Big Brother All Stars: comentadores questionam estratégia de Francisco contra Luís e elogiam Catarina

Big Brother All Stars: comentadores questionam estratégia de Francisco contra Luís e elogiam Catarina, na noite de ontem.

A insistência de Francisco Monteiro em querer Luís Gonçalves fora do «Big Brother All Stars» levou Pedro Capitão e Gonçalo Quinaz a questionar os efeitos dessa estratégia. No «Extra», conduzido por Marta Cardoso, os comentadores defenderam que provocar um adversário até ao limite pode prejudicar quem procura fazê-lo sair.

A análise incluiu o contacto de ombros entre os dois concorrentes, as consequências da sanção aplicada a Luís e a atitude de Catarina Miranda, que reconheceu “um bom fundo” no rival durante um almoço.

Quinaz avisa que a insistência pode ter efeito contrário

Pedro Capitão considerou que Francisco está a seguir uma estratégia arriscada: “Eu acho que o Francisco, se este é o pensamento dele… que eu acredito que seja, porque nós já sabemos que houve aqui um embate muito forte entre ambos, este caminho não é o caminho certo.”

O comentador distinguiu a competição entre adversários da tentativa de provocar uma infração: “Eu não adivinho bom fim para esta movimentação de jogo. (…) Eu sou apologista de que um bom jogo e um bom jogador não é aquele que leva o outro ao limite, à exaustão, a ponto de provocar uma agressão e posteriormente uma expulsão direta.”

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Gonçalo Quinaz também criticou a postura de Francisco: “Temos que dar os parabéns pelo jogo. É difícil convivermos e vivermos também com alguém que não suportamos. Eu percebo isso perfeitamente. Agora, eu acho que ele está a ser pouco inteligente neste momento.”

Sobre a reação do público, advertiu: “Quando se começa a bater muito no ceguinho, vai surtir o efeito totalmente ao contrário.”

Contacto de ombros divide o painel

O episódio em que Luís e Francisco se tocaram à passagem entre o jardim e o interior da casa mereceu interpretações diferentes.

Pedro Capitão descreveu-o como “um tocar de ombro” e salientou as condições de circulação: “A porta não estava totalmente aberta. Havia um espaço ligeiramente curto para as pessoas circularem.”

Na sua leitura, o incidente integra uma pressão deliberada sobre Luís: “A verdade é que há um objetivo que é tirar o Luís do sério à força toda. (…) Vamos tirar o Luís a ver se ele se passa.”

Cristiana Jesus viu intenção na atitude do concorrente: “Acho que foi, obviamente, propositado por parte do Luís.” Ressalvou, contudo, a postura de Francisco: “E ele também não se desviou.”

A comentadora relacionou o contacto com a discussão que o antecedeu: “Foi um bocadinho desnecessário porque estavam a discutir. Se calhar, se não estivessem a discutir não seria igual.”

Quinaz distribuiu responsabilidades: “Para mim é intencional o toque. É intencional da mesma forma que é intencional a provocação com o Zaza.” Acrescentou: “O Luís sabe que, ao passar por ali, é inevitável o toque, o Zaza também, de forma intencional, vai procurar o Luís.”

Sanção vista como oportunidade pelos adversários

Gonçalo Quinaz considerou que a nomeação direta atribuída a Luís pode ter incentivado os rivais a procurar novas reações do concorrente.

“Tentar tirar proveito disso é… Houve uma sanção, o Luís ficou condicionado, acham eles, porque ele não demonstra isso. ‘Vamos tentar criar aqui mais reações nele, porque agora a mínima coisa, tudo o que ele possa fazer, o que é que pode acontecer? A expulsão direta’”, explicou.

Recorrendo ao futebol, comparou a situação a uma advertência antes da expulsão: “É como se o Luís tivesse levado aqui um amarelo para o segundo amarelo.”

O comentador antecipou ainda a continuação do conflito: “Estamos aí a 40% do que ainda vai escalar. Isto ainda não é nada.” Na sua avaliação, a duração prevista do programa e a força dos dois junto do público favorecem a permanência desta rivalidade: “Temos três meses de programa, dois concorrentes fortes, dois concorrentes com muito peso cá fora.”

Cristiana Jesus rejeita papel de vítima

Apesar das críticas à pressão exercida sobre Luís, Cristiana Jesus considerou que o concorrente também contribui para o ambiente de conflito.

“Também não acredito que lhe caiba bem o papel de vítima”, afirmou.

A comentadora contestou a forma como Luís descreve a reação dos colegas: “Ao dizer que está a ser atacado em matilha… Na verdade, as atitudes que ele tem incomodam muita gente lá em casa, mas ele também os provoca, provoca essas situações, por isso eu acho que o papel de vítima não lhe cabe nada bem a ele.”

Pedro Capitão também rejeitou esse posicionamento: “O Luís não tem perfil para bancar a vítima. (…) Não há necessidade nenhuma [de dizer que está a ser atacado em matilha], está à vista de toda a gente.”

Catarina elogiada por reconhecer qualidades no rival

A afirmação de Catarina Miranda sobre o “bom fundo” de Luís levou o painel a destacar a sua capacidade de separar a rivalidade de jogo da opinião sobre a pessoa.

“Uma vez mais tenho que lhe tirar o chapéu. Olha, hoje mais dois ou três tijolos porque, na realidade, ela, uma vez mais, lindamente, o discurso dela, a coerência, os exemplos que ela está a dar”, afirmou Quinaz.

O comentador contrastou essa intervenção com anteriores prestações: “Quem ouvir agora a Catarina Miranda falar, nunca viu concorrente a provocar tanto. Estou a comentar 4 ou 5 edições já dela, se havia alguém que provocava e que levava os concorrentes ao limite era a Catarina Miranda.”

Cristiana Jesus classificou-a como “super ponderada”. Pedro Capitão destacou as suas decisões: “A Catarina aprendeu com os erros. O Luís é um adversário declarado, mas ela ainda assim consegue fazer isso. (…) Andar atrás de uma pessoa com uma constante provocação, a ir pelo caminho mais fácil, não considero que seja um bom jogo. Aliás, as melhores jogadas até o momento foram protagonizadas pela Catarina Miranda.”

Quinaz manteve uma reserva: “Isso aí eu não vou concordar a 100% com o Pedro, porque o Pedro diz ‘ela aprendeu com os erros’. Até ao momento sim. Se ela durante estes próximos três meses se vai manter assim ou não, eu não sei, tenho algumas dúvidas.”

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