Anna Westerlund sobre ataques após a morte de Pedro Lima: “Comecei a sentir o corpo estranho, começou pelas pernas, as mãos…”

Anna Westerlund sobre ataques após a morte de Pedro Lima: "Comecei a sentir o corpo estranho, começou pelas pernas, as mãos..."

Anna Westerlund sobre ataques após a morte de Pedro Lima: “Comecei a sentir o corpo estranho, começou pelas pernas, as mãos…”, revelou em entrevista ao Observador.

Anna Westerlund revelou novos detalhes sobre o momento em que soube do falecimento do marido, Pedro Lima.

Quando recebi a notícia, estava um psicólogo do INEM que se aproximou no sentido de dizer ‘Eu estou aqui, vai precisar desta ajuda’. E eu, no momento, disse ‘Eu sei, mas agora não consigo‘”, contou.

Anna Westerlund disse que lhe passou muita coisa pela cabeça na altura, mas que sabia que iria precisar de ajuda psicológica.

Será que eu preferia que o Pedro tivesse tido um cancro, uma coisa que dá para nos despedirmos e que tem um processo?”, referiu.

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Disse ainda que havia um “lado que lhe dizia que não quereria ter-se despedido dele”.

“Aprendi a perceber que a dor vem como uma onda gigante. E a onda vem e depois volta a ir. Sinto que vou aprendendo a sobreviver nessa onda, quando ela vem. Não deixo de sentir que houve uma Anna que morreu quando o Pedro morreu e estou a nascer de novo”, referiu.

Anna contou que começou a ter ataques de pânico desde a morte do marido.

Comecei a sentir o corpo estranho, começou pelas pernas, as mãos (…) Parei o carro de uma forma segura (…) Quando já tinha pessoas ao pé de mim que me diziam para sair do carro e apanhar ar, a sensação que eu tinha era que se me mexesse o meu corpo ia colapsar, e eu ia desmaiar ou ia morrer. Se eu me mexesse eu ia colapsar. Por acaso, estava a caminho da terapia e então ligaram a minha terapeuta e estivemos ao telefone como se fosse uma consulta. Ela ajudou-me“, disse sobre o primeiro ataque de pânico.

Contudo, não foi caso único e depois de muitos ataques, Anna Westerlund teve de pedir ajuda.

Por mais que eu tentasse racionalizar. Os sintomas físicos são tão fortes que sem querer pomos em causa. Por mais que te digam ninguém morre de um ataque de pânico, sentimos que o nosso corpo vai colapsar“, rematou.

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