Diana de Cadaval apresenta novo livro sobre Maria Antonieta e revela o que a levou a escrever sobre a rainha, esta manhã na TVI.
A escritora Diana de Cadaval esteve esta quinta-feira, 12 de março, no programa Dois às 10, da TVI, para apresentar a sua mais recente obra literária. O livro, intitulado “Maria Antonieta – A Rainha Mal-Amada”, analisa a vida e o legado de uma das figuras mais discutidas da história francesa.
Durante a conversa com Cristina Ferreira, a autora partilhou o momento que acabou por despertar a vontade de escrever sobre a monarca.
Comentário da filha inspirou a investigação histórica
Segundo Diana de Cadaval, a ideia do livro surgiu numa conversa com a filha Isabel, de 14 anos. A jovem, que integra a Família Real de França, comentou a imagem histórica associada à rainha.
A reação da filha surpreendeu a escritora.
“E ela diz Ah, sim, sim, no fundo, a rainha, a pior rainha de todos os tempos e a mais odiada. E olha, sabe que o meu coração parou durante meio segundo e eu pensei Como é que um membro da Família Real de França pode me dizer isto de uma maneira tão natural?”
Perante essa afirmação, Diana de Cadaval decidiu aprofundar a história de Maria Antonieta e compreender melhor a forma como a rainha ficou marcada na memória coletiva.
Maria Antonieta vista como vítima do seu tempo
Ao longo da entrevista, a autora defendeu que a figura histórica foi muitas vezes julgada de forma injusta. Na sua perspetiva, a rainha enfrentou um ambiente de grande pressão dentro da corte de Versalhes.
Além disso, o casamento com o futuro rei também foi alvo de constantes críticas e escrutínio público.
Segundo Diana de Cadaval, a monarca terá usado a moda e a elegância como uma forma de resposta às críticas.
“Bom, já que falam de mim diariamente, vamos pelo menos, vamos-lhes dar uma razão de falarem, pelo menos não ao que seja a roupa, que seja o estilo, a elegância, a joia que escolhia (…) De uma certa forma, eu diria que até foi uma estratégia inteligente. Sobrevivência.”
Fascínio pela rainha continua atual
Ainda durante a conversa televisiva, a autora sublinhou que o interesse por Maria Antonieta permanece forte até hoje. O estatuto da rainha como ícone de estilo continua a despertar curiosidade em várias partes do mundo.
Prova disso são exposições recentes dedicadas à figura histórica em cidades como Londres e Paris.
Por outro lado, Diana de Cadaval revelou também o gosto pessoal que sente ao estudar o papel das mulheres ao longo da história.
“E adoro, como mulher, ver a evolução, da mudança do papel da mulher, da maneira como nós não fomos evoluindo ao longo dos séculos. (…) na altura da Marie Antoinette, a função da mulher era realmente só de produzir un héritier, um herdeiro.”
Assim, o novo livro da autora propõe uma reflexão sobre a forma como Maria Antonieta foi retratada ao longo do tempo e sobre o contexto histórico em que viveu.
