Cláudio Viana faz apelo após dois anos sem ver o filho: «Não vejo luz ao final do túnel»

Cláudio Viana faz apelo após dois anos sem ver o filho: «Não vejo luz ao final do túnel», afirmou hoje na TVI.

Cláudio Viana diz estar há cerca de dois anos sem conseguir ver pessoalmente o filho Benjamim, de seis anos, que vive com a mãe na Colômbia. O antigo concorrente do «Secret Story 3» esteve esta sexta-feira, 28 de agosto, no «Dois às 10», onde relatou o impasse com as autoridades colombianas, criticou a resposta da embaixada portuguesa e pediu ajuda para voltar a entrar no país.

A entrevista apresentou a versão de Cláudio Viana sobre um conflito que envolve processos e acusações graves de ambas as partes. Daniela, mãe da criança, já tinha divulgado um comunicado no qual rejeitou ser a única responsável pelas restrições e apresentou uma narrativa diferente.

Retido durante várias horas na imigração

Cláudio Viana situou o início do problema em novembro de 2024. Ao regressar à Colômbia depois de uma viagem ao Brasil, foi retido no controlo de passaportes durante cerca de seis horas.

“Em novembro de 2024, sou barrado pela primeira vez na Colômbia”, recordou.

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Segundo o seu relato, permaneceu numa sala sem receber informações concretas sobre o que estava a acontecer. No final, foi informado de que não poderia entrar no país.

“Disseram: ‘Você não pode entrar na Colômbia’”, contou, acrescentando que as autoridades terão invocado a existência de uma denúncia e o caráter confidencial do processo.

O antigo concorrente afirmou ter gastado “cerca de mil e tal euros” numa tentativa posterior de obter um visto. O pedido também não terá avançado: “Peço desculpa, senhor Cláudio, mas o seu visto não vai para a frente porque é necessária a autorização da mãe do seu filho”, terá sido a resposta recebida.

Cláudio Ramos lembra que a decisão pertence às autoridades

Durante a conversa, Cláudio Viana atribuiu a proibição às denúncias apresentadas por Daniela. Cláudio Ramos fez questão de esclarecer que a decisão formal de impedir a entrada não depende diretamente da mãe da criança.

“Uma coisa é ela denunciar, outra coisa é eles impedirem a tua entrada, porque significa que o Estado ou quem será, tem uma coisa que diz: este senhor não pode entrar. Não é ela que impede”, observou o apresentador.

Cláudio Viana confirmou que o processo “está em movimento”, mas mostrou-se inconformado com a demora: “Essa é a minha questão para os advogados: como é que é possível ela ter tanto poder?”

O ex-concorrente criticou igualmente a assistência que afirma ter recebido da representação diplomática portuguesa.

“Falei com a embaixada. A embaixada diz que vai tratar, vai tratar, até hoje”, desabafou.

“Qual é o objetivo das embaixadas existirem nos outros países? Se é salvaguardar e apoiar os cidadãos desse país, não estou a ver nada. Já passaram dois anos”, acrescentou.

Avó permitiu novo contacto entre pai e filho

Apesar de continuar sem estar presencialmente com Benjamim, Cláudio Viana voltou a falar com a criança através da sua mãe, que viajou duas vezes até à Colômbia durante este ano.

“A minha mãe, avó do Benjamim, este ano conseguiu ir à Colômbia duas vezes”, explicou.

Durante as visitas, com uma duração de sete dias, a avó chegou a um entendimento com Daniela e proporcionou conversas telefónicas entre pai e filho. Cláudio Viana emocionou-se ao recordar que Benjamim já compreende melhor as memórias partilhadas.

“Ele com seis anos já articula bem uma frase. Até aos três, quatro falava, mas dificilmente conseguia entender”, afirmou.

“Hoje em dia ele já sabe tudo, sabe as cidades, sabe onde esteve com o pai. Foi isso que me fez ficar mais emocionado”, acrescentou.

«Acostumei-me praticamente a alugar o meu filho»

Cláudio Viana descreveu uma comunicação irregular com Daniela e acusou a ex-companheira de o bloquear repetidamente no WhatsApp.

“Tentava ligar, ela fazia questão de me bloquear constantemente”, afirmou, alegando que o contacto era retomado sobretudo quando existiam questões financeiras.

A situação levou-o a usar uma expressão particularmente dura: “Eu acostumei-me praticamente a alugar o meu filho.”

Segundo Cláudio, as denúncias apresentadas contra si incluíram acusações de violência, incumprimentos financeiros e comportamentos relacionados com a segurança da criança. O ex-concorrente negou a generalidade das acusações e declarou: “Das cinco denúncias, quatro foram limpas e mostraram que não tinham fundamento.”

Esta afirmação corresponde à versão de Cláudio Viana e não foi acompanhada, durante a entrevista, pela apresentação das respetivas decisões judiciais.

Cláudio Viana admite agressão mostrada em vídeo

Questionado sobre um vídeo no qual surge uma agressão, Cláudio Viana reconheceu que as imagens mostram um pontapé. Procurou, contudo, enquadrar o episódio num relacionamento que descreveu como conflituoso desde o nascimento do filho.

“Isso foi um culminar de várias situações. Ela usou esse vídeo. Foi inteligente, eu fui burro, porque as pessoas acreditam no vídeo, mas não vão acreditar que uma vez agrediste. Se nesse vídeo tem esse pontapé, é considerado agressão”, admitiu.

Cláudio Viana alegou também que terá sido agredido por Daniela: “Ela também me agrediu e fiz questão também de mostrar.”

O antigo concorrente afirmou que, independentemente dos conflitos entre os dois, a prioridade deveria ser o contacto com a criança.

“Se o objetivo aqui é a criança, se eu fui um mau parceiro para ela, se ela foi uma má parceira para mim, já não quero saber nada disso”, declarou.

Nacionalidade portuguesa de Benjamim entra no processo

Cláudio Viana afirmou que Benjamim tem nacionalidade portuguesa e colombiana. Segundo o seu relato, as entidades portuguesas envolvidas no caso chegaram a trabalhar com informação incorreta sobre a nacionalidade da criança, tendo sido a avó a enviar o respetivo registo.

“Está aqui a prova que o Benjamim de facto é cidadão português, mas a embaixada não fez esse trabalho e eu coloco as mãos na cabeça”, lamentou.

A nacionalidade portuguesa do menino é um dos argumentos invocados pelo pai para pedir uma intervenção mais ativa das autoridades nacionais.

“Eu tenho direito de vê-lo e ele também tem direito de me ver”, defendeu.

Daniela rejeita responsabilidade exclusiva pelas restrições

Antes da entrevista, Daniela tinha divulgado um comunicado sobre o conflito no qual contestou a versão apresentada publicamente por Cláudio Viana.

“Eu NÃO iniciei um processo judicial para tentar retirar a alguém o direito de ser pai. Eu fui a pessoa denunciada, apontada e atacada durante aproximadamente quatro anos”, declarou.

A mãe de Benjamim afirmou que as restrições resultaram de intervenções de diferentes autoridades e processos, não apenas da sua vontade. No comunicado, apresentou acusações relacionadas com o cumprimento dos períodos de contacto com a criança, pagamentos, decisões escolares, condições em que o filho teria regressado de algumas viagens, violência doméstica e alegadas ameaças contra si e familiares.

Daniela revelou ainda a existência de processos penais na Colômbia: “E é importante esclarecer que este não seria o único processo judicial relacionado com esta pessoa na Colômbia. TENHO DOIS PROCESSOS PENAIS.”

Estas acusações foram apresentadas pela própria e não permitem, isoladamente, concluir qual das versões corresponde ao que está estabelecido nos processos conduzidos pelas autoridades.

«Não vejo luz ao final do túnel»

Na parte final da entrevista, Cláudio Viana mostrou-se desanimado com a duração do impasse.

“Não vejo luz ao final do túnel, Cristina. A única forma de ver luz ao final do túnel é esperar, que eu não quero esperar”, afirmou.

O antigo concorrente terminou com um pedido dirigido aos espectadores: “Se alguém em casa tiver um contacto, por favor, que me possa ajudar, nem que fale com o Presidente da República para falar com o Petro, o Presidente da Colômbia.”

O caso permanece envolvido em versões contraditórias e processos que, segundo os próprios intervenientes, continuam em curso. Até existir uma decisão conhecida das autoridades competentes, não é possível atribuir exclusivamente a qualquer uma das partes a responsabilidade pelo afastamento entre Cláudio Viana e o filho.

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