Carina Rodrigues recorda bullying na infância: “Tudo isso por não ter amigos na escola”

Carina Rodrigues recorda bullying na infância: “Tudo isso por não ter amigos na escola”, destacou nas redes sociais.

Carina Rodrigues, irmã de Fanny Rodrigues, partilhou um desabafo nas redes sociais sobre uma fase difícil da sua infância e adolescência.

Num texto emotivo, a jovem recordou os anos marcados pelo isolamento, pelo bullying e pela forma como a música acabou por se tornar um refúgio.

Uma infância vivida entre música e solidão

Carina começou por olhar para a menina que foi, deixando claro que é essa versão de si própria que continua a querer orgulhar.

“𝗔𝗼 𝗳𝗶𝗺 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮, 𝗮 ú𝗻𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗼 𝗶𝗺𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗿 é 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮. 𝗔 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗮𝘃𝗮 𝗵𝗼𝗿𝗮𝘀 𝗲 𝗵𝗼𝗿𝗮𝘀 𝘁𝗿𝗮𝗻𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗻𝗼 𝗾𝘂𝗮𝗿𝘁𝗼 𝗮 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗸𝗮𝗿𝗮𝗼𝗸𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗶𝗰𝗶𝗮 𝗞𝗲𝘆𝘀, 𝗕𝗲𝘆𝗼𝗻𝗰é, 𝗝𝗲𝘀𝘀𝗶𝗲 𝗝, 𝗥𝗶𝗵𝗮𝗻𝗻𝗮, Á𝘂𝗿𝗲𝗮… 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗺𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗝𝘂𝘀𝘁𝗶𝗻 𝗕𝗶𝗲𝗯𝗲𝗿… 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝘂𝘁𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮𝘃𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗮 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗿 𝘂𝗺 𝘃í𝗱𝗲𝗼 𝗻𝗼 𝗬𝗼𝘂𝗧𝘂𝗯𝗲”.

A música surge, assim, como uma espécie de abrigo emocional num período em que Carina se sentia afastada dos colegas.

Bullying, aparência e falta de amigos

No mesmo texto, Carina Rodrigues explicou que o isolamento não era apenas uma escolha. A jovem recordou o peso das críticas e dos rótulos que a acompanharam na escola.

“𝗧𝘂𝗱𝗼 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗻ã𝗼 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗺𝗶𝗴𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮. 𝗣𝗼𝗿 𝘀𝗲𝗿 ‘𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗿𝗮𝗽𝗮𝘇’. 𝗣𝗼𝗿 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲𝗿 𝘀𝘂𝗳𝗶𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗯𝗼𝗻𝗶𝘁𝗮, 𝗽𝗼𝗿 𝘀𝗲𝗿 𝗴𝗼𝗿𝗱𝗮, 𝗽𝗼𝗿 𝘁𝗲𝗿 𝗼𝘀 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝘁𝗼𝗿𝘁𝗼𝘀… 𝗲, 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝘃𝗲𝗿 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝘂𝗺 𝗽𝗮í𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼, 𝗻𝗮 𝗮𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗶”.

A exposição pública da família acabou por agravar uma fase que já era sensível para Carina.

A música como refúgio

Com a família exposta ao olhar do país, Carina assumiu que se fechou ainda mais sobre si própria.

“𝗜𝘀𝗼𝗹𝗲𝗶-𝗺𝗲 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀. 𝗘 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗲𝗿𝗮 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗰𝗮𝗻𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝗹𝗮𝘀. 𝗧𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗽𝗶𝗮𝗿 𝗮𝗼 𝗺á𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗼 𝘀𝗼𝘁𝗮𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗹𝗮𝘀. 𝗦𝗲𝗿 𝗲𝗹𝗮𝘀. 𝗘 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼… 𝘀𝗲𝗿 𝗮 ‘𝗢𝗻𝗲 𝗟𝗲𝘀𝘀 𝗟𝗼𝗻𝗲𝗹𝘆 𝗚𝗶𝗿𝗹’ “.

A partilha mostra uma memória marcada pela dor, mas também pela tentativa de encontrar força em referências musicais que a faziam sentir-se menos sozinha.

Um desabafo sobre a menina que ficou para trás

Ao recuperar estas memórias, Carina Rodrigues não fez apenas um relato sobre bullying. Fez também uma homenagem à criança e adolescente que enfrentou dias difíceis em silêncio.

A irmã de Fanny Rodrigues expôs uma parte íntima do seu percurso e mostrou como a solidão, a exposição pública e a falta de aceitação marcaram a sua juventude.

Ainda assim, a mensagem deixa também uma ideia de superação. Hoje, Carina olha para essa menina com carinho e parece querer dar-lhe, finalmente, o reconhecimento que não recebeu naquela altura.

Veja a publicação AQUI.

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