Joana Alegre tranquilizou os seguidores depois de estar na acampada pela habitação em Lisboa e relatou a carga policial que atingiu os manifestantes. No Instagram, a cantora afirmou que o grupo foi perseguido até à Mouraria e classificou a madrugada como uma “noite muito triste para a nossa Democracia”.
A publicação, acompanhada por um vídeo do protesto, começou com uma mensagem de resistência: “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO!”
Perante as mensagens que recebeu, Joana Alegre esclareceu como se encontrava após os acontecimentos.
“Obrigada por todas as mensagens de preocupação, estou bem, apenas amassada no corpo e na alma”, escreveu.
Cantora esperava que as tendas pudessem permanecer
No seu testemunho, Joana Alegre explicou que a mobilização em torno da acampada tinha alimentado a expectativa de que os manifestantes pudessem manter o protesto durante a noite.
“Perante toda a mobilização da sociedade civil em apoio a este movimento, esta noite houve uma esperança de que finalmente a @acampada.lisboa pudesse cumprir o protesto no seu propósito simbólico de manter as tendas”, afirmou.
A cantora referiu também a presença de observadores da Provedoria de Justiça e de deputados, que, segundo descreveu, procuravam garantir a segurança dos participantes.
“Perseguiu-nos até ficarmos encurralados na Mouraria”
Joana Alegre situou a intervenção às 04h15 e criticou a atuação policial, relatando que os manifestantes foram obrigados a afastar-se do local.
“Às 4h:15m, apesar da presença de observadores da Provedoria de Justiça, apesar dos esforços de um grupo de deputados à nação que tentavam salvaguardar a nossa segurança, infelizmente indiferente a tudo isto a PSP carregou sobre nós, e perseguiu-nos até ficarmos encurralados na Mouraria”, escreveu.
O relato terminou com uma condenação do que viveu durante o protesto: “Noite muito triste para a nossa Democracia.”
