Donald Trump enfrenta dúvidas sobre saúde enquanto adia decisão sobre acordo com o Irão, em guerra.
Donald Trump voltou a tentar afastar dúvidas sobre o seu estado de saúde, numa altura em que sinais físicos recentes têm alimentado comentários nos Estados Unidos. A pressão surge também num momento sensível para a Casa Branca, com o Presidente norte-americano a pedir alterações ao memorando de entendimento com o Irão.
A nódoa negra na mão direita, uma mancha no pescoço e o inchaço nos tornozelos têm levantado perguntas sobre a condição física de Trump. Além disso, há norte-americanos preocupados com a sua capacidade cognitiva.
Trump garante que exame médico correu bem
Na terça-feira, Donald Trump realizou exames médicos no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed. O Presidente norte-americano, que completa 80 anos a 14 de junho, garantiu depois que estava a 100%.
Na rede Truth Social, escreveu: “Acabo de terminar o meu exame médico semestral. Tudo saiu perfeito. Obrigado aos excelentes médicos e à equipa!”
Entretanto, a Casa Branca tem procurado minimizar os sinais visíveis. Segundo a explicação oficial, o inchaço nos tornozelos resulta de uma doença venosa “comum”.
Já os hematomas na mão terão sido provocados por muitos apertos de mão e pela toma de aspirina, apresentada como tratamento cardiovascular de rotina. Quanto à mancha no pescoço, a justificação apontada é o uso de um creme para um tratamento preventivo da pele.
Lucidez mental preocupa parte dos norte-americanos
Apesar das explicações sobre os sinais físicos, é a lucidez mental de Donald Trump que mais inquietação tem gerado. Segundo uma sondagem recente da Reuters/Ipsos, 61% dos inquiridos consideram que Trump se tornou “mais errático com a idade”.
Assim, as garantias deixadas pelo Presidente norte-americano não encerraram totalmente o debate. A proximidade dos 80 anos e os episódios físicos observados mantêm a saúde de Trump no centro da discussão pública.
Acordo com o Irão ainda sem decisão final
Paralelamente, Donald Trump também continua a gerir o dossiê do Irão. Segundo o site Axios, que cita fontes da Administração norte-americana, o Presidente não está totalmente satisfeito com o texto do Memorando de Entendimento.
De acordo com essa versão, Trump pediu alterações a vários parágrafos. Essa terá sido a razão para não anunciar qualquer decisão após a reunião de sexta-feira na Sala de Situação da Casa Branca.
Antes desse encontro, o Presidente norte-americano tinha prometido tomar uma “decisão final” sobre a proposta.
Cláusulas sobre urânio e estreito de Ormuz em revisão
Segundo as mesmas fontes citadas pelo Axios, Donald Trump quer rever pontos ligados à recolha e entrega do urânio enriquecido do Irão. Também terá pedido alterações à parte relativa à reabertura do estreito de Ormuz.
Ainda assim, a resposta poderá não chegar de imediato. A liderança iraniana é apresentada como habitualmente demorada nas respostas, o que poderá prolongar o processo.
Uma das fontes citadas afirmou: “Pode ser uma semana, pode ser menos ou pode ser mais. Esperamos ter uma resposta no final da semana”.
Desta forma, Trump enfrenta duas frentes de pressão em simultâneo. Por um lado, tenta travar dúvidas sobre a sua saúde. Por outro, mantém em aberto uma decisão diplomática sensível, com impacto direto nas negociações com o Irão.

