Kina afirmou que os confrontos com Catarina Miranda no Big Brother All Stars recuperaram uma mágoa que trazia da participação no «Big Brother Verão 2025». Na entrevista ao «Dois às 10» desta segunda-feira, 26 de outubro, a ex-concorrente acusou Catarina de a diminuir para se valorizar e disse que a relação piorou quando a colega recebeu a liderança.
Um dia depois da expulsão, Kina reconheceu a gravidade das discussões: “Foi feio, foi muito feio.”
Questionada por Cristina Ferreira sobre o acumular de tensão, respondeu: “Uma construção. Eu estava a apanhar uma pressão. Para vocês terem ideia, a minha pressão quando eu fui ao pique e já estava abaixo, estava a 22,5. 11.” A convidada referia-se à tensão arterial, sem apresentar na entrevista documentação clínica.
“Quando puseram o manto à Catarina”
Kina identificou a liderança como o momento em que a convivência se agravou.
“Quando puseram o manto à Catarina, porque tu queres conhecer uma pessoa, o que é que fazes? Dá-lhe poder. Dás poder a uma pessoa e tu vês quem ela é. Se o poder sobe à cabeça, ela mostra aquilo que ela é. Se ela segue sendo humilde, pois é.”
Cláudio Ramos colocou a hipótese de as atitudes de Catarina serem provocações de jogo, mas Kina discordou.
“Aquilo foi mais forte que ela. Ela disse que zerámos, Dona Quina. Cheguei a falar com ela, ter conversas bonitas lá em cima na piscina, até dizer-lhe que ela não precisava de se aliar a ninguém, fizesse o jogo dela sozinha, que ela era divertida. Quando ela quer, ela é divertida. Mas aquela parte dela que quer mandar em tudo, quer estar sobre tudo.”
“Ela está para ganhar, o sonho dela é ganhar”
Quando Cristina Ferreira recordou que Catarina diz estar no programa para conviver com os melhores, Kina contestou essa versão.
“Mentira, mentira. Ela está para ganhar, o sonho dela é ganhar. Aliás, o sonho dela é ser alguém como tu, que ela já o disse, não sou eu que estou a dizer. É ser um sucesso, mas para nós sermos sucesso temos que levar quanto mais de humildade para chegar lá, porque se nós não tivermos humildade…”
Questionada sobre se a falta de humildade seria o principal defeito da colega, respondeu: “É a pior falha dela.”
Kina considerou ainda que a relação foi pior nesta edição do que no programa anterior: “Não, foi pior ainda aqui. No outro foi progressivo. Aqui ela diz zero e quando lhe põe o manto, a primeira coisa que ela diz é que eu sem água e açúcar e farinha, não sou ninguém naquela casa. Entendeste? Portanto, ela tenta logo rebaixar-me para se enaltecer.”
Ofensas de 2025 continuavam por resolver
Cláudio Ramos insistiu na distinção entre provocar uma reação e acreditar no que se diz. Kina manteve a sua leitura: “Ela pensa daquela maneira. Não tem como não pensar. Agora, o que é que eu lhe provoco isso? Eu não sou má pessoa, Cláudio. Eu sou uma excelente pessoa.”
Quando Cristina Ferreira lembrou as palavras duras trocadas pelas duas, Kina explicou que tinha acumulado ressentimento da edição anterior.
“Horríveis! Mas ouve, eu disse tudo o que eu tinha guardado para lhe dizer há um ano atrás, porque no ‘Big Brother Verão 2025’ ela disse-me que, Cristina, tu não sei se viste, mas ela chamou-me de tudo, não faltou de chamar-me de nada, era rata velha, era estilista dos 300, era ordinária, era ridícula, era Madame Cotonete.”
Depois desse programa, não houve uma conversa para resolver o conflito. “Não, não, não. Eu bloqueei, ela bloqueou”, afirmou.
“Recomeço em tudo, financeiramente tudo, aos 60 anos”
Na parte final, Kina relacionou o impacto das discussões com a fase da vida em que aceitou regressar à exposição televisiva.
“Eu não queria essa pessoa na minha vida, Cristina. Eu passei uma fase muito má na minha vida e recomeço em tudo, em tudo, financeiramente tudo, aos 60 anos. Quando me convidam para ir ao ‘Big Brother 2025’, eu ia com uma asinha partida. E fragilizada. Mas no meu país nunca ninguém me tratou mal. A imprensa nunca me tratou mal. Sempre fui bem cuidada. Desde os 23 anos até aos 62, eu fui bem tratada. Não dei motivos para ninguém falar. E aquilo ali, alguém daquela idade pensar aquilo de mim, aquilo eu chorava muito.”
Questionada sobre o efeito pessoal da experiência, concluiu: “Mexeu muito comigo.”
