Ex-companheira de António Pedro Cerdeira quebra silêncio: “Pôs-me um fio de carregador ao pescoço para me enforcar”

Ex-companheira de António Pedro Cerdeira quebra silêncio: “Pôs-me um fio de carregador ao pescoço para me enforcar”, em entrevista ao Dioguinho.

Susana da Silva diz estar farta de se calar e denuncia agressões graves

Depois de três anos em silêncio, Susana da Silva decidiu tornar pública a sua versão sobre o processo judicial que envolve António Pedro Cerdeira, ator da SIC, acusado de violência doméstica agravada.

Em declarações ao site Dioguinho, a mulher que viveu nove anos com o ator explicou o que a levou a falar agora. “Durante três anos deixei-o falar… Eu estava tranquila, conscientemente, porque nunca agredi ninguém, nunca tratei mal o António”, começou por afirmar.

Segundo Susana, o ator continua a denegrir a sua imagem, mesmo tendo já conhecimento da decisão do Ministério Público. “O António Pedro Cerdeira já tinha a carta e o processo e a decisão do Ministério Público em mão, mas decidiu na mesma ir para a rádio e continuar a acusar-me que eu é que era a violenta, que eu é que era uma drogada”, revelou.


Relato de agressões físicas e psicológicas

Susana denuncia agressões físicas graves, afirmando que, por vezes, teve de se tratar sozinha por estar privada de meios de comunicação. “Houve uma vez em que eu não pude ir ao médico, foi quando eu levei com um banco na cabeça, eu a sangrar, com a cabeça aberta. (…) Tratei-me assim, mas 48 horas depois, assim que pude fui logo ao médico”, relatou.

Além disso, revelou situações de extremo perigo. “Eu estive à morte, ele pôs-me um carregador, um fio de carregador à volta do pescoço para me enforcar, eu tive uma faca encostada ao pescoço”, declarou, visivelmente abalada.


“A Susana não foi uma ‘queca’, nem uma aventura do António Pedro Cerdeira”

A ex-companheira do ator garante que a relação foi séria e duradoura. “A Susana viveu nove anos sob o mesmo teto. Os dois anos iniciais foram bons”, afirmou. No entanto, a relação terá rapidamente descambado.

Susana diz ainda que perdeu o acesso a bens pessoais importantes. “Ele tem joias da minha mãe, tenho mobílias da minha avó, tenho coisas magníficas. Ficou-me com os meus dois cães, os cães são meus, não são dele. Não vejo os meus cães desde o dia 4 de junho de 2022”, contou.


Medo e desrespeito pela justiça

A entrevistada revelou que apresentou uma nova queixa por difamação no dia 21 de julho. Considera que o ator está a ignorar a decisão do Ministério Público. “É bom o senhor continuar a falar mal de mim, o problema é que ele está a desrespeitar a decisão do Ministério Público”, alertou.

Por fim, admite que não tem medo por si, mas teme pelas pessoas que lhe são próximas. “Eu não acredito que o António me venha matar, mas o António pode mandar-me matar. Eu não tenho medo, quem tem medo são as pessoas à minha volta”, concluiu.


O Dioguinho teve acesso ao despacho que arquiva a queixa apresentada por Cerdeira contra Susana e confirma que o ator está formalmente acusado de violência doméstica agravada, com pena prevista entre dois e cinco anos de prisão efetiva. O processo continua a decorrer nos tribunais portugueses.

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