Cristina Ferreira nega ligação a empresa insolvente e responde à imprensa

Cristina Ferreira nega ligação a empresa insolvente e responde à imprensa de forma clara e objetiva.

Cristina Ferreira esclareceu as notícias que relacionavam o seu nome com a insolvência de uma empresa de calçado. A apresentadora garante que a sociedade não lhe pertence e que a relação comercial terminou há mais de um ano.

O caso foi posteriormente analisado no «Passadeira Vermelha», onde os comentadores discutiram a forma como a imprensa apresentou a informação e a responsabilidade de uma figura pública quando associa o nome a uma marca. Já no «Dois às 10», Cristina voltou ao assunto e deixou críticas a quem noticiou o caso.

Cristina Ferreira esclarece relação com empresa

A apresentadora revelou que soube da insolvência através de um jornalista, na terça-feira, 1 de setembro. Cristina Ferreira mostrou-se desagradada com os títulos que sugeriam que uma das suas próprias empresas tinha falido.

“Gosto pouco de desonestidade e gosto muito menos que tentem arranjar notícias que, de alguma forma, manchem um bocadinho a minha credibilidade”, afirmou.

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Segundo explicou, a sociedade em causa era uma empresa do Norte responsável pela produção e comercialização das coleções de calçado que utilizavam o seu nome. Cristina aprovava os produtos, mas não estava envolvida na gestão.

“Já não trabalho e não tenho ligação há mais de um ano. Não tenho qualquer tipo de relação, a empresa não é minha, a gestão não é minha”, esclareceu.

A diretora de entretenimento e ficção da TVI garantiu que a parceria decorreu sem problemas enquanto esteve ativa: “Enquanto tive as minhas coleções de sapatos, tudo correu bem”.

Empresas atuais não estão relacionadas com insolvência

Cristina Ferreira fez questão de separar a sociedade insolvente dos seus projetos atuais. A Cristina Collection, a Casa Irabi Forever e a Gira não terão qualquer ligação à antiga parceira de calçado.

A apresentadora referiu ainda a colaboração com a Spacio na área do vestuário, esclarecendo que o respetivo site lhe pertence.

“Não tenho nada a ver com essa empresa, nem com a gestão da empresa que infelizmente foi à falência. Só para que fique esclarecido, não tem nada a ver comigo”, reforçou.

O esclarecimento procurou responder às notícias que apresentavam a insolvência como um problema relacionado com as lojas ou empresas detidas pela comunicadora.

Liliana Campos critica títulos feitos para gerar cliques

O tema chegou ao «Passadeira Vermelha», da SIC Caras, na emissão de quarta-feira, 2 de setembro. Liliana Campos considerou necessário o esclarecimento, uma vez que algumas notícias terão deixado dúvidas sobre a propriedade da empresa.

“Houve sites que fizeram a notícia de forma a colocar no ar a dúvida se seria uma empresa da Cristina ou se seria a empresa da Cristina que tinha aberto insolvência”, observou.

A apresentadora do formato relacionou essa abordagem com a procura de cliques: “Nós sabemos como é que isto funciona para o clickbait”.

“É importante a Cristina falar e vir dizer, ou virmos da boca dela realmente o que é que aconteceu, porque já estavam a ligar tudo e continuam, na verdade”, acrescentou.

Carolina Ortigão também afirmou acreditar “em absoluto na justificação que ela dá” e criticou a forma como o nome de Cristina Ferreira foi associado ao caso.

“O que é triste é que a imprensa imediatamente se aproveita disto para abrir uma caixa”, lamentou, recordando a reação que teve ao ler as primeiras notícias: “Eu, quando li, digo: ‘É lá, Cristina Ferreira e a sua empresa’”.

Sofia Jardim aponta responsabilidade na escolha das marcas

Sofia Jardim reconheceu que Cristina Ferreira não teve responsabilidade na insolvência, mas defendeu que a associação do nome a uma empresa produz consequências positivas e negativas.

“Não tendo responsabilidade nenhuma sobre a falência da empresa e vindo justificar, fez muito bem em justificar, mas isto é uma coisa que acontece muito: ela é uma figura pública, associou o nome dela a uma marca, portanto ela já está… o nome dela já é uma marca, não é? Portanto, associou uma marca e isto é para o bom e para o mau”, analisou.

Para a comentadora, a publicidade feita anteriormente explica que o público continue a relacionar Cristina Ferreira com os produtos, mesmo depois do fim da parceria.

Liliana Campos questionou como seria possível prever a insolvência: “Mas como é que ela ia imaginar há não sei há quantos anos?”.

A apresentadora recordou que empresas aparentemente estáveis também podem atravessar dificuldades. Sofia Jardim manteve, contudo, que uma figura pública deve ser criteriosa nas parcerias que estabelece.

Filipa Torrinha acusa Cristina de utilizar as mesmas estratégias

Filipa Torrinha considerou que Cristina Ferreira “fez muito bem em esclarecer o que achou necessário”, de forma “muito clara e muito concisa”. A comentadora também criticou aquilo que classificou como “má prática profissional” por parte de alguns órgãos de comunicação.

No entanto, apontou uma contradição na postura da apresentadora.

“A Cristina é a primeira pessoa a utilizar as mesmas armas ou parecidas (…) que a imprensa quando, por exemplo, anuncia um casamento que não é um casamento (…) para vender um produto”, afirmou.

Filipa Torrinha classificou essa estratégia como um jogo de exposição e de clickbait, defendendo que “a imprensa faz o que a Cristina faz ou muito parecido”.

A comentadora questionou ainda se existiria “uma espécie de hipocrisia” no protesto da apresentadora: “Não sentem que há uma espécie de hipocrisia aqui, de uma certa ironia? Porque, ao mesmo tempo que a Cristina se queixa disto, também se alimenta precisamente disso e faz disto, não é?”.

Liliana Campos concordou que Cristina estaria a experimentar “o próprio veneno”.

Rapidez do esclarecimento também foi questionada

Filipa Torrinha comparou a rapidez desta reação com a postura assumida por Cristina Ferreira noutras polémicas.

“A celeridade que observamos aqui em relação a este tema versus o tema da violação é completamente diferente”, apontou.

A comentadora disse não acreditar que a notícia sobre a insolvência tenha consequências duradouras para a imagem da apresentadora.

“Não acho que vá estragar a reputação da Cristina Ferreira, porque a Cristina Ferreira faz isso brilhantemente sozinha, infelizmente”, declarou.

Filipa Torrinha esclareceu que simpatiza com Cristina Ferreira, mas considera impossível analisar este episódio sem ter em conta a sua relação habitual com a imprensa e a exposição mediática.

Carolina Ortigão mostrou-se mais otimista e espera que o caso possa levar a uma reflexão: “Admito e acredito e espero que seja também porque a vida é uma aprendizagem, que para ela isto também seja uma aprendizagem”.

Sofia Jardim acrescentou que espera que a comunicadora passe a ponderar melhor as marcas às quais associa o seu nome.

Cristina Ferreira volta ao assunto no «Dois às 10»

Na manhã desta quinta-feira, 3 de setembro, Cristina Ferreira recuperou o tema durante a rubrica «Conversas de Café», no «Dois às 10».

A discussão começou quando o painel comentava o facto de João Neves ter chegado a um treino do Paris Saint-Germain numa carrinha com matrícula portuguesa. O futebolista foi elogiado pela alegada humildade, levando Cristina a comparar o tratamento dado aos dois casos.

“Eu, se aparecesse com uma carrinha amanhã, diziam que era porque tinha ido tudo à falência, os meus negócios. Era logo, humildade não tinha nenhuma”, afirmou.

A apresentadora considerou que existe uma vontade recorrente de associar o seu nome a dificuldades financeiras.

“Há 20 anos que a imprensa quer que eu vá à falência, graças a Deus… Até posso ir, ninguém sabe o dia de amanhã”, declarou.

Cristina Ferreira criticou depois quem escreve sobre a sua vida sem, na sua opinião, confirmar devidamente as informações.

“Olha, quem está sempre sentado com o cu atrás desses ecrãs a fazer merdas que não interessam a ninguém. Esses ‘chiques’. E não falam, por exemplo, das revistas todas que não pagam aos colaboradores todos”, atirou.

Apresentadora recorda encerramento da própria revista

Cristina Ferreira utilizou o fim da revista «Cristina» como exemplo da forma como procura antecipar os problemas nos seus negócios. A apresentadora garantiu que encerrou o projeto antes de deixar de conseguir cumprir as obrigações com os trabalhadores.

“Eu fechei a minha revista porque eu sabia o que é que vinha aí, que era: não ia correr bem. E eu, graças a Deus, até tenho um certo olho. Antes de correr mal, fechei. Foi só isso. A empresa está mal, antes de não pagar aos meus empregados, que é o que fazem todos, não é? Pronto…”, explicou.

A comunicadora deixou ainda “um abraço para a revista Lux”, referindo que a publicação estará a atravessar “um mau bocado”. Segundo Cristina, ocorreram mudanças internas e despedimentos, uma situação que classificou como “muito feia”.

Depois do desabafo, a apresentadora encerrou o tema recordando a notícia que tinha originado a conversa: “Estávamos a falar de uma carrinha. Estávamos a falar do João Neves”.

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