Adriano Silva Martins critica Joana Albuquerque e considera que a concorrente não merece chegar à final do «Big Brother All Stars». Durante o «Diário» desta terça-feira, 3 de novembro, o comentador mostrou-se desiludido com a prestação da antiga vencedora de um reality show da TVI, acusando-a de participar pouco e de beneficiar da forma como o jogo se tem desenvolvido.
A discussão aconteceu na emissão conduzida por Nuno Eiró, que contou também com Inês Simões no painel. A postura de Joana Albuquerque, a sua participação nas dinâmicas e o facto de ter escapado às nomeações estiveram entre os assuntos analisados.
O debate começou após a exibição de imagens de um desentendimento, durante o qual Joana Albuquerque terá recorrido ao termo sociopatia.
Nuno Eiró mostrou-se surpreendido com a discussão: «Se eles sabem coisas que nós não sabemos, porque esta última parte não percebi nadinha. Calculo que também não tenham percebido, porque elas as duas é que sabem o que é que estão a falar. Porém, Joana acusou ali o toque e foi logo para a sociopatia».
Inês Simões criticou a utilização do conceito, lembrando que não se deve confundir uma personalidade reservada com uma condição clínica.
«Eu acho incrível como é que elas colocam aqui palavras do nada. E conceitos de uma coisa é a pessoa ser fria e esconder as emoções, e a Joana Albuquerque já disse várias vezes dentro da casa que é a forma que ela tem de estar para se proteger para os outros não usarem isso contra ela. Isto é uma coisa. Outra coisa é ser sociopata», esclareceu.
«Está ali há um mês e meio de férias»
O assunto levou Nuno Eiró a recordar as nomeações de segunda-feira, 2 de novembro, quando Joana Albuquerque recebeu oito votos dos colegas, mas acabou por escapar à votação do público.
«Porém, [na segunda-feira] teve oito nomeações. Safou-se porque a casa depois decide a favor dela e não da Catarina Miranda. Esta escolha de forma de estar neste jogo está a resultar para ela?», questionou.
Adriano Silva Martins respondeu que a estratégia tem produzido resultados, mas por motivos que considera pouco positivos.
«Claro que está a resultar, porque aquilo que ela nos entregou até agora é tão pouco», afirmou.
O comentador desenvolveu a crítica, considerando que Joana tem beneficiado da ausência de confrontos suficientemente fortes para colocar a sua continuidade em risco.
«Por isso é que está a resultar. Ou seja, ela tem tido muita sorte de realmente não ter ido a nenhuma chapa, ou não ter ido a uma chapa forte, ou não estar no centro das narrativas dentro da casa. E eu acho que ela está ali há um mês e meio de férias. E para uma concorrente que prometia tanto, acho, para mim…», declarou.
Perante esta avaliação, Nuno Eiró procurou perceber se a salvação de Joana tinha sido favorecida pelo facto de estar em confronto com Catarina Miranda.
«Depreendo por isso que a sorte da Joana [na segunda-feira] foi estar com a Miranda», observou.
A resposta de Adriano foi imediata: «Absolutamente. E para mim seria injusto que a Joana sequer chegasse à final, porque ela pelo menos em mês e meio, dois meses, não fez absolutamente nada dentro daquela casa».
Comparação com umas férias nas Caraíbas
A postura de Joana Albuquerque já tinha sido abordada durante a análise de outra dinâmica, na qual os concorrentes atribuíram o rótulo de mais preguiçoso a alguns colegas.
Inês Simões considerou que Miguel Vicente não merecia essa classificação, apontando antes para Ruben Boa Nova e Joana Albuquerque como participantes dos quais esperava mais.
«Claramente que o Miguel não é, na minha perspetiva, o mais preguiçoso, porque o Miguel dá no jogo. Para mim, o mais preguiçoso a nível de jogo neste momento seria um Rúben. Acho que o Rúben podia dar muito mais a nível de jogadores. Gosto imenso do Rúben, mas acho que nos podia dar muito mais daquilo que nos tem dado. O outro, Joana Albuquerque, também podia dar aqui muito mais», afirmou.
Adriano Silva Martins concordou com as críticas a Joana, estabelecendo uma comparação entre a expectativa criada pela sua entrada e aquilo que tem mostrado.
«O Rúben menos, porque o Rúben não está lá desde o princípio. Mas a Joana Albuquerque, eu não vi o reality show da Joana, mas quando soube que a Joana vinha, fui investigar. E muita gente me disse: é uma jogadora forte. Se é uma jogadora forte, onde é que está essa jogadora forte? Porque aquilo que eu vejo é que ela está ali num resort nas Caraíbas com uma pulseirinha, ganha o almoço mesmo que não haja arroz e massa, porque assim a Helena decidiu. Aquilo que eu vejo, vejo-a bastante preguiçosa. O Miguel, para nada é um jogador preguiçoso. Aliás, é um dos motores desta casa», considerou.
Inês Simões acredita que Joana pode chegar à final
De regresso à análise das nomeações, Inês Simões questionou Adriano sobre o peso da sorte no percurso da concorrente.
«Mas ela tem tido sorte também, ou não tem tido sorte?», perguntou.
O comentador reconheceu esse fator, mas insistiu que Joana Albuquerque tem optado por ficar à margem dos principais acontecimentos.
«Está bem, ela tem tido sorte, mas, ó Inês, ela põe-se de lado em tudo. Ela quase não fala, ela quase não dá uma opinião, ela é quase arrancada a ferros», criticou.
Inês Simões concordou que a concorrente poderia ter maior participação, mas defendeu a qualidade de algumas das suas intervenções.
«Mas eu acho que ela quando dá opinião, eu concordo que a Joana podia dar muito mais do que aquilo que dá, é um facto, mas ela quando dá opiniões são opiniões acutilantes», contrapôs.
Adriano manteve a avaliação negativa: «Para mim, isso é trabalhar para o mínimo. É trabalhar para o suficiente, e para mim trabalhar para o suficiente é insuficiente».
Apesar das críticas, Inês Simões acredita que a estratégia de Joana poderá permitir-lhe chegar à última gala.
«Eu acho que se ela continuar assim com este comportamento e com esta postura na casa, que vai chegar à final», previu.
O colega mostrou-se em completo desacordo: «Acho que ela está completamente invalidada para ser candidata».
Nuno Eiró recordou, entretanto, que a dinâmica das nomeações poderá alterar o percurso da concorrente, sobretudo quando existem várias rondas de votação.
«Pensemos, foram três rondas de nomeações e portanto obviamente que aumenta muito os votos. Se fossem duas nomeações, com certeza, mas lembrarmo-nos que na primeira ronda de nomeações a Joana já tinha sido bastante votada. Isso não diz que pode não seguir esse caminho tão tranquilamente?», questionou.
Inês encerrou o debate defendendo que a antiga vencedora continua a ter uma base de apoio capaz de a proteger, mesmo que venha a enfrentar uma nomeação mais exigente.
«Eu acho que não, porque a verdade é que este tipo de postura tem ajudado muito a Joana a safar-se das nomeações. É um facto que aqui eu concordo com este tema do Adriano, e que aliás justo o que falaste foi o Adriano, que se não fosse com a Miranda, se fosse outra pessoa qualquer, eu acredito que ela ficaria nomeada, mas também acredito que a Joana seria salva pelos fãs que tem e por todos os que a acompanham», concluiu.
O debate deixou duas perspetivas distintas sobre Joana Albuquerque. Enquanto Adriano Silva Martins considera que o seu desempenho está longe de justificar uma presença na final, Inês Simões acredita que a reserva da concorrente e o apoio que mantém fora da casa poderão continuar a favorecer o seu percurso.
