Embaixador de Israel pede cancelamento do concerto de Kanye West no Algarve

Embaixador de Israel pede cancelamento do concerto de Kanye West no Algarve e apresentou os seus motivos.

O concerto de Kanye West, marcado para esta sexta-feira, 7 de agosto, no Estádio Algarve, passou a estar no centro de uma contestação diplomática. O embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, defendeu publicamente o cancelamento do espetáculo, apontando as declarações antissemitas e a glorificação de Adolf Hitler associadas ao artista nos últimos anos.

Num vídeo divulgado através das redes sociais da Embaixada de Israel, o diplomata sustentou que Portugal não deveria disponibilizar um palco a Ye, nome atualmente utilizado pelo músico norte-americano.

“Isto não é provocação. Isto é discurso de ódio.”

Oren Rozenblat aponta “linha vermelha”

Na intervenção, o embaixador recordou decisões tomadas noutros países em relação ao artista e enquadrou o pedido numa questão de responsabilidade pública.

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“Muitos países, tais como a Austrália, revogaram o seu visto; no Reino Unido, foi impedido de entrar no país; em França, Polónia, Suíça e Eslováquia os concertos foram cancelados.”

Oren Rozenblat foi mais longe e defendeu que determinados discursos devem ultrapassar a discussão em torno da liberdade artística ou da provocação.

“Muitos compreenderam que existe uma linha vermelha, uma sociedade democrática não deve oferecer um palco a quem glorifica Hitler. Promove o nazismo e difunde o antissemitismo. E, no entanto, no dia 7 de agosto de 2026 atuará em Portugal, no Estádio do Algarve, um estádio que pertence aos municípios de Faro e Loulé e, por isso, aos seus cidadãos.”

O diplomata revelou ainda ter contactado o presidente da Câmara Municipal de Faro, pedindo uma intervenção no sentido de cancelar o espetáculo, e dirigiu igualmente um apelo ao público para que não marque presença.

Kanye West regressa a Portugal 15 anos depois

O concerto previsto para o Estádio Algarve assinala o regresso de Kanye West a Portugal 15 anos depois da última atuação em território nacional.

A presença do rapper tem sido acompanhada pelas sucessivas polémicas provocadas por declarações públicas de teor antissemita e por referências elogiosas a Adolf Hitler e ao nazismo.

Entre os episódios que agravaram a contestação encontra-se o lançamento de Heil Hitler, posteriormente retirado de plataformas digitais, assim como a comercialização de peças de roupa com suásticas.

Estas posições tiveram consequências na carreira internacional do músico, com cancelamentos de espetáculos e restrições à entrada em diferentes países.

Em Portugal, porém, o espetáculo permanece agendado para esta sexta-feira. Até ao momento, não foi anunciada qualquer decisão oficial que responda ao pedido feito pelo embaixador de Israel.

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