A.P. Braga regressa com “Alvito 2026”: novo álbum celebra a música de intervenção e a autenticidade portuguesa, a 24 de Abril.
A música de intervenção portuguesa ganha um novo capítulo com o regresso de A.P. Braga. O histórico cantor e ativista lança um novo trabalho que promete marcar o panorama cultural nacional.
Novo disco chega às lojas em abril
Antes de mais, o lançamento está marcado para o dia 24 de abril de 2026. O álbum, intitulado “Alvito 2026”, será editado pela TDF e surge como um registo profundamente ligado à essência do artista.
Segundo o comunicado, trata-se de um trabalho que reúne canções gravadas nas Courelas da Azaruja, entre outubro de 2024 e novembro de 2025, apostando numa abordagem simples e direta, centrada na voz e na guitarra.
Um regresso às origens musicais
Além disso, este novo disco dá continuidade ao percurso de um dos nomes mais marcantes da música de intervenção em Portugal.
Com raízes nos movimentos culturais e estudantis desde os anos 60, A.P. Braga volta a revisitar repertórios tradicionais e a apresentar novas composições.
Nesse sentido, o álbum inclui temas populares de várias origens, bem como poemas musicados de autores como David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre e Daniel Filipe.
Um trabalho marcado pela autenticidade
Por outro lado, a essência do disco foi destacada por Alain Vachier, responsável pela edição. O editor sublinha a fidelidade à identidade do músico: “o disco reflete a verdade do A.P.Braga, a guitarra na mão e a voz sentida. Haverá quem fale em ‘aperfeiçoamentos’, mas aqui a perfeição é a entrega. É assim que ele toca, é assim que ele canta, e é assim que tinha de ser”.
Assim, a proposta artística assenta numa estética despojada, onde a emoção e a mensagem assumem o protagonismo.
Canções com memória e reflexão
Entretanto, o próprio A.P. Braga explicou a motivação por trás deste trabalho. O músico revelou: “Estas são cantigas que fiz ou aprendi a cantar e que resolvi juntar por não terem ainda sido gravadas ou por merecerem melhor registo”.
Além disso, deixou clara a intenção de criar uma ligação com o público: “Serei um privilegiado se conseguir proporcionar a quem as ouvir uns momentos de bem-estar e de reflexão sobre o mundo e o tempo em que vivemos.”
Dessa forma, o disco apresenta-se como um convite à memória coletiva e à análise do presente.
Percurso ligado à cultura e à intervenção
Importa recordar que António Pedro Braga, nascido em 1948, em Vendas Novas, construiu uma carreira profundamente ligada à intervenção cívica e cultural.
Ao longo das décadas, participou em sessões de Canto Livre, integrou o Orfeão Académico de Lisboa e colaborou em diversos projetos culturais.
Além disso, esteve ligado à Associação José Afonso e teve um papel ativo em iniciativas como o Festival Cantigas do Maio.
Produção e edição do novo trabalho
Por fim, “Alvito 2026” contou com a participação de vários profissionais na sua concretização. A captação, mistura e masterização ficaram a cargo de João Espanca Bacelar.
Já o grafismo foi desenvolvido por António Faria e a capa assinada por Isaura Lobo.
Assim, o novo disco de A.P. Braga surge como uma obra que cruza tradição, intervenção e autenticidade, reafirmando o papel da música como instrumento de reflexão e identidade cultural.





