Carolina Ortigão emociona-se na SIC ao falar da mãe: “Eu não tenho como resolver”

Carolina Ortigão emociona-se na SIC ao falar da mãe: “Eu não tenho como resolver”, assinalou a comentadora.

Carolina Ortigão levou ao Passadeira Vermelha um tema íntimo, duro e cada vez mais presente em muitas famílias. A comentadora da SIC Caras, mãe do ator Lourenço Ortigão, falou da situação da sua mãe, de 89 anos, que está acamada, sem mobilidade e dependente de cuidados permanentes.

O testemunho surgiu em estúdio e deixou evidente a angústia da comentadora. Carolina explicou que a mãe se encontra numa instituição privada, mas que os recursos financeiros chegaram ao fim. Agora, a família vê-se sem solução viável.

“O dinheiro está a acabar”

Carolina Ortigão não disfarçou o desespero perante os custos dos cuidados da mãe. A idosa precisa de assistência constante e, segundo a comentadora, já não existem reservas para suportar a instituição.

Em direto, desabafou: “A minha mãe está numa instituição privada e o dinheiro está a acabar. Não tem, acabou. Literalmente acabou. E como é que é? Quem é que paga?“

A pergunta ficou no ar com o peso de quem já procurou alternativas e não encontrou resposta. Carolina falou de um impasse familiar, mas também de uma realidade que ultrapassa o caso pessoal.

Segurança Social e Junta não deram resposta viável

Entretanto, a comentadora explicou que tentou recorrer às estruturas disponíveis. Procurou apoio junto da Segurança Social e da Junta de Freguesia, mas encontrou portas fechadas ou soluções impossíveis para a sua realidade.

Carolina denunciou: “Não consegues, porque todas as instituições do Estado custam-te dois mil euros, ou então vai-te parar a Braga ou à Guarda. Eu não tenho onde pôr a minha mãe“

O problema, segundo a própria, não está apenas na falta de vagas. Está também nos valores pedidos e na distância de algumas soluções apresentadas.

Despesas diárias agravam o drama

Além da mensalidade da instituição, há ainda os custos de tudo aquilo que acompanha uma pessoa acamada. Carolina Ortigão falou de fraldas, medicamentos e cuidados permanentes.

Visivelmente angustiada, afirmou: “Eu não tenho como resolver, eu não sei como resolver. É desesperante. É fraldas, é remédios, é tudo. Eu não tenho como resolver“

A frase expôs o desgaste de uma família sem margem financeira e sem resposta imediata. Mais do que uma partilha televisiva, foi um pedido de compreensão sobre uma situação limite.

Liliana Campos recorda experiência com a mãe

Perante o testemunho, Liliana Campos também interveio. A apresentadora recordou a sua própria experiência familiar, ao cuidar da mãe, que morreu em 2016 depois de anos dependente de assistência.

Liliana afirmou: “Foi o caso da minha mãe, esteve acamada sem se mexer. Tens de a trazer para casa e tu deixas de ter vida“

A observação mostrou empatia, mas também a dureza de uma possibilidade que Carolina Ortigão diz não conseguir assumir.

Carolina fala num “problema muito grave”

Apesar da sugestão de levar a mãe para casa, Carolina Ortigão foi clara. A comentadora garantiu não ter essa “hipótese” e classificou a situação como “um problema muito grave” para a família.

O momento tornou-se um dos mais emocionais do Passadeira Vermelha. Sem filtros, Carolina colocou em televisão uma realidade difícil: a de quem precisa de cuidar, quer cuidar, mas já não sabe como pagar ou onde encontrar ajuda.

Assim, o desabafo da comentadora abriu uma ferida que muitas famílias conhecem em silêncio. Quando a velhice exige cuidados permanentes, a falta de respostas pode transformar o amor familiar numa corrida desesperada contra contas, vagas e limites humanos.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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