Cristina Ferreira defende Catarina Miranda perante as dúvidas dos comentadores sobre o choro da concorrente no «Big Brother All Stars». No «Dois às 10» desta sexta-feira, 6 de novembro, a apresentadora contrariou a leitura de Adriano Silva Martins, Cláudio Ramos e Gonçalo Quinaz, que associaram a reação a uma estratégia de vitimização.
O debate partiu de uma dinâmica em que Francisco Monteiro confrontou Catarina sobre a proximidade a Carlos Sousa. A concorrente chorou e, posteriormente, negou sentir interesse amoroso pelo colega.
Adriano Silva Martins mostrou-se particularmente desconfiado: “As lágrimas eu não acredito nelas. (…) Eu não acredito nada nas lágrimas da Catarina Miranda. Não acredito nada.”
Cláudio Ramos também questionou a reação. “O estranho é, e ninguém acredita, é neste ataque de choro. (…) A Miranda que é tão forte, não faz parte do jogo”, afirmou.
Para Gonçalo Quinaz, o momento não corresponde à imagem que tem da concorrente: “E este choro, esta vitimização forçada não lhe assenta bem, porque nós conhecemos a Miranda. É uma boa jogadora (…) e este papel de vítima não lhe assenta.”
Cristina aponta um possível peso da relação com Afonso
Cristina Ferreira apresentou uma interpretação diferente, admitindo acreditar na emoção demonstrada.
“Eu, por acaso, acredito. Eu acho que ela ainda não tem bem a situação do Afonso resolvida na cabeça dela, há ali esta tentativa do Zaza também enervá-la com a história do Carlos. Se calhar acha alguma graça ao Carlos, mas também já percebeu que o Carlos não lhe acha. E isso tudo misturado, às vezes, dá nisto.”
A apresentadora colocou estas possibilidades como a sua leitura do comportamento de Catarina, não como sentimentos confirmados pela concorrente.
Cristina questionou ainda se a personalidade mais combativa da ribatejana leva o público e os comentadores a desvalorizarem momentos de fragilidade.
“Não olhamos para a Miranda de outra maneira do que olharíamos para uma Sónia, por exemplo, se chorasse? (…) Ninguém olha para a Miranda como alguém que sofre desde o primeiro dia, ou seja, ela é tão dura, tão brava.”
Adriano manteve a posição: “O papel que melhor assenta à Miranda e que nós todos lhe conhecemos é o papel de vilã. (…) Eu acho que não acredito, volto a frisar, não acredito nas lágrimas da Miranda. Ela aproveitou aqui a situação.”
A acusação de precisar de um homem para jogar
A conversa estendeu-se à tese de Francisco Monteiro de que Catarina procura associar-se a concorrentes masculinos para construir o seu percurso.
Gonçalo Quinaz concordou: “O Zaza não lhe disse nada que não seja verdade.”
O comentador enumerou as aproximações que considera relevantes: “Depois do Zaza, o Miguel. Depois do Miguel, o Carlos. (…) A Catarina, não há dúvida nenhuma, é dependente de jogar com alguém. (…) Eu não a vejo a jogar com a Jéssica.”
Adriano Silva Martins assinalou que este tipo de afirmações “tem conotações na sociedade atual”. Cristina Ferreira também chamou a atenção para a conotação sexual da palavra “montada”, usada no debate sobre a concorrente.
A apresentadora distinguiu a procura de aliados de um eventual interesse romântico: “Alguém disse que a Catarina estava pendurada no Zaza porque lhe apetecia ter alguma coisa com o Zaza?”
“Então e normalmente quem são os mais fortes dentro do reality? (…) Então ela podia brincar com quem?”, acrescentou.
Quinaz considerou, porém, que Catarina procurou alterar o sentido das palavras do adversário: “Eu acho que aqui a Catarina Miranda quer inverter as coisas, quer de certa maneira queimar e dar uma cotação diferente àquilo que o Zaza lhe está a transmitir.”
Catarina nega interesse amoroso em Carlos Sousa
Dentro da casa, Catarina Miranda já tinha apresentado a sua versão a Maria Botelho Moniz, rejeitando a ideia de depender de um homem.
“O Francisco Monteiro tem muito a mania de insinuar que eu preciso de um homem para jogar aqui na casa, o que não corresponde à realidade porque antes do Carlos aqui chegar eu já jogava sozinha e continuo a jogar sozinha.”
Sobre Carlos, destacou o entendimento entre ambos: “Consigo ter uma conversa de uma pessoa normal com ele, que é coisa que eu com os outros não consigo fazer.”
A concorrente separou essa proximidade de uma vontade de iniciar uma relação.
“Gosto de estar com o Carlos, gosto de estar perto do Carlos. Isso não quer dizer que eu queira ter alguma coisa com o Carlos.”
Para sustentar o esclarecimento, recordou o envolvimento com Afonso Leitão: “Aliás, eu já me apaixonei num programa e quando me perguntou ‘está apaixonada pelo Afonso?’ eu disse logo ‘sim’. E não tive qualquer tipo de problemas em dizer que sim. Eu não tenho interesse nenhum pelo Carlos.”
