Gonçalo Quinaz critica despedida de Ronaldo e considera que o fim do percurso na Seleção Nacional não esteve à altura da carreira do jogador. A opinião foi partilhada no «Dois às 10», num debate em que Cristina Ferreira, Cinha Jardim e Adriano Silva Martins valorizaram a mensagem do avançado.
Na rubrica «Conversas de Café», Quinaz começou por explicar a tristeza com que acompanhou o anúncio.
“É um tema que, de certa maneira, me deixa até triste, diria eu. E estou a falar com sinceridade. Porque acho que depois de uma carreira brilhante, depois de ter sido considerado cinco vezes o melhor jogador do mundo (…) ele merecia uma despedida totalmente diferente.”
O comentador relacionou essa avaliação com o abandono do estágio e com a posterior disponibilidade manifestada por Ronaldo para voltar a representar Portugal.
“A verdade é que (…) ele está novamente à disposição da Seleção e o que é que ele faz? Faz um vídeo”, afirmou, apontando aquilo que considera uma contradição.
Cristina Ferreira defende possibilidade de mudar de decisão
Cristina Ferreira contrapôs que uma decisão pode ser repensada: “A gente está sempre a pensar melhor.”
A apresentadora elogiou também a apresentação da mensagem, considerando que “o vídeo estava bem editado”.
Cinha Jardim admitiu ter acompanhado o anúncio com emoção: “Foi muito bonito, quase deitei uma grossa lágrima…”
Durante a conversa, Cláudio Ramos recuperou ainda uma interpretação de outro comentador sobre o momento escolhido para a divulgação do vídeo. A hipótese de o anúncio procurar “abafar o que está a acontecer” foi apresentada como opinião, sem demonstração de que essa tenha sido a intenção do jogador.
Adriano prefere destacar o percurso
Adriano Silva Martins reconheceu que imaginava outro encerramento para a carreira internacional de Ronaldo, mas sublinhou que o momento lhe trouxe sobretudo recordações positivas.
“Da hora do adeus eu só me lembro das coisas maravilhosas. (…) Claro que eu concordo contigo, que ele merece e merecia sair de outra maneira. Mesmo assim, aplaudo.”
A discussão dividiu, assim, a avaliação da forma da despedida e o reconhecimento do percurso do jogador ao serviço de Portugal.
