Diana saía à noite sem escolta para ajudar nas ruas de Londres, revela antigo assessor, sobre a princesa.
A princesa Diana dispensava a segurança e saía de carro à noite para percorrer Paddington, em Londres, onde procurava saber como estavam as pessoas que viviam na rua. O relato foi feito por Dickie Arbiter, antigo secretário de imprensa da família real britânica, no programa «Palace Confidential», do Daily Mail.
Segundo Arbiter, essas deslocações tinham uma dimensão solidária, mas eram também uma forma de Diana contrariar a solidão dos serões no palácio, depois de terminados os compromissos públicos.
Diana dizia ao segurança que podia tirar a noite
O antigo assessor descreveu a forma como a princesa conseguia sair sem o acompanhamento habitual.
“Ela tentava fugir, dizia ao segurança: ‘hoje não vou a lado nenhum, podes ter a noite livre’. E, pronto, o carro aparecia na mesma e ela ia dar uma volta por Paddington”, contou.
Arbiter explicou que Diana procurava contactar com realidades que também acompanhava através do seu trabalho humanitário.
“Não era só para dar dinheiro às trabalhadoras do sexo, mas também para passar e ver como os sem-abrigo se estavam a safar. Era uma coisa que sentia que tinha de fazer, mas também fazia por tédio.”
Regras de segurança dificultavam visitas de amigos
Na descrição de Dickie Arbiter, Diana ficava “desesperada por arranjar coisas para fazer” durante os serões.
O antigo funcionário relacionou esse isolamento com as exigências de segurança impostas a quem a visitava. Os procedimentos dificultavam encontros espontâneos com amigos e contribuíam, segundo o seu testemunho, para que procurasse alternativas fora do palácio.
A preocupação com as pessoas sem casa integrava também a atividade pública de Diana, que apoiou a associação Centrepoint, dedicada a jovens em situação de sem-abrigo. O seu trabalho humanitário ficou igualmente marcado pela proximidade com pessoas com VIH, num período de forte estigma.
Arbiter contesta versão de Charles Spencer sobre Carlos
Na mesma participação, Dickie Arbiter criticou o livro «Swan Song: Diana, My Sister», de Charles Spencer, considerando a narrativa “curta em rigor factual”.
O antigo assessor rejeitou, em particular, a descrição de uma reação de alívio ou euforia de Carlos à morte de Diana. Segundo o seu testemunho, viu o então príncipe profundamente abalado e comparou esse estado ao sofrimento causado pela morte de Lord Louis Mountbatten.
A intervenção apresentou, assim, a perspetiva de alguém que trabalhou próximo da família real e que contesta a leitura feita pelo irmão de Diana sobre aqueles acontecimentos.
