é quem decidiu partir. Passamos a vida a proteger-nos do mundo, a evitar estranhos, a desconfiar do desconhecido.”
“Raramente é o mundo que nos destrói”
A reflexão centrou-se depois na vulnerabilidade que acompanha as relações de proximidade. Para Pedro Chagas Freitas, a proteção perante o desconhecido não impede que a dor venha precisamente de quem ocupa um lugar de confiança.
“Raramente é o mundo que nos destrói; são os que nos conhecem”, escreveu, numa frase também destacada na imagem que acompanhou a publicação.
O escritor terminou com uma referência a quem conhece as fraquezas dos outros e, mais tarde, recorre a esse conhecimento para os atingir.
“Os que deveriam saber melhor. Os que, um dia, seguraram as nossas fraquezas e depois as usaram contra nós.”
Sem identificar pessoas ou episódios concretos, Pedro Chagas Freitas apresentou o texto como uma reflexão sobre confiança e desilusão, associada ao seu universo literário.

