Ana Bola critica falta de reconhecimento nos Globos de Ouro: “Tenho ainda a esperança” do prémio Revelação, afirmou.
Ana Bola recorreu à ironia para falar de um prémio que nunca recebeu. Aos 74 anos, a atriz escreveu nas redes sociais que ainda espera conquistar um Globo de Ouro Revelação e associou a sua ausência da lista de vencedores à falta de reconhecimento de outras mulheres do humor.
A publicação surgiu depois das críticas de Maria Rueff à atribuição do Globo especial de 30 anos, na área do humor, a Ricardo Araújo Pereira. Ana Bola dirigiu também uma mensagem a Rueff e a Marina Mota, imaginando uma futura homenagem às três.
“A mim e a mais umas quantas”
A atriz questionou o espaço reservado às mulheres na atribuição dos galardões.
“O ‘matriarcado’ continua num patamar onde com raríssimas excepções o Globo não chega. É uma prateleira tão alta, mas tão alta que nem os olhos alcançam”, escreveu.
Foi nesse contexto que deixou a sugestão irónica: “Enfim, aos 74 anos, tenho ainda a esperança que um ano destes me possa ser atribuído o Globo Revelação. A mim e a mais umas quantas.”
Ana Bola descreveu a posição como uma “triste constatação”, rejeitando que se trate de “ressabiamento”.
Crítica aos critérios e uma recordação imprecisa
A publicação começou com o provérbio “Quem não se sente não é filho de boa gente” e uma referência aos critérios usados nestes prémios.
“Não soubéssemos nós o ‘critério’ com que são atribuídos este tipo de prémios (não é só em Portugal) e ficaria muito desiludida por nunca na minha vida ter recebido um Globo.”
Ao recordar uma nomeação de «A Mulher do Senhor Ministro», Ana Bola associou a derrota à estação que emitia o programa vencedor.
“Estive nomeada uma vez na vida com ‘A Mulher do Senhor Ministro’ mas não ganhei. O programa era da RTP e ganhou alguém da SIC, curiosamente…”
Nesse caso, porém, o Globo de Melhor Programa de Ficção e Comédia foi atribuído a «Contra Informação», também da RTP1.
Mensagem a Marina Mota e Maria Rueff
Apesar das críticas, Ana Bola felicitou os vencedores, antes de terminar com uma imagem de uma eventual homenagem tardia às três atrizes.
“Parabéns a todos os premiados de quem sigo o trabalho e muito admiro. Marina Mota, Maria Rueff, não fiquem tristes porque ainda havemos de ir as três nas nossas belíssimas cadeirinhas de rodas receber o ‘prémio V. Excelência’, isto se não morrermos de calor no Coliseu. Naquela parte em que metade dos espectadores já saíram…”
