Pedro Chagas Freitas rejeitou que o sofrimento vivido sirva de desculpa para magoar outras pessoas. Numa publicação sobre os acontecimentos do Big Brother All Stars, o escritor refletiu sobre responsabilidade e empatia, sem identificar qualquer concorrente.
O autor enquadrou a mensagem com uma referência direta ao programa, numa altura em que a menção de Helena Isabel à CPCJ dominava a discussão pública.
“Sobre o que aconteceu ontem no Big Brother (e para quem pensa que ter passado por muita porcaria justifica toda a porcaria que faz aos outros)”, escreveu nas redes sociais.
A reflexão partiu de um contraste entre pessoas que preservam a delicadeza apesar das dificuldades e outras que, mesmo protegidas da adversidade, agem com crueldade.
“Há quem tenha passado pelo inferno e continue a ser boa pessoa. Há quem tenha conhecido a dor, o abandono, a injustiça, e consiga tratar os outros com delicadeza, com empatia. Depois, há quem tenha tido tudo: segurança, amor, estabilidade. E ainda assim seja um miserável.”
“Há quem tenha sido esmagado pela vida” sem querer esmagar ninguém
Pedro Chagas Freitas questionou justificações como “ele é assim porque sofreu” ou “ela magoa os outros porque a magoaram”.
Para contrariar essa leitura, sublinhou que “há quem tenha sido esmagado pela vida e nunca tenha sentido necessidade de esmagar ninguém”.
O escritor defendeu que as experiências passadas não retiram responsabilidade sobre a forma como se trata o outro.
“Ser boa pessoa não vem do que viveste; vem do que és. A dor pode tornar-te sensível; também pode tornar-te cruel. O inferno é um excelente álibi para a maldade. Mas não justifica nada.”
Uma reflexão sem nomes
Apesar de mencionar o Big Brother, o autor não identificou Helena Isabel, Ana Sousa ou qualquer outro participante na mensagem.
O texto terminou com uma reflexão sobre quem escolhe preservar a bondade e sobre as diferentes origens da crueldade.
“Os que saíram do inferno e escolheram a bondade não o fizeram porque era mais fácil. Fizeram-no porque não sabem ser de outra forma. Se o inferno cria monstros, o céu também os pode criar. A pior maldade pode não vir da dor, mas do luxo de nunca a ter sentido.”
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