A decisão de Sónia Jesus no Big Brother All Stars de atribuir uma regalia a Joana Albuquerque, em vez de Francisco Monteiro, abalou a relação entre os aliados. No Extra, os comentadores questionaram as justificações da concorrente e dividiram-se sobre a reação de Francisco.
Benefício para Joana deixa Francisco desiludido
Marta Cardoso abriu a análise explicando a intenção que Sónia atribuiu à sua escolha.
“A Sónia a fazer uma jogada, segundo ela, de atribuir a outra pessoa que não é o Francisco para perceber o posicionamento e a reação dele e também da Catarina Miranda”, afirmou a apresentadora da TVI.
Sobre o efeito da decisão no concorrente, acrescentou: “O Francisco aqui sente-se atraiçoado”.
Cinha Jardim considerou que Sónia decidiu sob influência do momento e das palavras de Joana.
“Acho que a Sónia foi levada pela emoção. E como a Joana disse logo, fui eu a primeira a dizer o teu nome e depois os outros vieram atrás”, analisou.
Na leitura da comentadora, a tentativa de explicar a escolha surgiu quando Sónia percebeu a dimensão do desagrado de Francisco.
“Não se apercebendo, acho eu, que o Francisco ia ficar tão chateado. Quando se apercebeu, começa a fazer esta conversa de chacha e esta conversa de desculpar, e ‘agora vou ver o que é que ele vai fazer, agora é que eu quero ver’. Não, o erro está feito”, afirmou.
Cinha compreende expectativa de Francisco mas critica cobrança imediata
Cinha Jardim considerou que a proximidade entre os dois justificava a expectativa de Francisco receber o benefício.
“Sendo ela a mais próxima neste momento, ela e a Noélia, as duas do Francisco, o normal seria entregar ao Francisco. Pelo menos era isso que o Francisco também achava”, declarou.
Ainda assim, a comentadora não concordou com a forma imediata e pública como o concorrente reagiu.
“Agora também não gostei foi de o ver imediatamente, mas o Francisco também é de emoções rápidas, a ir cobrar-lhe. Eu teria aguardado um tempinho. Deixá-la cozinhar ali tudo e depois, sim, ia dizer: ‘Olha, fizeste-me muito mal’, mas talvez sem palco.”
Isabel Figueira centrou-se nas palavras de Sónia e no efeito que tiveram no aliado.
“O que mais magoou o Francisco foi a Sónia também ter expressado a sua primeira reação”, afirmou.
A comentadora relacionou a desilusão com a falta de benefícios que, na sua avaliação, tem marcado o percurso de Francisco.
“O Francisco está há semanas, já estávamos a meio do programa, ainda não teve nada e não teve nenhum benefício. Portanto, está semanas após semanas a ver todos os seus concorrentes a terem benefícios e ele não.”
Para Isabel, a explicação posterior agravou o desentendimento: “Percebo aqui o Francisco. Acho que a Sónia ao justificar-se ainda o magoou mais e acho que isto é uma desilusão válida do Francisco”.
Ao discutir as alternativas, Cinha referiu Catarina Miranda: “Já discordo desta escolha. Eu para mim seria a Catarina Miranda, que era das que lá está, de todos os que estão lá dentro, que não foram vencedoras”.
Isabel contrapôs que Catarina “tem demasiados antagonismos dentro da casa”.
Quinaz aponta influência de Joana Albuquerque
Gonçalo Quinaz considerou decisiva a intervenção de Joana antes da escolha de Sónia.
“A forma como a Joana Albuquerque manipula a Sónia é de uma pinta incrível”, afirmou no Extra.
O comentador explicou que a ordem das intervenções na dinâmica tinha sido definida pelo Big Brother.
“Aquilo levava uma ordem, neste caso para nós da esquerda para a direita, portanto o Luís seria sempre o último a falar, não por responsabilidade deles. Havia uma ordem dada pelo Big”, esclareceu.
Segundo Quinaz, Joana conseguiu transformar essa ordem num argumento a seu favor.
“A forma como a Joana mete a conversa, como manipula a Sónia, ao dizer ‘eu fui a primeira a falar no teu nome e eles os dois copiaram’, foi o suficiente para a Sónia se levar por isto. Depois toda a justificação, toda a argumentação da Sónia não corresponde à verdade. Ela tenta tapar o sol com a peneira”, declarou.
Marta Cardoso considerou que assumir a decisão teria evitado parte do problema.
“Era mais fácil ela dizer: ‘Achei por bem dar à Joana, da próxima vez dou-te a ti’, e assumir isso”, observou.
Quinaz concordou: “A Sónia perde mais depois com toda a sua justificação, porque é completamente contraditória. Mais valia ter dito: ‘Deixei-me levar por esta conversa, peço-te imensa desculpa’. Era mais adulta, o Francisco iria interpretar isto de uma outra forma”.
Comparação com Noélia não convence o comentador
O debate recuperou ainda a resposta de Sónia à cobrança de Francisco, recorrendo a uma decisão anterior que envolveu Noélia Pereira.
Marta Cardoso contextualizou o argumento: “O que a Sónia disse foi: ‘Tu também és muito próximo da Noélia e também lhe tiraste o elefante, mesmo sabendo que o elefante era dela e que podia ter uma vantagem, e a Noélia não te cobrou por isso. Porque é que agora me estás a cobrar a mim?’”
Gonçalo Quinaz rejeitou a equivalência entre os episódios.
“Para mim são situações diferentes. Ele tem o poder de escolher duas coisas, ela tinha de atribuir. O Francisco não tinha que atribuir e, aliás, o Francisco meteu sempre a Sónia”, afirmou.
Marta Cardoso encontra semelhanças com confronto anterior com Catarina
A análise estendeu-se ao discurso de independência de Sónia e às semelhanças com a postura que já tinha assumido perante Catarina Miranda.
“Amigos, ajudem. Sou só eu ou isto é uma espécie de déjà vu e já vimos isto a semana passada com a Catarina Miranda? Quando ela dá a raquete vermelha em vez da verde, o discurso é em tudo semelhante a este que estamos aqui a ouvir. Por razões diferentes, numa avaliação de liderança aqui à atribuição de um poder. Mas o discurso da Sónia é em tudo semelhante: Eu não faço o que os outros querem, eu faço o que eu…”, afirmou Marta Cardoso.
Quinaz identificou uma contradição entre a autonomia reivindicada pela concorrente e as explicações que apresenta.
“Parece que estamos a ver aqui um padrão. Eu não faço aquilo que vocês querem, eu faço aquilo que eu acho. Eu sou sempre fiel àquilo que eu penso, eu sou fiel ao meu coração. Mas depois a argumentação é contraditória”, declarou.
O comentador recordou uma conversa de Sónia com Sandrina, no pufe da sala junto ao acesso ao quarto.
“Ela dizia: eu ia dar, mas só dei assim para não dizerem que eu estava a fazer isto. Mas afinal, fazes aquilo que sentes, fazes aquilo que pensas ou estás a dar uma atribuição para não dizer que fazes tudo o que os outros [querem]?”, questionou.
Cinha vê tentativa de sair da sombra dos aliados
Marta Cardoso pediu depois a Cinha Jardim uma leitura sobre a mudança de postura da concorrente.
“Estamos a vê-lo agora, mas não era isto que vimos no início. Porque é que acha que a Sónia se voltou, por exemplo, contra uma Catarina Miranda e agora está a fazê-lo? Quer afirmar-se enquanto jogadora? Quer provar alguma coisa à casa?”
Cinha reconheceu comportamentos que associa às participações anteriores de Sónia.
“Eu acho que isto é a Sónia dos outros Big Brothers. Isto é a Sónia dos outros Big Brothers que eu vi. Sempre a discutir, sempre a levantar a voz, a discordar, a não querer juntar-se a grupo, mas estando nos grupos e depois a manter-se”, descreveu.
Na sua avaliação, Sónia procura conquistar uma posição mais autónoma.
“Ela aqui quer-se afirmar como jogadora. E chegou à altura de sair da sombra da Miranda e da sombra do Francisco, foi onde ela esteve até agora. Há um dia qualquer em que ela diz: não, eu não vou estar mais. Ela discutiu com a Miranda e [quis dizer] tudo aquilo que sentia que não disse antes”, afirmou.
Contudo, Cinha considerou que a preocupação com a opinião dos colegas acabou por condicionar a escolha.
“Ela não dá ao Francisco, eu não acho que a desculpa dela seja verdadeira. Ela não dá ao Francisco porque os outros estão sempre a dizer que ela estava debaixo da alçada. Ela não dá ao Francisco, deixou-se manipular ali”, concluiu.
