CDS-PP toma posição sobre adiamento das touradas em Santarém

CDS-PP toma posição sobre adiamento das touradas em Santarém

CDS-PP toma posição sobre adiamento das touradas em Santarém, devido a uma decisão da delegada regional de saúde.

Abaixo, deixamos o comunicado da Comissão Executiva do CDS-PP:

“A escassos dois dias de começar a primeira de duas touradas agendadas há várias semanas para Santarém, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) decidiu inviabilizá-las, conduzindo ao seu cancelamento ou adiamento sine die. 

A decisão em causa é, a todos os títulos, injustificada, traduzindo, em boa verdade, um aviltamento do sector da tauromaquia, que, não sendo, novo, é reprovável e deveria fazer corar de vergonha o Governo.

Note-se que, num primeiro momento, a delegada de saúde local começou por colocar em causa que a praça de touros de Santarém, a maior do país, fosse uma sala de espectáculos, procurando limitar a sua lotação ao máximo, quando, na verdade, a praça de touros Monumental Celestino Graça, respeitando as directrizes aplicáveis, já só iria ser ocupada a 50%.  

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Uma vez reconhecido o erro de análise, entrou em acção a DGS, impondo que, para além do plano de contingência, naturalmente, a ser implementado, só fossem admitidos espectadores com teste de Covid feito nas 24 horas anteriores à da data do evento. O efeito foi o desejado: a inviabilização destas duas touradas, já com bilhetes vendidos, aliás, esgotados, uma enormíssima perturbação para os organizadores, cavaleiros, ganadeiros e grupos de forcados, além dos prejuízos para a restauração e hotelaria. 

É cada vez mais evidente que este Governo se afadiga a matar uma tradição nacional, apertando cada vez mais o garrote: na proibição da transmissão de touradas pela RTP, no IVA acrescido destes espectáculos e, agora, na criação de medidas discriminatórias e, como tal, inconstitucionais, à assistência de touradas.

O CDS-PP, repudiando esta ocorrência, exorta o Governo a cumprir a Constituição e a lei, permitindo que os espectáculos em causa, realizados ao ar livre, tenham lugar nos termos previstos, assim se repondo a legalidade violada e o respeito que esta actividade e os seus profissionais e aficionados devem merecer. 

Lisboa, 9 de Junho de 2021.

Pedro Melo

Vice-Presidente do CDS / PP”

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