Afonso recorda mudança de vida antes do ‘Big Brother Verão’: “A minha mãe disse-me: ‘Se fores, vai agora’”, contou.
Afonso abriu o livro sobre uma fase decisiva da sua vida numa conversa com João Ventura, na casa do Big Brother Verão. O concorrente recordou a saída de Portugal, as experiências na Polónia e em Itália e explicou que, mais do que perseguir um sonho ligado ao futebol, queria conhecer o mundo e fugir a uma vida em que já não se via realizado.
O percurso fora do país nem sempre foi simples. Na Polónia, Afonso enfrentou um problema de saúde que acabou por condicionar a atividade física e levá-lo a perceber que não conseguiria continuar nas mesmas condições.
“Nem notas nada, tudo igualzinho. Pronto. E eles metem gelo e tudo, mas já estás a dormir, não notas nada (…)”, começou por explicar sobre o procedimento médico a que foi submetido.
Mais tarde, percebeu que o corpo não estava a responder como precisava. “Estava a correr e de repente eu: ‘Jesus, não aguento!’ Estava a lutar contra mim mesmo. Fiz um jogo, eu disse ao meu colega: amanhã peço para ir embora, não dá. Não dava, estava contra mim mesmo”, recordou.
Futebol deixou de ser a principal razão
João Ventura destacou a dificuldade de atravessar uma situação daquela dimensão sendo ainda tão jovem e estando longe de casa. Afonso, contudo, esclareceu que a decisão de partir já ia muito além de uma eventual carreira no futebol.
“Eu fui pelo sonho de conhecer o mundo também, não foi tanto pelo futebol, juro-te. O futebol já não era aquela paixão que era quando era pequeno”, confessou.
O concorrente assumiu ter percebido também quais eram os próprios limites no desporto e que a vontade de viver outras experiências acabou por falar mais alto.
“Não foi por cena do futebol só, foi queria sair, queria ver o mundo, queria viajar, queria conhecer novas pessoas, novas oportunidades, e tinha que ser agora”, explicou.
Colegas da fábrica incentivaram Afonso a partir
Antes da aventura internacional, Afonso trabalhava numa fábrica e tinha formação em soldadura. Apesar de se sentir acarinhado no emprego, foram precisamente alguns dos colegas mais velhos que o incentivaram a não permanecer ali apenas por segurança.
“Todos me diziam: não fiques, vai ver o mundo, faz outras coisas, porque aqui nunca vais ser valorizado como devias”, recordou.
A oportunidade de seguir para a Polónia surgiu através de um amigo. Mais tarde, a passagem por Itália foi possibilitada por um empresário.
Em casa, encontrou também o empurrão que precisava para avançar. “A minha mãe disse-me: ‘se fores, vai agora’”, contou.
Afilhado tornou-se um dos seus maiores motores
Afonso falou ainda do ritmo que chegou a manter aos 18 anos, conciliando trabalho num restaurante, treinos e ginásio. Apesar das dificuldades, foi continuando a procurar novas oportunidades e experiências fora da rotina que conhecia.
No final da conversa, o concorrente deixou transparecer aquilo que mais peso tem na sua vida pessoal. Além dos pais e da irmã, destacou a ligação ao afilhado.
“Acho que o meu afilhado era tipo a coisa mais importante. Eu amo os meus pais e a minha irmã, mas sou vidrado no meu afilhado. Só um ‘te amo’ (…) ia-me dar um power”, revelou.
A conversa mostrou assim um lado mais pessoal de Afonso, marcado pela vontade de sair da zona de conforto, pela experiência de viver fora de Portugal e por uma decisão tomada cedo: arriscar enquanto ainda sentia que tinha tempo para descobrir outros caminhos.
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