Tânia Laranjo defende Jesús Owono perante os comentários sobre uma eventual responsabilidade criminal no lance com Jesús de Miguel. Numa publicação no Facebook, a jornalista pediu respeito pela dor da família do futebolista e rejeitou julgamentos antecipados sobre o outro jogador envolvido.
“Morreu um homem. E, pelos vistos, há quem já tenha tratado de abrir o Código Penal antes de fechar a ficha do jogo”, começou por escrever.
A jornalista identificou depois a pergunta que motivou a sua intervenção: “A pergunta é esta: quantos anos de prisão terá de cumprir Jesus Owono depois do lance dividido com Jesus de Miguel?”
“A morte de um homem é uma tragédia”
Na sua análise, Tânia Laranjo defendeu que a gravidade do desfecho não permite, por si só, concluir pela existência de um crime.
“Morreu uma pessoa. Há uma família em sofrimento e um jogador que terá de viver com o que aconteceu. Mas convém não confundir uma tragédia com um crime. Foi um lance de futebol, uma disputa de bola que acabou da pior maneira possível. Não houve intenção de matar. Não se entra em campo para matar um adversário.”
A jornalista admitiu a discussão sobre a dureza da jogada, mas insistiu na necessidade de não antecipar conclusões sobre responsabilidade penal.
“Podemos discutir a violência do futebol, a imprudência, a dureza do lance. Podemos discutir tudo isso. O que não podemos é fazer uma condenação por antecipação, como se a morte, por si só, dispensasse a intenção, os factos e a lei.”
Tânia resumiu a sua posição numa frase: “A morte de um homem é uma tragédia. Não é uma sentença automática para outro.”
Apelo ao respeito pela dor e pelos factos
A publicação terminou com uma nova crítica à associação imediata entre a fatalidade e a culpabilidade do jogador.
“E há uma coisa que devia ser evidente: um jogador não se transforma num homicida só porque uma disputa de bola acabou numa fatalidade. A dor de quem fica merece respeito. A verdade também.”
As afirmações integram a opinião publicada pela jornalista sobre o episódio, sem referência a uma decisão judicial que estabeleça responsabilidades.
