Kina lança biografia e deixa quase 20 anos de fora: “Vão dar outro livro”

Kina lança biografia sobre o seu percurso, mas reserva os quase 20 anos passados fora de Portugal para uma segunda obra. Em “Eu, Kina – A História Nunca Contada”, a antiga concorrente do Big Brother All Stars revisita a infância, as relações e os problemas de saúde que enfrentou.

À TV Guia, Joaquina Branco, conhecida do público como Kina, explicou que quis privilegiar a história de superação.

“A parte final do meu livro não está muito explorada porque o importante é que eu fui uma mulher que chegou onde chegou. Que sou uma lutadora, estive doente, que me recuperei, estou viva e sigo para a frente. O meu livro é uma história de superação.”

Doença e relações fazem parte do relato

Na obra, Kina conta que enfrentou um cancro do colo do útero e uma depressão. Relata também ter encontrado, entre os pertences do então marido, cassetes com gravações de conversas dos dez anos de casamento.

A relação com Hélder Correia, empresário que morreu em julho de 2025, é abordada através de um nome fictício: Manuel João Sequeira. O processo de divórcio, que segundo Kina se prolongou durante vários anos, também integra a narrativa.

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A antiga estilista recordou ainda Paulo, o primeiro marido, com quem se casou aos 17 anos e de quem cuidou durante a doença. Segundo contou, o antigo companheiro queria voltar a casar consigo.

“O sonho dele era casar-se comigo novamente, mas não deu tempo. Não era algo que eu queria. O Paulo sempre me pediu para voltar a casar, mesmo doente. Ele queria muito. Eu não, mas como ele estava assim nunca lhe iria falar nisso, porque sabia que ele tinha um cancro terminal.”

Kina explicou por que evitava dar uma resposta definitiva: “Eu não respondia, nem sim, nem não. Ele estava tão feliz de eu ter vindo para cuidar dele que não ia estragar esses momentos.”

Paulo morreu depois de oito meses de luta contra um cancro no fígado.

Anos no estrangeiro ficam para outra obra

A biografia centra-se sobretudo no percurso até aos 38 anos. Sobre o período posterior, Kina adiantou que tem mais histórias para contar.

“Os meus 20 anos fora de Portugal vão dar outro livro. Não foi pelo cliente suíço que nos queria comprar o palacete do Estoril que me apaixonei. Mas vivi sete anos em Madrid. É uma mudança.”

Aos 63 anos, afirma viver dos rendimentos do seu trabalho e continua a desenhar roupa para pessoas próximas. Um regresso profissional à moda, porém, está fora dos planos.

“Mais depressa abro uma padaria”

Questionada sobre essa possibilidade, Kina foi taxativa.

“Voltar à moda? Nem pensar! Foi um amor que teve divórcio e eu não volto para os meus ex. Aquilo é muito trabalho, é um investimento brutal, é estar presa a uma coisa dia e noite e a maior parte das pessoas famosas vão lá pedir vestidos emprestados. Não é negócio.”

A antiga estilista concluiu com uma comparação: “Isso é algo que nunca mais na minha vida faria. Mais depressa abro uma padaria. Dá mais dinheiro.”

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