«Big Brother All Stars»: Renata Reis recorda morte de Maycon e revela “a pior” fase da sua vida

Na sua «Curva da Vida», Renata Reis recorda a morte de Maycon Douglas e os dias em que procurou respostas sobre o seu desaparecimento. O testemunho, transmitido na gala do «Big Brother All Stars» deste domingo, 1 de novembro, percorreu também a ausência do pai, as dificuldades económicas e a importância dos amigos na recuperação após a perda.

Renata Reis revelou as dificuldades com Maycon Douglas e a ausência do pai durante a sua «Curva da Vida», transmitida na gala do «Big Brother All Stars» de domingo, 1 de novembro. A concorrente recordou também o apoio dos avós e uma fase em que o dinheiro não chegava para assegurar uma alimentação mais variada.

O testemunho começou nas primeiras memórias familiares. Segundo Renata, o pai esteve afastado durante grande parte da sua infância, enquanto o avô assumiu um papel central no seu crescimento.

“No dia em que a minha mãe me teve, o meu pai não estava sequer ao lado dela. O meu pai tratava muito mal a minha mãe. Então, eu dos meus 2 anos até aos meus 13 anos não tive qualquer contacto com o meu pai. O meu avô é a minha base.”

“Se eu não procurasse o meu pai, o meu pai se calhar também não me procurava”

A tentativa de reaproximação ao progenitor não correspondeu à relação que Renata esperava construir. A concorrente explicou que, mesmo quando estavam juntos, sentia falta da sua presença.

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“Aos 12, 13 anos, o meu pai volta. Ao início, eu fui uma vez jantar com ele, passei algum tempo com ele. O meu pai ia dormir e eu ficava no sofá da sala. O meu pai ia sair e eu ficava com os empregados do restaurante. Eu não tinha um pai, basicamente.”

O afastamento acabou por se acentuar quando deixou de tomar a iniciativa de manter o contacto: “Porque se eu não procurasse o meu pai, o meu pai se calhar também não me procurava. E então deixei de lhe mandar mensagens e ele deixou-me de mandar mensagens.”

A ligação ao avô sofreu outro abalo quando este teve um acidente doméstico que o deixou sem conseguir andar. Renata recordou o sofrimento que acompanhou nessa fase.

“O meu avô estava a cortar uma árvore em casa e caiu da árvore. O meu avô deixou de andar, ficou muito revoltado. Eu vi o meu avô a querer tirar a vida várias vezes. Foi muito duro porque eu lembro perfeitamente de estar na cama ao lado do meu avô no hospital e do meu avô se virar para mim e dizer: ‘estás a ver aquela cadeira? O teu avô só vai andar assim agora’. Que duro, porque o meu avô era o meu super-herói.”

Jornadas de 14 horas para pagar a faculdade

Na entrada para a vida adulta, Renata acumulou trabalho para conseguir suportar os estudos em Direito e as despesas diárias.

“Cheguei a trabalhar 14 horas por dia. Se me pedissem para ficar sem folgas, ficava tranquilamente, porque a minha obsessão era ter dinheiro para pagar a faculdade e sobreviver”, contou.

Mais tarde, a redução das horas de trabalho traduziu-se numa quebra de rendimentos. A concorrente explicou como essa situação se refletiu na alimentação e no sentimento de isolamento.

“Ao trabalhar menos, o dinheiro era menos. E eu lembro-me que ao meio-dia eu só comia sopa e comia uma peça de fruta porque a sopa era barata, fazer sopa era barato. Eu desde sempre senti-me sozinha.”

Foi depois desse período que se inscreveu no «Secret Story 8», em 2024, onde conheceu Maycon Douglas e iniciou uma relação amorosa.

“Nós tivemos pouco tempo de relação feliz”

Depois de sair do programa, Renata mudou-se para a Nazaré. A relação com Maycon coincidiu com uma fase de novos projetos profissionais, mas a concorrente explicou que a felicidade inicial conviveu com dificuldades.

“Fui viver para a Nazaré e é aqui que a minha vida com o Maycon começa. Eu estava a viver o meu sonho, estava a comentar, estava com a minha marca de roupa, tinha tudo ali. Nós tivemos pouco tempo de relação feliz. Nós tínhamos momentos muito bons, mas também tínhamos momentos muito maus.”

Na sua leitura, a exposição pública contribuiu para o fim do namoro.

“Nós éramos muito fortes, as pessoas queriam-nos muito, mas a exposição acabou por ditar o fim da nossa relação. Chorei muito, muito, muito, muito. Parecia que eu não fazia nada bem.”

Os contactos continuaram depois da separação, embora, segundo Renata, já não existisse uma relação amorosa.

“No meio disto, o Maycon entrava em contacto comigo diversas e diversas e diversas vezes, e eu abria-lhe sempre a porta, sempre a porta, sempre a porta. Não tínhamos uma relação. E há um dia que eu fecho a porta mesmo, e ele não estava, não estava bem.”

A procura por Maycon e o apoio após a perda

Na mesma partilha, Renata recordou que se deslocou à Nazaré quando soube do desaparecimento do antigo namorado, concentrando-se na procura de respostas.

“Há um dia que me dizem que não sabem do Maycon, e eu peguei nas minhas coisas e fui para a Nazaré. Durante uma semana eu estive em modo robô. Eu virei tudo o que era preciso ser virado. Eu falei com toda a gente que precisava de falar para conseguir ter uma resposta. Descobri uma força e uma fé em mim que não sabia que tinha. Eu só queria encontrar o Maycon e mais nada. Eu não queria mais nada.”

O funeral marcou o momento em que tomou consciência da morte: “Eu só me lembro do dia do funeral. Foi o dia em que percebi que tudo era real.”

A concorrente destacou depois a importância dos amigos na recuperação e no regresso à atividade profissional.

“Eu, ao fim de 2, 3 meses, comecei a trabalhar, comecei a reagir, comecei a fazer as coisas com mais cabeça. A Inês salvou-me. A Flávia passou a viver em minha casa. É a minha amiga mais preciosa. Eu mudei como pessoa. Sabia que tinha de aproveitar a minha vida, cuidar de mim, e isso tornou-se a minha prioridade.”

Sobre o regresso aos reality shows, Renata admitiu que ainda procura compreender o que esta participação representa para si.

“Eu queria muito voltar, não me perguntem porquê. Tenho que vir aqui fazer alguma coisa que eu ainda não sei. Não sei se é fechar um ciclo, não sei bem, mas eu espero descobrir o que é que vim aqui fazer. E estou a aproveitar muito o caminho.”

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