Os sete detidos na intervenção policial contra a Acampada do Porto foram libertados pelas 07h50 deste domingo, 1 de novembro. As quatro mulheres e os três homens terão de se apresentar em tribunal na segunda-feira, às 10h00, segundo o advogado Tiago Machado.
A saída da Esquadra do Heroísmo foi testemunhada pela Lusa e celebrada por dezenas de manifestantes que mantiveram uma vigília enquanto aguardavam a libertação.
Em declarações aos jornalistas, Tiago Machado explicou que os sete terão de comparecer no Juízo Local de Pequena Criminalidade do Porto. Naquele momento, o advogado ainda não tinha confirmação sobre os crimes que lhes eram imputados.
“De que são acusados [ainda não sabemos]”, afirmou, adiantando que poderá estar em causa o crime de desobediência.
Entre os detidos estavam duas integrantes das “Mães da Acampada”
Numa primeira declaração, pelas 06h30, o advogado confirmou que duas das pessoas detidas pertenciam ao recém-criado movimento “Mães da Acampada”.
“São sete detidos, quatro mulheres e três rapazes. Neste caso, duas mães, mais uma rapariga e depois rapazes”, disse aos jornalistas junto à esquadra para onde os manifestantes foram encaminhados.
As detenções ocorreram durante os protestos pelo direito à habitação, na sequência da intervenção da PSP na Praça D. João I.
Advogado considera força policial “desmedida”
Questionado sobre a atuação da polícia na praça, Tiago Machado criticou tanto o número de agentes mobilizados como a força utilizada.
“Uma força, acho que desmedida, a nível de efetivos e de força aplicada, com cães também (…). Uma desproporção de efetivos para as pessoas que estavam”, considerou.
O advogado esclareceu, porém, que se deslocou para a Esquadra do Heroísmo depois da intervenção na Praça D. João I. Por esse motivo, não se pronunciou sobre os confrontos posteriores entre polícias e manifestantes na Avenida dos Aliados.
