Inês Morais considera que Joana Albuquerque ainda não fez o suficiente para chegar à final do Big Brother All Stars, apesar de elogiar a clareza das suas intervenções. No «Diário» desta segunda-feira, 26 de outubro, a comentadora pediu uma participação mais ativa da concorrente, enquanto Alexandra Ferreira defendeu que a sua forma de jogar continua a ser inteligente e coerente.
A análise começou depois da exibição de imagens de Joana. Para Inês Morais, o problema está na pouca frequência com que a concorrente intervém nas dinâmicas da casa.
“Para infelicidade deles e minha também, e se calhar de muitas pessoas que estão a ver em casa, a Joana realmente não fala muitas vezes, porque quando ela fala, fala muito bem. Ouvir a Joana a falar às vezes é uma lufada de ar fresco. Infelizmente não acontece muitas vezes. Acho que ela não tem tido uma presença ativa no jogo.”
“Ela simplesmente não podia querer saber menos”
Nuno Eiró questionou se essa postura corresponde a desinteresse pelo confronto ou à forma como Joana prefere viver o programa.
“Achas que sobre a Joana, ela está interessada nisso ou só está interessada em fazer a sua vida? E quando é chamada à razão, ela fala, porque ela depois mostra-se muito clara. Não me parece um concorrente que tenha medo.”
Inês Morais afastou a ideia de receio e apontou antes um distanciamento em relação às ligações criadas na casa.
“Ela simplesmente não podia querer saber menos. Ela sai dali, ela até pode partilhar interesses com a Helena, partilhar interesses com o Luís, partilhar interesses com o Francisco. Ela sai dali, ela não vai querer saber de nenhum deles para nadinha.”
A comentadora explicou essa leitura com o comportamento de Joana depois de anteriores participações televisivas.
“Ela tem a vidinha dela e foi uma coisa que nós já vimos acontecer. Ela já esteve em dois reality shows, acho que este é o terceiro. Ela sai dos reality shows e vai à sua vidinha. Ela não mantém grandes contactos com ex-concorrentes. Esporadicamente lá se encontram. Até eu já me encontrei com ela, já combinámos alguma coisa assim. Mas é muito esporádico. Ela tem a vidinha dela e gosta de ser assim. Ela não está ali para perder a sua sanidade a discutir coisas que não lhe acrescentam, porque é o perfil dela. E está tudo bem com isso.”
Inês Morais considera o percurso insuficiente para a final
Embora respeite essa forma de estar, Inês Morais distinguiu a apreciação pessoal da avaliação enquanto concorrente.
“Se eu preferia uma Joana mais ativa e que comentasse mais e que opinasse mais e que se posicionasse mais, claro que sim. Mas se é a maneira dela ser, está tudo ok. Só não acho neste momento que seja suficiente para, por exemplo, estar numa final de um programa como estes.”
Nuno Eiró lembrou que a competição ainda não terminou, mas Inês manteve a opinião.
“Já passou muito tempo e nós temos que analisar o percurso desde o início dos concorrentes, obviamente. Por muito que eu goste dela e goste de ouvir falar, acho que ela ainda não fez o suficiente para uma dita vencedora.”
Sobre a relação com os restantes jogadores, a comentadora reconheceu que Joana consegue fazer-se ouvir sem recorrer a grandes confrontos.
“Ela não faz a mesma coisa, mas ela também dá as opiniões de uma maneira muito assertiva, sem grande maldade. As pessoas têm respeito por ela e pelas opiniões dela. E acho que até se podem sentir um bocadinho intimidadas pela maneira dela falar.”
Alexandra Ferreira defende o jogo de Joana
Alexandra Ferreira apresentou uma leitura diferente, valorizando a observação e as intervenções pontuais da concorrente.
“Na verdade, a Joana não se habituou a este tipo de jogo. Ela é linear e vai indo, vai observando, vai criando aqui a dinâmica dela, vai conversando aqui, vai falando ali. De vez em quando manda assim umas bombinhas também para criar reação nos concorrentes, nos colegas.”
A comentadora recordou ainda a edição em que Joana venceu e na qual participou Bruno Savate.
“Ela sempre foi assim, portanto eu sempre admirei muito o jogo dela. É uma concorrente bastante inteligente, muito madura para a idade dela. Já o era no outro que venceu com o Savate, e sempre elogiei e adoro. Ela é exatamente justa com ela mesma e continua a ser boa.”
Inês Morais contrapôs que a ligação a Savate teve um peso importante na projeção de Joana nessa experiência.
“Com o Savate foi muito isso, é uma coisa que lhe aconteceu e as pessoas começaram a gostar muito dela e a percebê-la e a empatizar com ela pela maneira como ela se posicionou, pela maneira como ela conseguiu separar as coisas e mostrar-se com esse acontecimento específico. Ela é muito favorecida também. Às vezes o jogo não nos vai garantir nada ao longo real e temos que fazer nós por isso.”
