Uma amiga de Catarina Miranda revelou como acompanhou o sofrimento da concorrente após a separação de Afonso Leitão. Em declarações à TV 7 Dias, Susana Ferreira descreveu o apoio prestado pela família e afirmou nunca ter presenciado maus-tratos.
Susana, que acolheu Catarina no seu círculo familiar no Montijo, foi questionada sobre o comportamento de Afonso na sua presença.
“Não. E, aliás, eu posso ser já muito sincera: mesmo com tudo o que houve com eles, tudo o que ela possa dizer, o que ele possa dizer, ele à minha frente nunca ia tratar mal a Catarina. Isso eu garanto. Ele até pode ter sido muito mau para ela, mas à minha frente eu lhe garanto que ele nunca ia tratar mal a Catarina, nem que tivesse vontade”, afirmou.
O testemunho diz respeito ao que Susana presenciou, não permitindo concluir o que aconteceu em privado entre os dois. Sobre a queixa por violência doméstica referida na entrevista, a amiga disse desconhecer a intenção de Catarina de avançar com esse procedimento.
“A Catarina nunca nos pôs contra o Afonso”
Susana Ferreira rejeitou também que a aproximação de Catarina à sua família tivesse servido para alimentar uma oposição ao ex-companheiro.
“Toda a gente acha que a Catarina veio aqui para o pé de nós para dizer mal do Afonso. Não é verdade. A Catarina nunca nos pôs contra o Afonso, nunca nos disse mal dele, nem da mãe, nem da família dele”, garantiu.
Após a mudança de Almeirim para a Margem Sul, Catarina encontrou em Susana, no marido e nos filhos desta uma rede de apoio. Segundo a amiga, essa presença tornou-se particularmente importante depois do fim do namoro.
“Aqui em casa temos sido o grande apoio dela. Aliás, a minha filha andava com ela para todo o lado”, explicou.
Apesar de a decisão de terminar a relação ter partido de Catarina, segundo o relato, os primeiros tempos foram difíceis.
“Ela ficou mesmo muito em baixo, mas a única coisa que nós lhe tentámos dizer foi que, se calhar, não era o amor da vida dela, se calhar tem que ir à procura do amor da vida dela”, contou.
Jantares diários e noites de choro
A amiga descreveu uma tristeza que Catarina nem sempre mostrava junto da família que a acompanhava.
“Ela chorava muito, não ao pé de nós. Ela chorava muito sozinha. A minha filha dormia muitas vezes com ela e ouvia”, revelou.
Para manter a proximidade, os encontros tornaram-se frequentes.
“Ela todos os dias vinha jantar à minha casa. Ao fim da tarde estava aqui, jantávamos e ao fim da noite ia-se embora. A minha Leonor umas vezes ia com ela, outras vezes não, porque também tem coisas para fazer”, acrescentou.
Na entrevista, Susana abordou ainda o desejo de maternidade da amiga e os receios que esta lhe terá confidenciado.
“Sentia-se muito mal, porque está aos olhos de toda a gente que a Catarina ama o Afonso. Ela quer muito ser mãe. Depois, como abortou a primeira vez porque quis, tem muito medo de não conseguir, de não vir a ser boa mãe. E eu já lhe disse: ‘Não deves pensar em nada disso, porque tinhas 18 anos na altura. Não tinhas uma vida perfeita, não tinhas nada, fizeste o que achaste melhor’. Só que, pronto, qualquer mulher culpa-se numa situação destas. Não tem que se culpar, mas não é fácil”, declarou Susana, relatando a sua perspetiva sobre as conversas entre ambas.
A questão da casa no Montijo
O destino do apartamento que o casal partilhara também foi abordado. Segundo Susana, Catarina ficou magoada por ter retirado o recheio depois de Afonso indicar que não queria ficar no imóvel, acabando posteriormente por se instalar ali.
“Ela ficou chateada, não foi por ele ir para lá viver. Ela ficou chateada foi porque é assim: ela tinha uma casa mobilada e ele disse que não queria a casa. Ela já tinha cortinados feitos à medida, que não são baratos, e teve que tirar tudo. Ficou triste”, explicou.
Susana recordou ainda o conselho que lhe deu nessa altura: “Mas eu disse-lhe: ‘Olha, se não fosse isso, tu não tinhas o que tens. Tens uma boa casa, tens um bom carro e se tivesses continuado ali, tinhas o quê? Nada, porque estavas ali, estavas habituada e já não querias mais nada.’ Assim, pronto, passou-lhe a tristeza.”
