Caso Carlos Castro: Lili Caneças terá avisado jornalista antes da viagem para Nova Iorque, com Renato Seabra.
O podcast “Os Ficheiros do Caso Carlos Castro”, do Observador, trouxe uma revelação sobre os dias que antecederam a viagem do cronista social para Nova Iorque. Segundo a informação divulgada, Lili Caneças terá alertado Carlos Castro sobre as intenções de Renato Seabra.
O tema foi depois comentado no programa V+ Fama, transmitido esta terça-feira, 5 de maio, no V+ TVI. Em estúdio, Adriano Silva Martins fez uma clarificação sobre o alegado aviso.
Aviso de Lili Caneças não foi sobre o crime
Antes de a conversa avançar, Adriano Silva Martins sublinhou que o alerta de Lili Caneças não dizia respeito ao assassinato de Carlos Castro. O comentador explicou que o aviso estaria relacionado com os “interesses que Renato Seabra podia ter“.
Assim, o painel analisou a relação entre Carlos Castro e Renato Seabra antes da viagem para os Estados Unidos.
António Leal e Silva recorda o momento
Entretanto, António Leal e Silva contou que estava com Lili Caneças quando a conversa aconteceu. O comentador explicou que conhecia Carlos Castro e recordou a importância que o cronista social tinha na altura.
“Por acaso isto tem toda a lógica e é verdade, porque eu lembro-me perfeitamente. Eu estava com a Lili, por isso estou perfeitamente enquadrado. Eu conhecia o Carlos, não éramos íntimos, mas era uma pessoa com quem eu me cruzava, porque na altura ele era o grande socialite, era o que lançava, era o cronista social com mais peso. Isso é verdade: ele estava completamente louco com este miúdo, completamente apaixonado por este miúdo“
Depois, António Leal e Silva situou o episódio numa gala da Abraço. Segundo o comentador, Carlos Castro apresentava Renato Seabra como seu namorado.
“Isto foi uma história que se passou na gala da Abraço, estava tudo na conversa e o Carlos apresentava o miúdo como namorado dele. Pelo menos ao pé de mim, o miúdo nunca disse que era mentira. O miúdo estava calado, era discreto, não era de grandes falas, bonito, educado, estava normalmente ao lado do Carlos. E o Carlos já tinha viajado com ele para vários sítios e estava completamente embevecido e apaixonado pelo miúdo“
Lili Caneças terá pedido prudência
Além disso, António Leal e Silva revelou o teor do aviso que Lili Caneças terá deixado a Carlos Castro. O comentador afirmou que também alertou o cronista, ainda que por outras palavras.
“A Lili, como sempre, é uma pessoa direta e frontal e eu próprio também disse ao Carlos na altura, por outras palavras, mas disse. Dissemos, neste caso foi a Lili, que estamos a falar dela, mas eu por acaso também disse. Porque o Carlos estava completamente, já praticamente aquilo estava de casamento marcado. E a Lili disse: “Filho, mete os pés no chão, olha-te ao espelho, pensa um bocadinho”. Não estamos a falar de questões físicas, estamos a falar de todo o envolvimento, a idade, tudo. E a Lili disse: “Tem juízo”. Não sei bem as palavras que ela usou, porque já não me lembro, mas disse: “Tem calma, tem juízo, põe os pés na terra e vê lá se pensas um bocadinho e se tens juízo contigo próprio. Faz a tua vida, deixa-te lá de filmes, não viajes na maionese”“
Desta forma, o comentador descreveu um ambiente em que Carlos Castro estaria muito envolvido emocionalmente.
Carlos Castro acreditava tratar-se do “amor” da sua vida
António Leal e Silva recordou também a reação de Carlos Castro perante os avisos. Segundo o comentador, o cronista social não via a relação da mesma forma que os amigos.
“Ele dizia: “Não, não. Não é nada, porque é não sei quê, porque vai ser e porque é o amor da minha vida”. Nós achámos aquilo estranhíssimo, porque era um casal improvável e ela, na altura, disse-lhe, porque ele já estava num delírio“
Pouco tempo depois, Carlos Castro viajou para Nova Iorque, onde foi assassinado em janeiro de 2011.
Comentador fala em tragédia para ambos
No final da análise, António Leal e Silva considerou que o desfecho foi doloroso para todos os envolvidos. O comentador afirmou que o caso também marcou a vida de Renato Seabra.
“foi muito triste para ambos“
Depois, acrescentou:
“Porque eu também sinceramente – as pessoas podem não entender em casa, mas eu tenho que dizer o que eu penso – tenho muita pena deste miúdo, porque este miúdo acabou com a vida praticamente dele, foi preso, são muitos anos que ele tem que cumprir pena […] Este miúdo ficou com a vida desfeita“.
Assim, a revelação feita no podcast do Observador voltou a trazer o caso Carlos Castro para a discussão pública, com novos testemunhos sobre o período anterior à viagem para Nova Iorque.




