Big Brother: Margarida revela que “as agressões escalaram de me bater até eu desmaiar e de me prender em casa”, disse.
Na gala de ontem do Big Brother, um dos destaques foi a ‘Curva da Vida’ de Margarida Castro, que recordou os momentos que mais marcaram a sua vida até ao momento.
Big Brother: Margarida teve vida marcada pela violência
Nesse sentido, a infância da concorrente “foi muito boa” e “sempre rodeada de todos os familiares“.
“Quando eu nasci, eles mudaram-se para uma casa que eles compraram, que é a casa onde eu vivo até hoje, que é a única coisa que eu tenho deles juntos. Os meus pais juntos foram os melhores anos da minha vida, eles deram-me tudo o que podiam dar, deram-me bons valores, boa educação“, contou.
Posteriormente, em 2010, os pais da concorrente “divorciaram-se” e Margarida ficou “dois anos sem falar” com o pai.
“Sentia-me muito mal porque ele traiu a minha mãe. Senti que ele estragou uma coisa que era minha também, que era a minha família. A única coisa que me deixou algum trauma foi o meu pai nem sempre ser uma pessoa presente em momentos que, para mim, eram realmente importantes. E isso reflete um bocadinho a falta de confiança que eu tenho na palavra das pessoas“, referiu.
Ainda assim, quando tinha 14 anos, Margarida voltou a falar com o pai e viveu a sua primeira relação amorosa dois anos depois, aos 16.
Aos 20, sentiu que “queria ficar livre” e conheceu uma pessoa com quem viveu outra relação.
Contudo, em 2019, Margarida contou que foi vítima de violência doméstica na relação que viveu.
“Não sei se lhe devemos chamar o início de um pesadelo. No início, parecia ser um conto de fadas. Achava que tinha encontrado finalmente a pessoa com quem eu poderia fazer a família que me tinha sido quebrada. Foi uma personagem que eu criei na minha cabeça“, disse.
Seguidamente, em novembro desse ano, a concorrente foi agredida pela primeira vez.
Big Brother: Margarida mentiu em tribunal e voltou a ser agredida
“Todas as agressões pioraram. Inicialmente, foram agressões nas minhas pernas, nos meus braços, até que as agressões escalaram de me bater até eu desmaiar e de me prender em casa, de me bater horas e horas seguidas. Nada justifica a quantidade de vezes que fui agredida. Tive muito medo, porque ele vivia na minha casa sem o meu pai saber. Tinha o medo de o meu pai descobrir e ainda tinha medo de voltar a casa e não ser agredida. Tive muita sorte de eu não ter morrido ali dentro“, desvendou.
Porém, a “agressão mais grave” aconteceu em fevereiro de 2020 e Margarida ficou “com a cara totalmente desfigurada“.
Assim, no dia 8 desse mês, as agressões repetiram-se e decidiu contar tudo ao seu pai.
Ou seja, o homem que a agrediu “foi detido” como consequência.
Porém, dois meses depois, em abril, Margarida foi contactada da prisão e aceitou o pedido de desculpas desse homem, que disse que as coisas iam mudar.
“Foi absolvido em tribunal, porque eu fui lá e menti“, admitiu.
Contudo, após deixar de falar com o pai e os amigos, as coisas não mudaram.
“Não durou nem um mês, ele voltou a agredir-me“, referiu.
Por fim, Margarida decidiu expor tudo nas redes sociais e percebeu que não ia conseguir sair desta relação abusiva.
Porém, em outubro de 2021, a concorrente foi salva pela polícia e o homem foi novamente detido.
“Recuperei a minha vida toda. Fiz muita terapia e aprendi que mereço mais e melhor“, destacou.
Veja AQUI a curva da vida de Margarida.
