Advogado de Frederica Lima pede prisão preventiva para Nuno Homem de Sá, anunciou o site Dioguinho, esta noite.
O caso envolvendo o ator Nuno Homem de Sá ganhou novos contornos esta terça-feira, com o advogado de Frederica Lima a solicitar ao tribunal a prisão preventiva do arguido, anunciou o site Dioguinho.
Pedido de prisão preventiva
Segundo o requerimento entregue ao Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial de Torres Vedras, Frederica Lima é vítima de violência doméstica continuada, assédio e perseguição: “O arguido tem-se comportado de forma reiterada e sistemática com o propósito de humilhar, perseguir, intimidar e coagir a vítima, ações essas que configuram violência doméstica continuada, incluindo ameaças diretas de morte, com frases como ‘imaginei a pegar-lhe na cabeça e esmagá-la contra a parede'”, afirma o advogado Pedro Nogueira Simões.
O documento detalha ainda que a vítima sofre “violência doméstica, assédio e perseguição constante, presencial e através de redes sociais, difamação e violação de domicílio, ameaças de morte e condutas intimidatórias que lhe causaram medo constante, sofrimento psicológico grave, diagnosticado como perturbação de stress pós-traumático, acompanhado de ideação suicida”.
Impacto na vida da vítima
O advogado de Frederica Lima acrescenta que os atos do arguido tiveram consequências diretas na vida da vítima: “O pedido de indemnização cível dos factos em que o arguido, de forma reiterada e consciente, praticou atos que humilharam, perseguiram e limitaram a liberdade de ação da vítima, provocando-lhe medo, ansiedade e alterações significativas na sua vida diária”.
Além disso, “as condutas do arguido resultaram em sofrimento físico e psicológico, obrigando a vítima a alterar residência, cessar atividades profissionais e modificar rotinas”. O requerimento pede ainda “indemnização por danos materiais e morais, incluindo despesas médicas, terapias, perdas financeiras, sofrimento psicológico, humilhação, medo e privação da liberdade de ação”.
Medidas adicionais solicitadas
O advogado sustenta que a prisão preventiva é necessária devido ao risco de continuação das condutas: “A vítima vive num estado de medo permanente, temendo pela sua vida e integridade física, dado que o arguido proferiu ameaças de morte e reiterou condutas de assédio e perseguição”.
Entre as medidas pedidas estão “proibição absoluta de contacto com a vítima, direta ou indireta; afastamento da residência e do local de trabalho da vítima; todas as providências necessárias para garantir a segurança física e psicológica da vítima”.
O processo prossegue agora com a análise do requerimento pelo tribunal, que decidirá se a prisão preventiva será aplicada.
