Após apagão em Portugal, Luís Montenegro tranquiliza o povo, numa mensagem ao país feita na noite desta segunda-feira.
O primeiro-ministro de Portugal falou ao país na noite desta segunda-feira, afirmando que o apagão generalizado a nível nacional teve origem em Espanha.
Assim, destacou: “Não há ainda apuramento cabal da origem da situação que levou a este apagão no fornecimento de energia, quer em Portugal, quer em Espanha, mas há alguns elementos que apontam numa direção: não está relacionado com a rede elétrica portuguesa e, como estamos ligados à rede espanhola, terá sido nessa que teve origem a falha, que estará relacionada com o aumento abrupto na rede espanhola. Não conseguimos explicar, mas foi esse aumento da tensão em Espanha que fez disparar os mecanismos de segurança. É preciso calibrar a ligação com o consumidor final, é isso que os operadores estão agora a efetuar, para mão cair toda a ligação“.
No Palácio de São Bento, disse ainda que já está a ser analisada, nomeadamente com a REN, a necessidade de “reforçar a capacidade de prevenção e resiliência, para evitar situações como esta“.
“Ao contrário de Espanha, que pode contar da ajuda das redes de França e Marrocos, nós estamos completamente dependentes da rede espanhola. A verdade é que a circunstância de Espanha ter, nomeadamente com a Europa, limitações de interligação, também afeta a capacidade de fornecimento a Portugal. Há muito tempo que vimos lutando na União Europeia pelo reforços das interligações na Europa para podermos ter maior autonomia quer para receber quer para vender energia“, destacou.
Por fim, Luís Montenegro pediu também prudência, “face à desinformação em curso, devem seguir apenas as orientações das autoridades“.
Apagão: Pedro Nuno Santos criticou a Proteção Civil
Assim, na rede social X, Pedro Nuno Santos começou por classificar a situação que o país viveu de “tremenda anormalidade“.
“Num instante, aquilo que tomamos como garantido desapareceu, e o nosso quotidiano sofreu uma profunda alteração. De repente, o que era simples tornou-se difícil; o que era rotineiro tornou-se um desafio“, assinalou o líder do PS.
Por fim, deixou “uma palavra de solidariedade e agradecimento para todos os profissionais de saúde, de segurança e emergência, que foram fundamentais no apoio às populações”, mas deixa uma crítica clara: “A gestão da comunicação numa qualquer crise nunca é fácil, mas hoje exigia-se mais informação e celeridade por parte da Proteção Civil“.





