Catarina Miranda e Francisco Monteiro trocaram avisos sobre assuntos do exterior no “Big Brother All Stars”, depois de o concorrente mencionar Afonso Leitão, ex-namorado da líder. A discussão terminou com ambos a insinuarem que tinham informações capazes de atingir o outro, numa altura em que o comportamento de Francisco também motivou críticas no Extra.
O confronto aconteceu na noite de terça-feira, 20 de outubro, durante uma conversa sobre a amizade entre Catarina e Sandrina Pratas. A recém-chegada tinha contado, na “Cadeira Quente” que se seguiu à gala de domingo, que passava “horas ao telefone” com Catarina.
Francisco recuperou então uma conversa com a líder: “A Sandrina entrou e eu perguntei-lhe: ‘A Sandrina é tua amiga?’. E ela: ‘Ela é amiga do Afonso’. Eu só te perguntei se ela era tua amiga, não perguntei se ela era amiga do Paulo, do Júlio ou do Joaquim.”
Catarina pede que o ex-namorado fique fora da discussão
A menção a Afonso Leitão levou Catarina a interromper a conversa com um pedido explícito.
“Eu vou já aqui falar uma coisa, que é para ficar aqui registado que estamos todos: vou-te pedir para não voltares a falar do meu ex-namorado”, afirmou.
Francisco respondeu: “Foste tu que disseste”. Catarina apresentou depois a sua versão: “Não, foi ela que disse que é amiga do Afonso. Eu disse, mas tu é que trouxeste o assunto. Eu disse que ela é amiga e nem sequer falei o nome, tu verbalizaste aqui.”
O concorrente foi mais longe e manifestou vontade de ver Afonso entrar no programa: “Eu abdicava do meu lugar para ele entrar, fazia-me mais feliz.”
Catarina reagiu com um aviso sobre assuntos que também poderia trazer para a conversa.
“É feio ele estar a dizer isto. Ele estar a falar disto quando o próprio faz certas exigências, fica-te mal. Ou queres que eu também fale? Então, olha, amocha aí. Eu, para ele, não tenho uma, tenho várias.”
Francisco respondeu no mesmo tom: “Eu tenho uma para ti que vais mais alto que as nuvens e não voltas, ficas lá em cima em Plutão. Juro pela minha vida, era xeque-mate, mas não era aqui. Ela que entre aqui, queres bailar?”
Nenhum dos dois concretizou, nessa troca de palavras, as informações a que se referia.
Flávio Furtado separa amizade de análise ao concorrente
No Extra, Marta Cardoso quis perceber o que tinha provocado a rutura entre os dois.
“Ouvimos um lado, ouvimos o outro, ouvimos quem está mais para o lado do Francisco, quem está mais para o lado da Miranda. Agora vamos abrir aqui as hostilidades, porque isto é um fio longo. Na vossa opinião, em que é que se dá aqui a viragem, e hoje ouvimos tanto a Catarina como o Francisco no especial e deu para perceber aqui um bocadinho mais objetivamente as coisas, em que é que se dá a viragem e por causa de quem?”
Flávio Furtado começou por distinguir o Francisco que conhece fora da televisão daquele que observa no jogo.
“Custa-me imenso falar sobre Francisco Monteiro, porque é público e eu não escondo que gosto muito de Francisco Monteiro. A pessoa que conheço, a persona que entra nos realities, não gostei na primeira vez, mas lá está, como digo, vou comentar é nesta, nesta também não me tem custado.”
Para explicar a sua crítica, recorreu a uma comparação religiosa: “O Francisco Monteiro era bom para ser padre. Padre da igreja católica. Eu sou católico, mas faz-me confusão ir à missa e ficar ali calado a ouvir durante três horas uma homilia que ouvi há um ano, há três, há quatro, há cinco.”
“O Francisco precisa de ovelhas”
Flávio desenvolveu a comparação, defendendo que o concorrente procura pessoas que aceitem o que diz sem o questionarem.
“O Francisco precisa de ovelhas. Ele é o pastor, está ali, faz a pregação da palavra, e as pessoas têm que estar ali. Amém. E dêem paz ao Senhor, eu vos acompanho. E vai tudo feliz na paz do Senhor, se for como o Senhor quer. Neste caso, o Senhor com s pequeno, porque o Senhor com S grande está lá em cima a olhar por nós, que é o Francisco Monteiro.”
O comentador terminou essa análise com uma avaliação direta: “É isso que me faz confusão no jogo de Francisco Monteiro. Acho que ele é mimado. Eu tenho o privilégio de conhecer um outro Francisco Monteiro.”
O mal-estar do concorrente com os benefícios da liderança de Catarina também foi discutido. Marta Cardoso perguntou: “Por que é que vocês acham que o Francisco Monteiro, neste momento, está tão incomodado com tudo o que está acontecendo?”.
Flávio respondeu com ironia: “O que faz a rainha não é a coroa, nasce rainha, e a Catarina Miranda é rainha e, como diria alguém, I’m sorry.”
Cristiana Jesus aponta dificuldade em ver os outros brilhar
Cristiana Jesus considerou que Francisco está incomodado com o protagonismo conquistado por Catarina sem a sua intervenção.
“O Francisco Monteiro tem um grande problema: podem estar todos bem, mas nunca melhor que ele, ou nunca brilharem mais que ele. Ele, para mim, é um excelente concorrente de reality show, mas tem esse problema, ele nunca consegue apontar um elogio a alguém, ou seja, toda a gente pode estar bem, mas nunca acima dele, e ele viu a Catarina Miranda a brilhar sozinha, viu a Catarina Miranda a ter destaque sozinha, eu acho que isso o incomodou muito.”
Isabel Figueira defendeu que o concorrente deveria aproveitar as dificuldades para alterar a sua estratégia.
“Mesmo tendo este destaque todo, eu acho que ele devia inverter estas situações, porque eu tenho a ideia do Francisco de ser um excelente jogador, mas para mim, um brilhante jogador é aquele que olha para estas adversidades dentro do jogo, e transforma isto numa oportunidade para virar o jogo. E arranja-se uma estratégia, sem ser ofender, sem ser humilhar, sem nada.”
Escolha de Jéssica divide o painel
Outro tema em análise foi a decisão de Catarina Miranda de dar a Jéssica acesso à prova do líder. Marta Cardoso questionou as intenções da concorrente: “Parece-nos bem, parece-nos mal. Com que intenção é que ela terá feito isso? Foi de facto uma boa intenção como a Jéssica acabou de enumerar? Traz água no bico?”.
Cristiana Jesus viu na escolha uma forma de ajudar uma colega que considera mais vulnerável numa votação.
“Eu acho que, sinceramente, do grupo que lá estava, era a pessoa que mais precisava da imunidade caso fosse nomeada porque seria a pessoa com mais risco de sair cá para fora. Então acho que foi muito amiga da Jéssica em dar essa imunidade.”
Embora a comentadora tenha falado em imunidade, o benefício em discussão era o acesso à prova do líder.
Cristiana distinguiu ainda a situação de Jéssica da de Sandrina: “A Sandrina também acabou de entrar, acho que tem ainda que fazer a sua própria narrativa, brincar e ser a leveza também daquela casa. Enquanto a Jéssica, que não tem feito muito no jogo, precisa dessa imunidade para não sair.”
Perante as reservas de Flávio sobre a participação de Jéssica, acrescentou: “Olha, mas ela em algumas cadeiras quentes foi super assertiva.”
Sandrina não reivindicou o benefício
Marta Cardoso destacou que Sandrina não tinha considerado que Catarina devesse escolhê-la.
“A própria Sandrina, quando lhe é questionado mas não fazia mais sentido ela dar-te a ti, a Sandrina diz não, não me fazia sentido ela dar-me a mim.”
Flávio Furtado associou essa postura à entrada recente da concorrente: “A Sandrina entrou agora, tem menos anticorpos, quer lá dentro, quer cá fora. Cá fora se for nomeada, as pessoas talvez, quem não gosta dela não vai gostar nunca, mas aqueles que ainda não têm opinião, continuam a não ter opinião, é muito recente.”
Cristiana concordou com a ideia de que Sandrina não provoca rejeição imediata, levando Flávio a brincar: “Sim, é como a azeitona na festa.”
A intervenção de Miguel Vicente, que Sandrina interpretou como uma tentativa de criar divisões entre amigas, também mereceu um reparo de Isabel Figueira: “O Miguel joga pelas afinidades. Tem dias, porque também quando tem que mudar a sua rota… quando lhe interessa.”
Amizade ou proteção de uma adversária menos forte?
Isabel Figueira considerou que Catarina aliou estratégia e apoio a Jéssica.
“A Catarina acorda a pensar neste reality, dorme a pensar neste reality, porque todas as jogadas que ela faz, ela tem uma estratégia para. Acho que aqui sim, ela foi amiga da Jéssica, a Jéssica tem vindo a evoluir ao longo das semanas e aqui havia um risco, portanto, eu acho que ela ao fazer isto com a Jéssica, surpreendeu a todos, porque ninguém estava a contar com isto, mas também a protegeu numa altura que ela poderia, se ficasse ali nomeada, sair do jogo.”
Sobre as críticas de Miguel, a comentadora admitiu que lhe davam “vontade de rir”.
Flávio manteve uma leitura centrada na competição: “Eu acho que a Catarina Miranda é uma estratégia, ela já mostrou, já o disse, já provou, que amigos, amigos, negócios à parte. Gosto muito disso, se tiver que pagar um café, pago com o dinheiro do prémio que quer ganhar.”
O comentador terminou com uma hipótese para a decisão: “Eu acho que ela escolhe a Jéssica, talvez porque, na cabeça dela, não está a concorrente mais forte, quer para ir à prova do líder, quer para ir a votações. Eu preferiria pôr os mais fortes na probabilidade de serem nomeados e de irem à chapa, e votar por aqueles que eu considero que não são uma ameaça para mim.”
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